Recorri a alguém que não devia mais nada ao Clã, nem favores, nem lealdade cega. Uma ancestral antiga o suficiente para ter visto pactos nascerem e mundos ruírem. Alguém que não se impressionava com nomes, nem com o poder que o sobrenome Valençor carregava. Isolde odiaria saber disso. Atravessei limites que poucos atravessam. O lugar onde ela vivia não constava em mapas, nem mesmo nos nossos registros mais antigos. Era um refúgio entre tempos, onde o silêncio pesava mais que palavras. Quando ela surgiu diante de mim, senti o peso de séculos me atravessar. — Você sente isso também, não sente? Ela disse antes mesmo que eu abrisse a boca. Engoli em seco. Não havia espaço para mentiras ali. Contei sobre Helena. Sobre Gabriel. Sobre o elo impossível, sobre o medo que não vinha de fora, ma

