Eu não ligo

769 Words
NA MANHÃ SEGUINTE.... BAIA 07:30 am. Pov's Mary Jane. Anna havia passado a noite com dores no ventre, acho que era cólica. Fiz compressas quentes e coloquei em cima. Ela havia apanhado muito, a coitada estava com às costas toda ferida. Por esse fato, nem consegui pregar os olhos, passei a noite inteira cuidando da minha irmã. Me ergui do chão, deixando-a descansando. Fui ver Bryan, mas sua rede estava vazia. Quando sai para o lado de fora, me deparei com uma cena, que me chocou. Mary Jane: O que pensa que está fazendo? Corri, para tentar impedir, mas não houve jeito. A bicicleta que ele havia dado de presente para Anna, estava sendo queimada pelo fogo. Bryan: Aquela criatura não merece nada de mim. Anjinha, nunca mereceu nada. Com muita decepção estampada em seu semblante, o mesmo arremessou na fogueira o caderno, como a mochila que havia comprado. Morri de pena, era difícil vê. Ele foi andando e gritei no fundo: Mary Jane: A Anna tá perdendo o bebê. Ela não tá nada bem. Ela apanhou muito. Relatei, preocupada. Minhas palavras, o fizera interromper os passos bruscamente, olhando para trás. Dava para enxergar em sua expressão facial o quanto havia ficado mexido. Bryan: Eu não ligo.— ouvi a resposta, com uma certa indiferença. Mary jane: O bebê não tem culpa de nada.— insisti, e seus olhos se inclinaram afetados. Fomos interrompidos do contato visual, quando minha irmã apareceu, com tom assustado: Anna: Irmã, tem sangue.— ela se desesperou, mostrando as suas mãos sujas e seu vestido estava manchado.— Me ajuda! Bryan: Por que a trouxe para cá? Fui repreendida através do olhar e abaixei a cabeça, com receio. Nem conseguia o encarar direito, ao lembrar do beijo de ontem. Minha irmã viu seus objetos queimando nas chamas da fogueira e ficou mais triste, sofrendo com tudo que havia conquistado virando cinzas. Mary: Temos que levá-la no hospital, por favor.— o implorei, tocando-o. Mas na hora, ele se esquivou, ignorando-me. O vi passar reto pela minha frente. Mary Jane: Vem Anna. Vim a trazendo, enquanto a via andar sentindo muita dor. A carroça apareceu, com Bryan dentro. Naquele momento, notei que tinha deixado o orgulho de lado. O nosso marido nos ajudou a subir. Por mais que ele quisesse disfarçar, seus olhos apreensivos percorreram minuciosamente, enxergando os hematomas que estavam espalhados pelos braços da minha irmã. Mary: Vai ficar tudo bem, Anna. Escutei ela murmurar de dor. Encostei sua cabeça no meu ombro, a confortando. (...) Pov's Anna. Doía muito, nem conseguia nem respirar. Eu estava com sangramento, era como se eu tivesse menstruada. Olhei pro caipira, ele nem sequer olhava para mim. Me travava, como se eu não existisse. Mary Jane me abraçava, como se quisesse me proteger. Era a única que me protegia naquele momento de sofrimento. Fomos para cidadezinha, onde havia um hospital em condições precárias, mas era o único atendimento que tínhamos do interior. Fora que aqui nos Estados Unidos, não era de graça, os atendimentos eram pagos e custavam milhões de dólares. Fiquei encostada na carroça, aguardando. Minha irmã e o caipira entraram às pressas. (....) Pov's Bryan. A enfermeira fez a ficha, não conseguia esconder a minha preocupação. Por mais que estivesse morrendo de raiva da Anjinha, eu não queria vê-la naquele estado. Bryan: A minha esposa está lá fora. Mulher: Não está vendo a fila enorme? A desconhecida apontou, para as cadeiras preenchidas, com vários pacientes sentados. Mulher: Vão ter que esperar. Mary Jane: Mas é um caso de urgência, senhora. Mulher: O doutor ainda não chegou. O valor da consulta custa 4 mil dólares. Se vocês não têm condição, procurem outro hospital. Ela entregou a papel, demonstrando que não estava satisfeita com o serviço. Agia com tanta má- vontade, que nos tratava como se fôssemos inferiores. Mary Jane: E agora? Bryan: Eu vou dar um jeito, fica aí. Vou atrás de vender um dos meus cavalos. Qualquer coisa, eu vendo o terreno com a casinha. Quando estava deixando o lugar, encontrei o com meu irmão mais novo chegando. Quis o ignorar, pois não falava com esse traste há anos. Desde que ele havia abandonado a fazenda e me largado sozinho no gado, eu nunca mais quis prosa com esse sujeito. Davis: Tá com problema? Ele perguntou e lhe encarei com ressentimento. Bryan: Se eu tivesse, não seria da sua conta. Voltei a andar, mas parei ao escutar... Mulher: Doutor, tem uma paciente que está grávida, tudo indica que ela tá perdendo o bebê. Davis: Leve ela pro meu consultório, já vou atendê-la. Olhei para trás, surpreso.
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