bc

Meu caso mais sério

book_age16+
425
FOLLOW
1.1K
READ
drama
bxg
lighthearted
like
intro-logo
Blurb

Fernando é um policial detetive de elite. Um homem forte e atraente que não está interessado em romances ou compromisso. Quando se vê obrigado a trabalhar com uma nova parceira, seus interesses mudam um pouco.

Rebeca está iniciando sua carreira como detetive na unidade de vítimas especiais. Quer mostrar um bom trabalho, por isso, se disponibiliza para fazer pareceria com um policial de outra área, em um caso difícil. Mas ao encontrar seu parceiro descobre que cometeu um grande erro.

chap-preview
Free preview
Um novo caso
- Já faz 15 dias que estou nesse caso sem sucesso, sem novas pistas, sem nada. - Fernando joga as pastas longe da mesa. - Mas que d***a!  O sargento vê Fernando com as duas mãos na cabeça. - Já começaram a me pressionar Fernando. Não temos muito tempo.  - Eu sei... - Fernando responde com uma ruga na testa.  - Esse caso é da unidade de vítimas especiais, eles nos deixaram iniciar porque fomos nós que encontramos a vítima. - O Sargento Luiz Peronni era um homem corpulento, pele n***a, cabelos curtos, braços fortes, e olhar firme. Era um bom chefe, fazia o que fosse pela sua equipe. Mas já estava se estressando com Fernando querendo fazer tudo sozinho.  - O que quer dizer com isso? - Fernando não queria perder o caso. Era muito importante. Era um caso de assassinato em série. Sua expressão se fechou ainda mais. Sargento Peronni não estava aberto a conversas. - Amanhã, ouça bem, amanhã Rebeca Lorone virá e começará a trabalhar com você nesse caso... - Fernando tentou interromper mas foi calado com um aceno de mão dado por Peronni. - Não temos tempo Favaretto! Não pode ficar querendo fazer tudo sozinho. Somos todos uma grande equipe, trabalhamos pelo bem da nossa cidade. - O sargento estava falando de forma firme e clara, olhando bem nos olhos de Fernando. - Ela virá, e você vai passar todo o caso para ela, vão trabalhar juntos e espero que seja uma ótima parceria e que resolvam esse caso de uma vez.  Fernando bufou de indignação. - Ok!  - Você é um dos meus melhores homens, sei que dá conta de muita coisa, mas esse caso... - O sargento sacudiu a cabeça. - Esse caso é urgente, precisamos prender esse maluco. Fernando encarava o chefe, nunca vira o chefe tão comovido com um crime como estava com esse. Era um caso h******l de e*****o seguido de assassinato, mas não era apenas isso, o assassino também havia pintado de roxo as unhas da vítima antes de matá-la. O que batia com outros casos não resolvidos, em cidades próximas, onde as vítimas tiveram suas unhas pintadas de roxo antes de serem assassinadas. Tudo se encaminhava para um assassino em série.  Na última semana foram dois casos. E não havia pistas. Estavam sem saída. Peronni tinha razão, precisavam de ajuda extra.  - Você tem toda a razão chefe. - Fernando se levantou da mesa, circulando-a ficou de frente para o chefe e estendeu a mão. - Vamos prendê-lo! Peronni, retribuiu o aperto de mão. - Era isso que eu precisava ouvir. Amanhã assim que ela chegar trago-a aqui para começarem no caso. *** Rebeca, estava há 6 meses na unidade de vítimas especiais. Trabalhara duro com sua equipe nesse tempo, tinha como parceiro Jonathan. Que era também um de seus melhores amigos. Visto que o trabalho tomava conta de muito tempo, não tinha como ter outros amigos, senão, os do trabalho. Ela e sua equipe eram unidos, pegavam junto nos casos e todos saíam felizes e realizados com os resultados. Claro, que nem tudo eram flores, tinham suas diferenças, e também acontecia de ter casos em que não obtinham sucesso.  Dentro da equipe ela era a "novata" então tentava mostrar que estava ali para enfrentar o que viesse. Quando falaram do novo caso intitulado: Unhas roxas, se arrepiou inteira. - Que horror! - Rebeca falara com os olhos arregalados e mãos no peito.  