Grávida?

770 Words
Pov's Anna. Interior/ 22:30 PM. Bryan: GRÁVIDA?! Ele deu um grito tão alto, que me assustei com medo. Ele me pegou pelo braço, me arrastando, a força. Mary Jane: O que está fazendo? Bryan: Não se intrometa. Num tom bem ignorante, ele destratou a minha irmã, a deixando para trás. Eu e ele fomos andando pelo matagal escuro. Eu chorava muito, enquanto ouvia os gritos no meu ouvido. Bryan: QUEM TE TOCOU? Não conseguia responder e nem encará-lo, eu soluçava de medo. As lágrimas caíam. Bryan: NÃO VAI RESPONDER? Não vai dizer quem foi o sujeito? Fui jogada sobre o chão, e me encolhi. Seus olhos me olharam com desprezo. Mas tudo desandou, quando escutei o seu desabafo. Bryan: Eu me apaixonei por você, Anjinha. Eu esperei nos casarmos Anjinha, para poder te tocar. Eu esperei esse momento Anjinha, por que fez isso comigo? Por que estragou tudo? Ele também chorava, andando de um lado pro outro. As palavras doíam, eu me encontrava aos prantos. O homem pegou uma enxada. Anna: O que vai fazer comigo?—minha voz saiu em desespero. Ele saiu me levando, até a casa que estava construindo. Bryan: Você me traiu, Anjinha! Eu confiei em você. Eu achei que gostasse de mim. — no seu tom embargado, havia choro.— Eu vendi tudo para investir na nossa CASINHA, mas você se deitou com outro!— encolhia os ombros, com os gritos que recebia.— Você não honrou com o nosso compromisso. Você não é DIGNA de nada! Ele começou quebrar os tijolos e tudo que havia construído. Eu chorava tão alto, assustada, parecia que o meu marido estava endemoninhado. Fui levada a força, até a casa dos meus pais. Bryan: ABRE ESSA PORTA, PASTOR! Lauren: O que está acontecendo? Minha mãe apareceu. Ela reparou na minha fisionomia triste, seus olhos perceberam que haviam alguma coisa errada. Austin: O que está fazendo aqui a essa hora, irmão? Papai surgiu logo após, e assim que ouvi a sua voz, estremeci. Bryan: Vim devolver a sua filha, pastor. Lauren: Como assim devolver? Austin: O que essa garota aprontou? Bryan: Vocês me enganaram! Lauren: Como assim enganamos? Bryan: Ela tá barriguda, e o bebê não é meu. Ele me jogou pros meus pais, como se fosse um pacote a ser devolvido. Chorei. Austin: Não tô entendendo, irmão. Lauren: A Anna é pura. Todas as duas. Se ela estiver grávida, é porque houve um milagre. Minha mãe quis alegar, mas ele gritou: Bryan: VOCÊS SÃO UM BANDO DE FALSOS PROFETAS, USAM A BÍBLIA COMO UMA SEITA. Austin: Não admito que fale assim da nossa fé, irmão. Entendo que está revoltado, mas Deus não tem culpa de nada. Bryan: Já nem acredito mais em Deus. Ele sai andando, indo embora. Lauren: Não blasfeme contra o Senhor.— mamãe gritou. Logo após fui puxada para dentro de casa. Fui jogada no chão da sala. Ouvi o barulho do cinto sendo retirado da calça do meu pai, que se preparava para me bater. Lauren: Pegue isso, é melhor. Mamãe o entregou o pedaço de madeira que havia pregos. Quando ela batia em mim e em Mary Jane, chegávamos a sangrar. Austin: Te ensinamos a vida inteira a ser cristã, a andar dentro dos mandamentos de Deus. Você desonrou os valores da igreja. Desonrou a nossa casa! Você é uma vergonha para essa família! Senti a primeira tacada nas minhas costas, papai bateu tão forte no meu corpo, que gritei de dor. Minha mãe assistia tudo, como se adorasse me ver apanhando. Nos seus olhos, havia uma satisfação. Lauren: Essa menina sempre foi muito oferecida. Depois que você der nela, eu vou dar! Anna: Mamãe, eu não tive culpa. A implorei, quando o papai se retirou da sala e nos deixou sozinhas. Lauren: Cale a boca! Ela me enfiou um t**a na cara e depois me arrastou para fora, pelos cabelos. Eu fui tão espancada, que já nem tinha força. Só pedia a Deus para que aquilo acabasse logo. (....) Pov's Bryan. A minha Anjinha, na verdade era uma decepção. Meu coração estava tão partido. Entrei no bar e pedi uma dose de bebida. Afonso: Achei que tivesse saído dessa vida e virado crente. Meu patrão jogou aquilo e ignorei. Ergui o copo, bebendo toda cachaça. Bryan: Quero mais outra. Exigi. Afonso: Como é que vai pagar a conta? Bryan: Não te interessa, traz mais.— mandei, perdendo a paciência. Afonso: Vou descontar do seu salário. Bryan: Não importa, eu já tenho mais nada mesmo. Quando ele retornou pro balcão, fiquei sozinho chorando naquela mesa de bar. Eu não tinha mais fé em nada.
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