Olhei para os lados, apreensiva. Não queria fazer nada precipitado, mas e toda essa gente que morreu por mim? Eles tiveram um fim trágico para me salvar. Sei que se condenar por outros não era uma coisa boa a se pensar, mas como eu poderia hesitar quando tantos se condenaram por mim sem me pedirem nada em troca? Era a minha vez de me condenar por eles. Eu era uma única vida num lado da balança com centenas de outros no outro lado. — Eu faço — respondi. — Tem certeza? — Ikiiki perguntou. Hesitei. Certeza alguma eu tinha. Na verdade a ideia me soava h******l e assustadora, mas com uma firme voz falsa de certeza eu respondi: — Sim! Sim, eu tenho. Os olhos de Ikiiki paralisaram nos meus, talvez lendo a minha verdadeira intenção de ajudar, por baixo da camada de falsa coragem e de menina a

