Continuação... O burburinho no salão é constante. Baixo. Controlado. Mas presente. Conversas em sussurros, olhares atravessados, alianças sendo testadas sem uma única palavra. Até que… Tudo para. Não é alguém dizendo “silêncio”. Não é um aviso. É instinto. É como se o próprio ar fosse arrancado do lugar. Eu sinto antes de ver. Uma pressão invisível. Antiga. Pesada. O tipo de energia que não se aprende, não se conquista. O tipo de energia que já nasce com o mundo. As portas duplas no fundo do salão se abrem. E ela entra. A Anciã. Ela não precisa de anúncio. Não precisa de guarda. Não precisa de ninguém. Ela caminha devagar, com uma postura reta demais para alguém que carrega séculos. Seu rosto é calmo. Sem vaidade. Sem exageros. A pele marcada pelo tempo , não po