Apesar de estar na polícia há algum tempo, não se acostumava com as atrocidades que viam. Escolhera a Unidade de vítimas especiais, por querer cooperar com algo que tinha a certeza de ser justo dentro da corporação. Eram responsáveis por casos de violências sexuais, que eram em sua maioria cometidos contra mulheres. Investigavam desde os casos mais simples até os mais complexos. Como esse que surgira neste momento.  - Precisamos que alguém vá até a delegacia de policia local para auxiliar diretamente na investigação do caso Unhas roxas. - Dissera seu chefe. - Ficaremos aqui investigando e buscando informações, cooperaremos entre as delegacias. Antes que ele desse continuidade Rebeca se levantou a mão. - Rebeca? - Eu me disponibilizo. - Rebeca queria se destacar, estava no começo, e sentia-se na obrigação de fazer algo relevante.  - Ok! Então Rebeca vai. - O chefe continuou. - Precisaremos sermos rápidos e atentos, nada pode falhar. Estamos lidando com um assassino em série. E pelos sinais que temos até aqui, considera-se que é um psicopata. - Pegou um pouco de ar. - Tomem muito cuidado. Agora, todos estão dispensados, comecem as buscas e investigações, perguntem pra quem for. Falem com seus informantes, amigos, qualquer um, mas me tragam novas informações.  Sargento Antônio Velasques era correto e determinado. Nada passava por ele. Estava no comando já faziam quase 10 anos. Ele sentia o cheiro de problemas a km de distâncias. Era um moreno alto, corpo forte, rosto firme e palavras ásperas.  - Rebeca, você vem comigo!  Rebeca gelou. Ai meu Deus, será que fiz m*l em me candidatar? Ia com um gelo na barriga atrás do chefe. Ao chegarem em seu escritório, Velasques esperou-a entrar e fechou a porta atrás dela.  - Sim, senhor? Velasques sabia que Rebeca queria mostrar serviço, ela era muito competente, tinha reação ágil e era correta em suas ações. Quando ela se ofereceu ficou feliz, ela não se deixava intimidar, e nesse caso precisavam de alguém assim.  - Detetive Lorone, sente-se.  Rebeca sentou-se em silêncio, sentindo as pernas formigarem de nervosismo.  - Fiquei muito satisfeito com sua disposição no caso.  Rebeca respirou aliviada. - Que bom Sargento. - Sorriu um pouco mais confiante.  Velasques assentiu. - Vamos repassar o caso, amanhã você irá direto para a delegacia de homicídios, irá trabalhar com Fernando Favaretto, responsável por casos de Elite. Ele foi designado para esse caso por ser um dos melhores detetives que temos.  - Ok! - Rebeca ouvia tudo atentamente.  - Ele é um homem muito legal, amigo e divertido, no entanto no trabalho ele é implacável. Ele se transforma. Não seja imprudente, não misture as coisas. Ele é solteiro e ... - Velasques sabia que estava soando ridículo, mas precisava avisá-la, não gostaria de perder uma boa detetive por um casinho amoroso. - ele é muito mulherengo. Rebeca estava perplexa com o que ouvia. Quem ele achava que ela era? Uma qualquer que saía com qualquer homem solteiro. Ela já estava abrindo a boca para responder, quando Velasques ergueu a mão, como pedindo que ela ouvisse até o fim. Rebeca só ia ficando cada vez mais vermelha. Sentia seu rosto arder.  - Sei que você tem sido muito honesta e responsável no trabalho. Mas estou falando sobre isso, porque não quero que você se apaixone por ele e depois se atrapalhe no trabalho.  - Não vou me apaixonar por ele? O que é isso? - Rebeca estava horrorizada e seu rosto demonstrava seu desgosto.  - Rebeca... - Velasques falava devagar, tomando cuidado para não ofendê-la. Ele gostava dela, era uma boa moça e uma detetive excelente. - Não estou a julgando, estou falando pois sei que ele é um Dom Juan com as mulheres. Ok?  Rebeca achava que argumentar e debater não adiantaria muito. Mas estava chateada com o rumo da conversa. Cruzou os braços no peito e respondeu de cabeça erguida por entre os dentes. - Ok, sargento. Velasques parecia aliviado por ter falado sobre isso. - Ok, agora vamos ao caso! Assim passaram o resto da tarde e início da noite, repassando os detalhes do caso.  "Homem branco, altura mediana, olhos azuis, cabelos castanhos, uma cicatriz no queixo. Abordava as mulheres em pontos de ônibus por volta das 20hs, sempre nos centros das cidades. Pedia informação, e depois as seguia, esperando o melhor momento para atacar. Sempre atacava mulheres brancas de cabelos castanhos, baixas, magras e que estivessem sozinhas.  Ele cometia crime s****l com elas e após pintava as unhas das vítimas de roxo. Após as matava com um tiro na cabeça. Sempre da mesma forma. Já haviam 8 casos como esse, sem resolução. Ficou um tempo sem atacar, não se sabe porque, mas duas semanas atrás cometeu seu primeiro ataque novamente, depois de 7 dias, outro ataque.  Era metódico, sempre a cada 7 dias. Já estavam se aproximando de um novo possível ataque.  Tinham encontrado restos de pele nas unhas da última vítima, o que possibilitou um exame de dna para tentar descobrir a identidade do homem." - O resultado saíra amanhã Rebeca, passe no laboratório pegue o resultado e coloquem no sistema. Espero que tenham mais sucesso que nós.  - Claro senhor. Faremos o máximo para pegar o cretino.  - Por hoje é só. - Olhou o relógio. - Já são 20hs, vá para casa, descanse, e amanhã esteja pronta! - Sim senhor! Muito obrigada, vamos nos falando. - Rebeca se despediu e foi embora. Ao sair da delegacia, Rebeca inspirou o ar fresco da noite. Os últimos dias tinham sido quentes e chuvosos. Era um milagre um dia com temperatura amena. Saiu a passos largos até seu carro. Apesar de estar em frente a delegacia, se arrepiava em lembrar-se do caso que estavam repassando.  Rebeca possuía um Fiat Mobi Branco. Era um carro popular e ela o conseguiu em uma promoção excelente. Era confortável e tinha ar condicionado. Tudo que ela precisava. Olhando as horas novamente, Rebeca resolveu passar no supermercado, comprar algo pré pronto para jantar.  Luana pegou alguns itens que faltavam em casa e foi para a seção de congelados. Pegou uma pizza congelada de lombo canadense com catupiry e um escondidinho de carne moída. Ao se virar esbarrou em um homem.  - Oh me desculpe, senhor.  O homem a olhou de alto a baixo, com um sorriso leve nos lábios. - Sem problemas senhorita. - E saiu.  Rebeca se arrepiou com aquele homem, a voz dele era aveludada, mas escondia algo. Rebeca balançou a cabeça. - Meu Deus estou ficando muito afetada com esse caso. - Mais uns passos e olhou para trás, e lá estava aquele homem de novo. Parado no mesmo lugar de antes. Focado nas comidas congeladas.  Rebeca se apressou para o caixa. Depois desse caso, pediria umas férias, precisava aliviar a cabeça. Rebeca entrou em casa e encontrou sua mãe assistindo televisão. - Oi mãe, cheguei.  Rebeca morava com sua mãe e irmã. Seu pai tinha morrido quando ainda era criança, desde então, as três eram inseparáveis. Ramona, mãe de Rebeca era uma senhora muito simpática, trabalhava como contadora e vivia para sua família. - Oi, meu amor, como foi seu dia ? - Mãe ... que loucura... estou em um caso de arrepiar, não quero nem falar... - Oi Beca. - A irmã de Rebeca tinha 17 anos, estava no último ano do ensino médio. Era a cópia mais nova de Rebeca. Loira de olhos verdes, magra, com s***s fartos e quadril largo.  - Oi Lari. - Rebeca foi abraçar a irmã. Depois se atirou no sofá ao lado da mãe. - Tô um bagaço. Trouxe pizza e escondidinho, já jantaram ? - Ainda não. - Respondeu a mãe de Rebeca.  - Então vamos lá, encher a pança! - Larissa pegou as sacolas e correu para a cozinha.  *** Fernando não conseguia dormir, estava preocupado com o caso. Não podiam falhar nessa. Era muito perigoso um cara como esse estar solto ainda. Bufou exasperado. Ainda teria de receber ajuda de outro departamento. Se sentia frustrado, mas não tinha outra opção. *** - Favaretto, com licença. - O sargento entrou na sala de Fernando.  