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Casada por Contrato com o CEO

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Blurb

Helena Duarte sempre acreditou que o pior erro da sua vida tinha sido confiar demais.

Quando a dívida da mãe vem à tona, trazendo ameaças que ela não pode enfrentar sozinha, Helena é obrigada a aceitar um acordo impensável: um casamento por contrato com Arthur Montenegro, um dos CEOs mais poderosos e temidos do país.

Para Arthur, Helena não passa de uma cláusula. Um nome assinado. Uma esposa conveniente para manter aparências.

Presa numa casa onde cada passo é vigiado, exposta em eventos luxuosos onde é tratada como troféu, Helena descobre que o verdadeiro perigo não está no contrato... mas no controle silencioso de Arthur, e na forma como ele reage quando percebe que ela pode escapar.

Dividida entre a crueldade de um homem que a possui e a presença de outro que lhe oferece escolha, Helena entra num jogo onde amor, poder e desejo nunca caminham separados.

Porque neste mundo, amor não é proteção.

É posse.

E fugir pode custar mais caro do que ficar.

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Capítulo 1
O ar-condicionado da recepção parecia programado para lembrar quem mandava ali. Frio constante, sem variação, como se a temperatura também obedecesse a uma hierarquia. Helena Duarte manteve o casaco fechado até o último botão, não por necessidade, mas por princípio. A parede de vidro à frente mostrava a avenida e o brilho duro da Faria Lima. Gente de terno ia e vinha com a pressa treinada de quem não erra o caminho. Ali dentro, o silêncio tinha peso. Até os passos pareciam mais curtos. — Senhora Helena Duarte? — chamou a recepcionista, sem levantar muito o tom. Helena se levantou imediatamente. Não deu tempo ao corpo para denunciar hesitação. A bolsa pendia do ombro, leve demais para aquela manhã. — Sim. — O doutor Lira vai acompanhá-la. Um homem surgiu de lado, como se já estivesse ali antes. Alto, magro, gravata cinza, pasta fina na mão. O olhar passou pelo rosto de Helena como um scanner e não encontrou nada que valesse comentário. — Por aqui. Helena seguiu. O elevador subiu rápido demais. A luz branca refletia no metal e devolvia uma versão pálida de si mesma. Ela manteve o queixo firme, repetindo mentalmente os dados que precisava: números, prazos, o nome do credor, o valor que crescia com juros e ameaças. Só preciso que ele ouça. Só preciso de tempo. Quando as portas se abriram, o andar era mais silencioso ainda. Carpete espesso, obras abstratas, cheiro de café caro misturado com limpeza recente. À direita, uma sala de espera menor, sem revistas. Um aviso discreto na parede: Reuniões sob agendamento. O doutor Lira apontou para uma porta dupla. — Ele a receberá agora. Helena não perguntou por quê. Ninguém ali fazia perguntas que não fossem necessárias. A porta abriu sem ruído. O escritório de Arthur Montenegro era grande, mas não decorado para impressionar. Era decorado para controlar. Mesa ampla de madeira escura. Duas cadeiras do lado oposto, com encosto baixo demais. Uma janela inteira mostrando a cidade, como se a cidade fosse dele. Nada pessoal à vista. Nenhuma foto. Nenhuma distração. Arthur estava em pé, próximo à janela, de costas. Mesmo assim, Helena soube que ele sabia que ela tinha entrado. Era o tipo de homem que transformava informação em vantagem. — Senhor Montenegro — disse o doutor Lira, formal. Arthur se virou devagar. Ele era mais jovem do que Helena esperava, ou talvez fosse a ausência de sinais de cansaço. Terno impecável, sem um vinco fora do lugar. O olhar não era agressivo. Era calculado. Como alguém que define o preço de algo olhando por cima. Helena sentiu a garganta apertar e odiou a sensação. Odiou que o corpo reagisse antes da vontade. Arthur caminhou até a mesa e se sentou. Não indicou que eles se sentassem. O doutor Lira permaneceu um passo atrás de Helena, como se a presença dele fosse um lembrete de que aquela conversa tinha método e testemunha. — Helena Duarte — Arthur disse o nome dela como um dado. — Você pediu quinze minutos. Helena segurou a alça da bolsa com força suficiente para sentir o couro ceder. — Sim. Arthur encostou as mãos uma na outra, dedos alinhados. — Você tem dez. Não houve sorriso. Não houve provocação explícita. Só a regra. Helena inspirou pelo nariz. O ar gelado queimou um pouco. — Minha mãe está com uma dívida — disse, indo direto ao ponto. — Eu preciso negociar um prazo. Um