Ela pediu um cappuccino e um croissant, respirou fundo e contou tudo: o confronto na frente do hotel, o soco de Victor na porta de vidro, a raiva dele, as palavras possessivas. As amigas ouviram em silêncio. — Ele tá fora de controle disse Sasha, balançando a cabeça. — Seguir você? Socar porta de hotel? Isso não é normal, Luna. — Eu sei respondeu ela, mexendo o cappuccino distraidamente. — Ele é muito intenso. Em Barcelona era excitante, mas aqui… aqui ele quer me controlar. Quer que eu pare de dançar. Quer que eu seja dele. E eu tenho medo. Medo de me perder se eu ceder. Medo de me arrepender se eu não ceder. Jade segurou sua mão por cima da mesa. — Você gosta dele? Luna demorou a responder. Olhou para o mar por um longo tempo. — Gosto. Mais do que eu queria admitir. Ele me f