Fernando ergueu a cabeça para encontrar o chefe acompanhado de uma bela mulher. Cabelos longos e loiros, pele bronzeada, olhos verdes, um nariz empinado, e uma boca carnuda. Vestia-se com uma calça preta e blusa verde escuro. Era magra e curvilínea ao mesmo tempo, os s***s saltando do decote da blusa. Ela parecia uma sereia, que quando abrisse a boca iria encantar todos à sua volta.  - Venho lhe apresentar sua nova parceira para o caso "unhas roxas", ela veio especialmente para esse caso, ela é da Crimes Especiais. - O sargento já havia dito tudo aquilo pra ele, mas repetia para fortalecer o entendimento de Fernando. Ela não trabalhava para ele e sim com ele.  Fernando entendeu o que seu chefe estava querendo dizer, sorriu. - Muito bem-vinda, senhorita? - Rebeca Lorone. - Ela estendeu a mão para Fernando, que pegou e depositou um beijo no dorso da mão.  O sargento revirou os olhos. - Espero que consigam fazer uma boa dupla e resolver esse caso. Estamos sendo pressionados. - E saiu sem olhar para trás.  Rebeca olhou para aquele homem com um olhar de desdenho. Ela detestava mulherengos e soube antes mesmo de conhecê-lo por uma colega de trabalho que deveria ter cuidado, pois ele era um Dom Juan. Fora o alerta de seu próprio sargento.  Fernando não imagina os pensamentos de Rebeca. - Vamos ao trabalho?  - Vamos! - Rebeca se surpreendeu, bem, pelo menos ele estava sendo profissional, era isso que se esperava de um policial detetive tão bem conceituado como ele.  Rebeca mostrou o resultado do DNA para Fernando. Colocaram os dados no sistema. Não constava nada de antecedentes criminais. Seria mais difícil descobrir quem era o lunático assim. Rebeca bufou. Fernando sabia o que ela estava pensando, e estava da mesma maneira, inconformado com esse caso. Passaram a tarde conferindo o caso. Revendo os depoimentos e as descrições das vítimas. Fernando estava compenetrado nos papéis a sua frente. Rebeca usou a deixa para averiguar os detalhes daquele homem.  Ombros largos, forte, alto, cabelos escuros, duas covinhas que apareciam quando ele dava um sorriso grande, e que sorriso, uuuuh pensou Rebeca, sentindo-se corar. Mas o mais impressionante naquele homem eram os olhos, eram de um azul incrivelmente azul. Como isso era possível? Parecia que mergulhava em um céu límpido de verão. Enquanto viajava nos traços de Fernando, pegou-se olhando para suas coxas grossas e pareciam firmes também, passou a língua nos lábios.  - Tudo bem Rebeca? - Uma voz despertou-a de seu transe, ao erguer a cabeça, encontrou os olhos marotos de Fernando, com uma sobrancelha erguida e um sorriso descarado no rosto. - Gosta do que vê?  Rebeca abriu a boca envergonhada em ser pega: - Não! - respondeu por entre os dentes. - Já está tarde. Chega por hoje, vamos embora? Fernando pegou-a o inspecionando de cima a baixo. Achou graça do rubor dela. - Vamos! Pra minha ou pra sua? -Fernando perguntou.  Surpresa com a pergunta, Rebeca se virou para ele com os olhos estreitos, sem entender a pergunta: - Minha ou sua o que?  - Casa. Rebeca estava ouvindo m*l, só podia ser isso!  - Eu vou pra minha e você pra sua! - Pegou sua bolsa e foi embora.  Fernando riu. - Ai ai, não adianta resistir Rebeca, logo logo você verá que só há um lugar para você, e é na minha cama. - Desligou o computador e foi para sua casa.  Ao chegar em seu apartamento Fernando se atirou no sofá. - Pensando bem, será bom ter companhia para trabalhar. Rebeca além de linda, parece ser muito inteligente e sagaz. Gostei. - Fernando conversava consigo mesmo. - Amanhã sairemos para conversar com algumas testemunhas, e pessoas da família das vítimas. Teremos progresso! - Se levantou e foi tomar um banho para relaxar e ir dormir. *** Mais um dia cheio de conferências em papéis, amanhã iriam para ação. - Teremos sucesso! - Rebeca se animava indo para casa. Rebeca chegou em casa eram 19hs, estava cedo, aproveitou para tomar um banho demorado. Pensando no Fernando bonitão. - Ainda bem que me avisaram. O cara é um gato! - Rebeca se deixou lembrar dos olhos azuis, daquela barba m*l feita, das covinhas... - Opa Rebeca! Para com isso sua louca, ele é um mulherengo, todos te avisaram. Não vai cair no papo dele! - Rebeca falava pra si mesmo, dando tapinhas no rosto.  