Pov's Anna.
Meus lábios tremiam freneticamente. A voz quase não saía da minha boca.
Anna:E-eu... t-..— gaguejei.
Bryan: Anjinha, o que há? Você está me assustando.
Analisei de canto de olho, seu jeito neutro, isto me dava mais insegurança. Havia um pavor dentro de mim.
Anna: Eu não sou mais pura.
A frase simplesmente saiu, fazendo-o ficar cabisbaixo, raciocinando as palavras.
Esperava sua reação, mas tudo que disse foi...
Bryan: Não estamos fazendo nada de errado, Anjinha. Eu sou o seu marido, não estamos em pecado.— ele tocou em meu braço, na hora me afastei receosa— Podemos nos beijar, isso é permitido.
Ele era tão burro, que não conseguia formular uma frase.
Senti as lágrimas caírem, me sentindo culpada. Eu era tão traumatizada, que recuava.
Anna: Você não entendeu.
Eu insisti, com a voz de choro.
Tentava colocar para fora a verdade, mas eu me encontrava soluçando.
Nos olhamos, e o caipira suspirou fundo.
Bryan: Anjinha, não chora. Eu odeio te ver chorar.— com o polegar, ele enxugou as minhas lágrimas.— Você é a coisa mais bonitinha...se fica triste, eu fico também. Não fica assim, tá bom.— o bico que havia em seus lábios, fizera beijar o meu braço.
Toda vez que eu era elogiada, me sentia pior.
Seus braços me abraçaram fortemente, onde encostei a cabeça no ombro do caipira.
Eu nunca havia tido essa p******o. Nunca me senti segura. Tudo que eu ouvia na casa dos meus pais, era grito e agressão.
Peguei no sono, após alguns minutos, recebendo o carinho.
(....)
Pov's Bryan.
Enrolei Anjinha com lençol. Levantei de ponta de pé para não acordá-la.
Ela era tão preciosa, que fiquei um bom tempo parado em pé, admirando-a dormir. Seu rosto angelical, faziam os meus olhos literalmente sorrirem.
Desvanei dos pensamentos, me recompondo. Me retirei dali, vagarosamente.
Acho que nesse horário já havia terminado o culto. Precisava ir buscar Mary Jane.
Sai, fechando a baia. Montei no cavalo, era muito mais rápido, do que puxar a carroça.
Fui cavalgando em sentido à igreja, no qual parei no meio da estrada, para avisar ao meu patrão que não poderia ir trabalhar hoje.
Bryan: É patrão, não vou poder vir hoje, minha esposa está doente. – contei.— Mas pode descontar do meu salário.
Afonso: Melhoras para ela.
Bryan: Prometo tá no serviço amanhã, ok.
Assim que me retirei do bar, fui atraído pelo copo de cerveja, um dos clientes estava bebendo na mesa.
Fiquei encarando o líquido fixamente, precisava tirar aqueles pensamentos ruins, pois era seta do demônio.
Eu estava muito bem na igreja. Era melhor fase da minha vida. Deus estava me prosperando muito.
Fui buscar a irmã da Anjinha, ela já estava do lado de fora, o culto havia terminado.
Quando ela me viu, sorriu surpresa.
Mary Jane: Você veio?
Bryan: Não poderia deixar você ir sozinha para casa.
Um sorriso apareceu, no canto do seu rosto.
Mary Jane: Eu poderia dormir na casa dos meus pais.
Bryan: Anjinha ia sentir a sua falta. Ela ficou lá dormindo e aproveitei para vim te buscar.
Mary Jane: E como ela está?
Bryan: Está bem melhor.
Ergui as mãos, ajudando-a subir. Seu braço fino circulou na minha cintura. Sai levando-a, em cima do cavalo.

No caminho, íamos conversando.
Bryan: Como foi a pregação?
Mary Jane: Papai hoje pregou sobre a passagem de Jó, foi muito boa a pregação.
Bryan: O que foi falado?
Mary Jane: Papai interpretou essa passagem, dizendo o quanto a fé é inabalável para o homem temente. Mesmo Jó perdendo tudo, ele não perdeu o mais importante: a sua fé em Deus.
Olhei para trás, mirando-a rapidamente.
Bryan: Você se comunica muito bem, Mary Jane. Não pensa em ir a escola também?
Mary Jane: Não. Eu gosto da vida que eu tenho. Se Jesus quis assim, porque é a vontade dele.
Após, fiquei calado.
Quando cheguei na baia, encontrei Anjinha morrendo de vomitar do lado de fora.
Desci às pressas de cima do cavalo, que nem ajudei a sua irmã descer.
Fiquei tão louco ao vê-lá se acabando de vomitar.
Bryan: Anjinha, o que você tem?
A segurei, enquanto a via muito pálida.
Bryan: Vamos ao hospital na cidade! — sugeri, desesperado.— Venha comigo.
Anna: N-não. — seus olhos marejados me atingiram em cheio, daí parei. — Não tô doente, estou grávida.
Rapidamente soltei os seus braços, dando alguns passos para trás.
Fechei a mão em punho, e logo uma lágrima de decepção escorreu pelo meu rosto.

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