Heron, envolto nas sombras que emanavam dele, de repente foi tomado por um aroma espetacular, algo que ele nunca havia sentido antes. Era como se cada fibra de seu ser anelasse por aquele cheiro, como se sua própria fera interior estivesse gritando em sua mente a palavra "companheira". Ele se viu chacoalhando a cabeça, tentando afastar os pensamentos que o dominavam. Companheiros eram presentes da Deusa da Lua, e Heron era, sem dúvida, um inimigo declarado da deusa e de tudo que ela representava. Como poderia então ter uma companheira? Como poderia sentir esse chamado, essa conexão que transcendia o tempo e o espaço? Mas, por mais que tentasse negar, por mais que quisesse reprimir esse desejo avassalador, Heron não podia ignorar o que estava sentindo. A fera dentro dele rugia de fome, de