valor. Qualquer coisa que impeça o que vai acontecer amanhã. O silêncio respondeu primeiro. Arthur não mudou a expressão. Apenas inclinou a cabeça, mínimo. — Amanhã — repetiu, como se provasse o gosto da palavra. — E por que eu seria relevante na dívida da sua mãe? Helena sabia a resposta. Odiava precisar dizê-la em voz alta. — Porque a empresa que comprou o crédito… é ligada ao seu grupo. O doutor Lira não se mexeu. Mas os olhos confirmaram. Arthur abriu uma gaveta e retirou um envelope fino. Colocou sobre a mesa com um gesto preciso. — Não é “ligada”. É minha. Helena sentiu a boca secar. Ela tinha vindo preparada para uma negociação. Não para uma parede. — Eu não vim pedir caridade. — Ótimo. Eu não ofereço. Arthur puxou um papel do envelope, leu rapidamente e largou. O papel deslizou até a beirada da mesa, perto demais dela. — Sua mãe assinou um contrato. Não cumpriu. Há garantias. Há consequências. — Ela foi enganada — Helena disse, mais dura do que pretendia. — As cláusulas— Arthur levantou a mão. Um gesto curto. A frase morreu. — Eu não estou aqui para ouvir a história que vocês contam quando o prazo chega. O doutor Lira avançou meio passo. — Senhora Duarte, o prazo vence às dez da manhã. Em caso de inadimplência, será executada a garantia prevista. Há medidas adicionais em curso. Helena virou-se para ele. — Medidas adicionais? — Exposição pública do inadimplemento. Protesto. Execução. Outras providências previstas. Helena sentiu o sangue descer para o estômago. — “Exposição pública” significa o quê? Arthur respondeu, sem pressa. — Significa que a reputação da sua mãe vira um comunicado. Que o nome dela circula no mercado. Que credores que ainda não a encontraram… vão encontrar. Helena apertou os dedos até doer. — Qual é o objetivo de humilhar? Arthur a observou como se ela tivesse feito uma pergunta interessante por acidente. — Disciplina. A palavra caiu pesada. Helena tentou responder e percebeu que qualquer frase seria usada contra ela. Orgulho não pagava dívida. Orgulho não impedia escândalo. — Eu posso pagar uma parte agora — disse, colocando um envelope da bolsa sobre a mesa. — O restante em parcelas. Eu trabalho. Eu tenho renda. Arthur nem olhou. — Você não tem renda suficiente. — Eu posso vender— — Você não tem tempo. — Então me diga o que você quer. O silêncio se prolongou. Helena ouviu a própria frase ecoar. Quando você faz essa pergunta, a resposta nunca é leve. Arthur deslizou um segundo envelope, mais grosso, para o centro da mesa. — Eu quero uma solução que funcione. Para mim. Helena não tocou no envelope. — E o que você considera funcionar? — Controle. Ela tentou manter o rosto neutro. — Eu não sou uma empresa sua. — Ainda não. O doutor Lira retirou um documento da pasta e o alinhou ao envelope grosso. CONTRATO PARTICULAR. — Eu não entendo. — Entende sim — Arthur disse. — Só não quer entender tão cedo. Helena tocou o papel. A textura era grossa, cara. Leu as primeiras linhas. Cláusulas, prazos, confidencialidade. A palavra saltou: Casamento. Ela ergueu o olhar, incredulidade virando raiva. — Isso é uma piada. — Não. — Por quê? Arthur respondeu com a tranquilidade de quem explica um investimento. — Porque eu preciso de uma esposa. — Isso é absurdo. — É necessário. Arthur se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa. A proximidade forçou Helena a recuar meio passo, consciente demais da diferença de altura, do espaço que ele ocupava sem pedir licença, do ar que parecia faltar quando ele chegava perto. — Eu não compro narrativas — ele disse. — Eu estruturo. Helena apertou o contrato. Algumas decisões não tiram apenas o futuro — elas apagam o direito de voltar a ser quem se foi. — Isso é chantagem. — É oferta. — Com uma arma na cabeça. — A arma não é minha. É dela. Helena levantou-se de repente. — E se eu recusar? Arthur ficou em silêncio tempo demais. Depois: — Você não está em posição de recusar. Ela olhou o papel. Datas. Horários. O nome da mãe. Tudo pronto antes de ela entrar ali. — Quanto tempo eu tenho? — Até o fim do dia. — Hoje? — Hoje. O doutor Lira colocou uma caneta sobre a mesa, alinhada com o contrato. Helena olhou para a caneta. Para o papel. Para o nome impresso no topo. Arthur não se mexeu. Não ofereceu pressa. Não ofereceu consolo. O silêncio fez o resto. Helena entendeu, com uma clareza que doeu mais do que o medo: não era uma pergunta. Era o momento exato em que a vida dela deixava de ser negociável.

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