Não entendo essa fixação do meu pai por aquela híbrida. Só de pensar nela, sinto o estômago embrulhar. E o pior… é que até o nome dela me dá nojo. Eu não pronuncio. Não vou dar esse poder. Minha mãe e meu irmão fingem que não percebem. Os dois têm medo dele. Medo do olhar. Medo do silêncio. Medo do que acontece quando ele decide que alguém virou um obstáculo. Mas eu… eu não. Eu nunca tive medo. Caminho pelos corredores da mansão como se o chão fosse meu, porque é. As paredes carregam séculos de história. Símbolos entalhados em madeira escura, marcas antigas, sangue seco que ninguém mais lembra… mas eu lembro. Eu sempre lembro. O nosso nome nasceu do poder. E o poder nasceu do medo que os outros tinham de nós. Então por que… Por que meu pai, o homem mais c***l que já exis