Essa noite Rebeca conseguiu dormir melhor. Se sentia preparada para completar essa caso e colocar aquele assassino h******l na cadeia pra sempre.  *** Rebeca acordou em cima da hora. - d***a! d***a! 7:40hs, tenho que correr. - Rebeca tinha que estar na delegacia as 8hs, Fez um r**o de cavalo nos cabelos, colocou uma calça jeans azul escuro, uma blusa preta, agarrou a bolsa e saiu gritando: - Tchau mãe, tô atrasada, não vou tomar café. - Não mesmo, então pegue aqui um bolinho e compre um café quando chegar lá.  Rebeca pegou o bolinho correndo e saiu apressada. Ontem cometera o erro de usar uma blusa com decote, viu os olhos de Fernando encarando seus p****s. Mas fez de conta que não vira. Hoje, apesar de atrasada, ela se vestiu com uma blusa menos provocante. Entrou no carro e acelerou para a delegacia.  *** Fernando esperava Rebeca na frente da delegacia, já eram 8:05hs e ela ainda não chegara. Já estava enfurecido. - Devia ter pego o telefone dela! - Quando ia voltar para a delegacia para pedir para ligarem para ela, viu-a descendo de um carro e correndo em sua direção.  - Olá Rebeca. - Disse em tom seco. - Está atrasada. - Falou encaminhando-a para um carro preto estacionado um pouco a frente da delegacia.  Rebeca se enrijeceu com o toque. - Desculpe, perdi a hora, mas não acontecerá novamente. - Vendo para onde ele a direcionava, perguntou: - Para onde iremos primeiro?  - Primeiro vamos ao trabalho da última vítima. Já falamos com eles e anotamos tudo. Mas vamos novamente, tentar achar algum furo, algo que nos traga uma luz.  - Ok! Entraram no carro, Fernando sentou na direção. Virou-se para Rebeca. - Tive uma boa primeira impressão de você, espero que possamos trabalhar muito bem juntos. - E deu um daqueles seus sorrisos charmosos, em que as covinhas aparecem e os olhos brilham.  Rebeca não esperava por essa. - Ah.. an, obrigada. Você também. - Sorriu levemente apenas para retribuir a gentileza. - Agora vamos ?  - Vamos. - Fernando respondeu segurando o sorriso. Não obtiveram muitas novidades no trabalho dela. Fernando estava pensativo. - Eu não consegui até o momento encontrar ligação entre as duas vítimas, o que você acha ? - Bem, pelo que revisamos do caso, este homem não está se vingando das vítimas em si, mas está encontrando nelas algo em comum que lhe desperta essa reação. - Rebeca falava com calma, com voz firme e controlada. - Hum, pode explicar melhor? - Veja, são sempre mulheres brancas, morenas, baixas e magras. A idade é por volta dos 25 a 30 anos. Elas não estão relacionadas entre si na vida, mas na aparência apenas. Conversamos com um psiquiatra que está ajudando no caso, e ele acredita que seja um assassino em série, que sofreu algo de uma mulher com essa aparência, e agora ele busca vingança em mulheres que se pareçam com a verdadeira causadora da frustração. Entende... ? - Rebeca o olhava com curiosidade. Enquanto ela falava, Fernando admirava a sagacidade, a vibração que ela emitia, o entusiasmo ao entender tão bem o caso. Quando ela perguntou se ele entendia, ele disse convicto: - Você está completamente certa! - Parou um momento pensando, então disse: - Vamos para a família da vítima, falar com eles, se foram ameaçados, perceberam algo diferente, qualquer coisa... - Mais uma coisa detetive Favaretto... - Me chame de Fernando. - Fernando... Amanhã fecha mais um ciclo de 7 dias. Fernando socou com força o volante! - Ele pode atacar de novo né?  - E ele já percebeu que estamos em seu encalço. É péssimo dizer isso, mas na próxima vítima ele pode cometer algum erro e aí pegamos ele!  