Acordei sobressaltada, o coração acelerado, como se tivesse corrido por quilômetros dentro do sonho. Levei alguns segundos para reconhecer o quarto, o teto conhecido, o silêncio da madrugada. Ainda assim, a sensação permanecia , densa, insistente. No sonho, eu me via com ele… mas não exatamente como sou agora. Era eu mesma em outra época. Mais segura. Mais consciente. Eu observava a cena de fora, como se estivesse em um segundo plano, assistindo aquela versão antiga de mim mesma ao lado dele, entendendo coisas que hoje ainda me escapam. Não havia palavras. Só a certeza incômoda de que aquilo já tinha acontecido… ou ainda iria acontecer. Sentei na cama, abraçando os joelhos. Por que aquela imagem parecia tão real? Não era um sonho comum. Havia camadas, profundidade, uma conexão que eu nã

