Pov's Mary Jane.
Baia
Como assim Anna estava grávida?
Eu não conseguia acreditar no que tinha ouvido. Esperava eles voltarem, mas estavam demorando muito.
Estava na portinha da baia, tão preocupada. A forma de como Bryan havia a levado daqui, parecia outra pessoa.
Avistei de longe ele sendo trazido, por dois homens. Sai para fora, às pressas.
Meus olhos ficaram aflitos, quando me aproximei, para checa-ló.
Mary Jane: O que ele tem?
Afonso: O c***a s****o tomou um porre.
Mary Jane: O que é isso?
Afonso: Bebeu, moça, encheu a cara.
Os dois homens, o entregaram a mim. E assim que ele veio pro meu lado, senti o cheiro forte do álcool. Fiz uma careta.
E seu braço apoiou no meu ombro e o carreguei até a baia com dificuldade. Quando entramos, fechei a porta.
Queria pergunta-ló sobre Anna, mas ele estava totalmente embriagado, que m*l se segurava em pé.
O levei até a rede, para colocá-lo para dormir. Mas quando ia me levantar do chão, sua mão segurou no meu pulso, fazendo-me parar.
Bryan: Anjinha...
Ele a chamou, com a voz toda enrolada.
Bryan: Me perdoa Anjinha. Eu ti amo.
Na sua voz rouca, tinha choro.
Eu não sabia o que ele havia feito com a minha irmã, para estar assim.
Mary Jane: Eu não sou a Anjinha.— o respondi desconfortável, e seus olhos se abriram os olhos.– Eu sou a Mary Jane.
Bryan: Você....
Seu tom de voz sussurrou baixo, como se tivesse confuso. Após, o sentir tocar em meu rosto, com os dedos.
Fechei os olhos com o contato.
Bryan: Talvez eu tenha escolhido a irmã errada.— sua voz invadiu o meu íntimo.
Meu coração se acelerou, e depois me dei conta e tentei me sobressair da situação. Mas novamente, ele me impediu de prosseguir.
Bryan: Fica comigo.
Mary Jane: Você não está em condição.
Observei, constando sem jeito.
Bryan: Você é tão certinha. Como eu nunca reparei em você?
Seus olhos cabisbaixos me analisaram. Fiquei tão tímida, que logo desviei o olhar, encarando o chão.
Daí ele ergueu meu queixo para cima.
Bryan: Você é linda, sabia?
O encarei profundamente, nunca ninguém havia me elogiado.
Fiquei balançada com as palavras e aconteceu uma coisa que eu jamais imaginava: o meu primeiro beijo.
Seus lábios tomaram os meus, de uma maneira tão delicada. Eu estava tão receosa, mas ele conduzia aquele beijo. Talvez ele estivesse imaginando que estava beijando a Anna.
Me afastei, desnorteada.
Mary Jane: Não podemos.
Recuei.
Bryan: Por que não?
Mary Jane: Assim como Jacó amou mais Raquel, Lia foi desprezada. — comparei, usando uma passagem bíblica.— Você está assim porque Anna te decepcionou. Eu não quero ser como Lia, que tinha um marido, mas ele tratava uma com amor, enquanto a outra Deus olhava para ela com compaixão. Ser quer ser o meu marido, você precisa primeiro me enxergar como esposa. Com licença.
Me levantei e o deixei naquela rede, com poucos minutos o ouvi roncando, indicando que já havia pegado no sono.
Abri a portinha da baia, para ir procurar a minha irmã pelos matos.
Mas nem precisei, vi Anna vindo. Ela estava completamente ferida, seu vestido rasgado.
Anna: Irmã, acho que eu tô perdendo o meu bebê.
Ela choramingava, com a mão na barriga. Havia muita tristeza em sua face, nas lágrimas que derramava.