Quando o carro parou na entrada, Luna abriu a porta com tanta força que parecia querer arrancá-la das dobradiças, e bateu-a com estrondo, deixando claro o seu despeito. Entrou na casa como um furacão, os saltos batendo forte no chão de mármore frio, e não esperou por ele. Subiu os degraus correndo, mas antes que pudesse chegar ao corredor dos quartos, Victor foi mais rápido, passou à sua frente e bloqueou o caminho, obrigando-a a parar. — Nós não vamos dormir sem resolver isso, Luna. Não dessa vez disse ele, a voz rouca, ecoando pelo saguão vazio. — Resolver o quê? O que há para resolver? gritou ela, parando de frente para ele, o peito arfando, os olhos brilhantes de raiva e dor. — Eu só quero a minha vida de volta! Quero a minha cobertura de volta! Quero poder decidir o que faço ou

