Victor Kane estava sentado na varanda da mansão, o mar escuro à sua frente, um copo de uísque quase intocado na mão. Eram quase onze da noite. Ele havia passado o dia inteiro em silêncio, refletindo. Depois de ler a última mensagem de Luna pedindo mais tempo, algo dentro dele se partiu.Ele pegou o celular e digitou lentamente, com os dedos pesados: “Luna, me desculpa por insistir tanto. Eu não vou mais te dar tempo. Se você tem medo de mim, se tem medo do que sentimos, então siga em frente. Eu não quero te prender. Se for pra te perder, prefiro que seja agora. Cuida de você.” Ele enviou e largou o celular na mesa. Não esperava resposta. Bebeu o resto do uísque de uma vez e ficou olhando o horizonte, o peito apertado. Pela primeira vez, Victor Kane sentia o gosto amargo da rendição.Lun

