Karen avançava pela floresta, seus passos silenciosos ecoavam na escuridão. Seus olhos, brilhantes como os de uma loba, captavam cada detalhe do ambiente sombrio ao seu redor. A lua, oculta pelas nuvens, lançava uma pálida luz sobre o denso emaranhado de árvores e arbustos, criando sombras que dançavam ao sabor do vento noturno. Sua loba interna ansiava pela liberdade, pelo momento em que ela se transformaria completamente e correria livre na escuridão da floresta. No entanto, Karen resistia a esse desejo primal. Lembrava-se dos conselhos de sua mãe, cujas palavras ecoavam em sua mente como um mantra sinistro: "Não se transforme, Karen. A poção que você tomou para ocultar sua presença perderá o efeito. Não corra esse risco." Ela se deteve à beira da fronteira do reino das trevas, encar

