O que é isso?

557 Words
Pov's Mary Jane. Baia Como assim Anna estava grávida? Eu não conseguia acreditar no que tinha ouvido. Esperava eles voltarem, mas estavam demorando muito. Estava na portinha da baia, tão preocupada. A forma de como Bryan havia a levado daqui, parecia outra pessoa. Avistei de longe ele sendo trazido, por dois homens. Sai para fora, às pressas. Meus olhos ficaram aflitos, quando me aproximei, para checa-ló. Mary Jane: O que ele tem? Afonso: O c***a s****o tomou um porre. Mary Jane: O que é isso? Afonso: Bebeu, moça, encheu a cara. Os dois homens, o entregaram a mim. E assim que ele veio pro meu lado, senti o cheiro forte do álcool. Fiz uma careta. E seu braço apoiou no meu ombro e o carreguei até a baia com dificuldade. Quando entramos, fechei a porta. Queria pergunta-ló sobre Anna, mas ele estava totalmente embriagado, que m*l se segurava em pé. O levei até a rede, para colocá-lo para dormir. Mas quando ia me levantar do chão, sua mão segurou no meu pulso, fazendo-me parar. Bryan: Anjinha... Ele a chamou, com a voz toda enrolada. Bryan: Me perdoa Anjinha. Eu ti amo. Na sua voz rouca, tinha choro. Eu não sabia o que ele havia feito com a minha irmã, para estar assim. Mary Jane: Eu não sou a Anjinha.— o respondi desconfortável, e seus olhos se abriram os olhos.– Eu sou a Mary Jane. Bryan: Você.... Seu tom de voz sussurrou baixo, como se tivesse confuso. Após, o sentir tocar em meu rosto, com os dedos. Fechei os olhos com o contato. Bryan: Talvez eu tenha escolhido a irmã errada.— sua voz invadiu o meu íntimo. Meu coração se acelerou, e depois me dei conta e tentei me sobressair da situação. Mas novamente, ele me impediu de prosseguir. Bryan: Fica comigo. Mary Jane: Você não está em condição. Observei, constando sem jeito. Bryan: Você é tão certinha. Como eu nunca reparei em você? Seus olhos cabisbaixos me analisaram. Fiquei tão tímida, que logo desviei o olhar, encarando o chão. Daí ele ergueu meu queixo para cima. Bryan: Você é linda, sabia? O encarei profundamente, nunca ninguém havia me elogiado. Fiquei balançada com as palavras e aconteceu uma coisa que eu jamais imaginava: o meu primeiro beijo. Seus lábios tomaram os meus, de uma maneira tão delicada. Eu estava tão receosa, mas ele conduzia aquele beijo. Talvez ele estivesse imaginando que estava beijando a Anna. Me afastei, desnorteada. Mary Jane: Não podemos. Recuei. Bryan: Por que não? Mary Jane: Assim como Jacó amou mais Raquel, Lia foi desprezada. — comparei, usando uma passagem bíblica.— Você está assim porque Anna te decepcionou. Eu não quero ser como Lia, que tinha um marido, mas ele tratava uma com amor, enquanto a outra Deus olhava para ela com compaixão. Ser quer ser o meu marido, você precisa primeiro me enxergar como esposa. Com licença. Me levantei e o deixei naquela rede, com poucos minutos o ouvi roncando, indicando que já havia pegado no sono. Abri a portinha da baia, para ir procurar a minha irmã pelos matos. Mas nem precisei, vi Anna vindo. Ela estava completamente ferida, seu vestido rasgado. Anna: Irmã, acho que eu tô perdendo o meu bebê. Ela choramingava, com a mão na barriga. Havia muita tristeza em sua face, nas lágrimas que derramava.
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