Ricardo A queda não foi um colapso. Foi um desmoronamento lento. E isso era pior. Porque cada pedaço que caía… levava algo junto. As notícias já não eram mais sutis. Agora havia palavras que antes ninguém ousava usar. “Investigação formal.” “Irregularidades.” “Responsabilização.” O nome de Clara estava em todos os lugares. Mas o meu também. E isso mudava tudo. Eu estava na sala, olhando para a tela do celular sem realmente ver nada, quando Isabela entrou. Ela não falou nada no começo. Apenas ficou ali.Observando. — Você não para — disse. — Não dá. — Dá sim. Levantei o olhar. — Não agora. Ela cruzou os braços. — Então quando? Não respondi. Porque a resposta era simples demais. Nunca. Isabela caminhou até a janela. Ficou alguns segundos em silêncio. — Eu fui ao mercado hoj