Fernando concordou, frustrado com a ideia de ter que perder mais alguém para achar esse psicopata.  *** Visitaram os pais da moça, o namorado, os amigos... nada de novo. Agora iriam, para o local do crime, averiguar se escapou algo.  - Argh esse lugar me causa arrepios. - Rebeca olhava o espaço cercado por fitas amarelas impedindo que outras pessoas avançassem na cena do crime.  - Em meus anos como policial vi muitas coisas terríveis, mas ainda assim, eu me impressiono com as coisas. E lamento que talvez não consigamos impedir esse cara de fazer outra vítima. - Fernando lamentou. - Hoje será o enterro da última vítima certo? - Rebeca teve uma ideia.  - Sim... o que tem ?  - Vamos lá, que horas são ? Você sabe?  - Pra que irmos lá? - Pensa comigo, assassinos em série, são malucos né? Eles geralmente ficam com algo da vítima, mas não sabemos se ele pegou algo, porque esse cara tem um estilo diferente, ele pinta as unhas de suas vítimas. Já ouvi casos que os assassinos vão nos velórios e enterros das vítimas, como que pra .. sei lá, eles são malucos né...  Fernando tinha as ideias a milhão. Fora muito bom que Rebeca viesse, ela estava vendo o caso por uma perspectiva muito boa e diferente da dele. Ela não focava nas vítimas e sim no criminoso.  - Certo! Acho que dá tempo de pegarmos o enterro, vamos... Correram de volta para o carro e foram para o local do enterro da última vítima. Uma moça de 26 anos, branca, cabelos e olhos castanhos, baixa e magra.  Ao chegarem no local se distanciaram para olhar bem para todos os presentes. Por serem detetives, não costumavam usar uniforme, o que facilitava pra se infiltrar em locais públicos sem serem descobertos.  Fernando se afastara de Rebeca e procurava um homem branco, altura mediana, olhos azuis e uma cicatriz no queixo. Ele só tinha que se concentrar e procurar bem. Estava a alguns passos de distância de Rebeca, e pode ouvi-la. - Aquele cara...  Fernando virou-se para ela, e se aproximou: - O que você viu ? - Aquele cara, a esquerda, atrás da mãe da vítima. - O que tem ele? - Fernando estreitava os olhos para averiguar o homem. - Há dois dias, eu esbarrei com ele no mercado, ele parecia estranho. A voz dele me deixou incomodada e o jeito que ele focava nas comidas congeladas... era muito estranho... Fernando, observou o homem ao qual Rebeca se referia, ele tinha altura mediana, da distância que estava não conseguia ver a cor dos olhos ou se tinha uma cicatriz. - Você olhou ele no mercado? Ele tinhas olhos azuis ou uma cicatriz no queixo? - Não... ele tinha olhos castanhos eu acho, e não tinha nada de mais no rosto, que chamasse a atenção. Mas ele é estranho... - Vamos até lá. - Fernando saiu na frente a passos firmes.  Rebeca o seguia quase correndo. Ao chegarem próximo ao homem, ele a encarou, com os olhos brilhando e aquele leve sorriso no rosto, o mesmo do dia do mercado. Fernando tomou a iniciativa: - Olá somos detetives que investigam o caso da morte da moça... O que você era dela? - Fernando notou que o homem encarava Rebeca e sentiu um calafrio. - Olá, senhorita. lembro de você do mercado, nos esbarramos outro dia.  Rebeca, sustentou o olhar. Se aquele maluco achava que ia assustá-la estava muito enganado.  - Sim, eu me lembro.  Fernando interveio. - O senhor não respondeu minha pergunta.  - Oh que descuido meu... sou Dr. LeBlanc, Alexandre LeBlanc.  - De onde conhecia a vítima? - Fernando pegava cada detalhe daquele homem.  - Eu... não, não conhecia a vítima. Só estava passando e vim dar meus pêsames.  - O senhor poderia nos acompanhar por favor?  - Estou preso? - LeBlanc encarava Fernando diretamente nos olhos, com um leve sorriso nos lábios.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

O Lobo Quebrado

read
121.9K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.1K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook