bc

Casada por Contrato com o CEO

book_age18+
7
FOLLOW
1K
READ
dark
love-triangle
contract marriage
family
system
forced
opposites attract
goodgirl
powerful
boss
heir/heiress
drama
tragedy
bxg
serious
city
office/work place
rejected
poor to rich
assistant
lawyer
seductive
like
intro-logo
Blurb

Helena Duarte aprendeu da pior maneira que confiar nas pessoas costuma sair caro. Por isso, quando uma dívida da mãe a obriga a aceitar um casamento por contrato com Arthur Montenegro, ela entra no acordo com uma certeza: pode precisar do dinheiro dele, mas nunca vai precisar dele.

Arthur, um dos CEOs mais poderosos do país, queria uma esposa conveniente. Em vez disso, levou para casa uma mulher provocadora, orgulhosa e muito pouco interessada em seguir as regras dele.

Entre aparências, provocações e uma convivência que rapidamente deixa de ser inocente, Helena descobre que talvez o maior perigo daquele contrato não seja apaixonar-se.

É gostar demasiado de perceber que também pode ser ela a jogar sujo.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1 - A proposta
— Seu plano não resolve o problema. Helena manteve os olhos em Arthur Montenegro, embora a vontade imediata fosse baixar o olhar para a pasta aberta sobre a mesa e confirmar se, por algum fenômeno estatístico improvável, as páginas tinham mudado desde que ela as imprimira naquela manhã. Evidentemente, não tinham. Ela tinha passado boa parte do fim de semana construindo três cenários de pagamento, calculando o que conseguiria assumir sem destruir a própria vida financeira e eliminando qualquer proposta que dependesse de otimismo, sorte ou de mais uma promessa de Sônia de que a Lume finalmente começaria a dar lucro. — Ele resolve o problema — respondeu. — Só não resolve na velocidade que o novo credor gostaria. Arthur baixou os olhos para a página diante dele. Não parecia impressionado com o fato de ela tê-lo contrariado, nem particularmente irritado. Desde que Helena entrara naquela sala, ele fazia tudo com a mesma economia desconcertante de movimento, como se até reagir fosse uma decisão que precisava justificar o gasto de energia. O terno escuro, a camisa branca e o relógio que provavelmente custava mais do que o carro dela combinavam com o resto do ambiente: caro, discreto e desagradavelmente seguro de si. A barba curta quebrava um pouco a perfeição do conjunto, mas não o fazia parecer exatamente mais acessível. — Trinta e seis meses — disse ele. — Com amortizações extraordinárias previstas a partir do segundo ano. — Baseadas num crescimento de receita que não está garantido. — Baseadas na média conservadora dos contratos que a empresa já está negociando. Arthur virou uma página antes de responder. — Os números da empresa da sua mãe continuam dependentes de previsões otimistas. Helena sentiu o maxilar endurecer, mas não havia nada naquela crítica que pudesse contestar. Era justamente por isso que estava ali. — Eu não estou pedindo que o credor confie na minha mãe. Ele ergueu os olhos. — Está pedindo que confie em você. — Sim. A resposta saiu sem hesitação, porque aquela era a única parte de toda a situação sobre a qual Helena não tinha dúvida. Arthur observou-a por tempo suficiente para que ela prendesse atrás da orelha uma mecha escura que escapara do cabelo preso e sustentasse o olhar sem lhe dar a satisfação de perguntar o que estava procurando. Aos vinte e quatro anos, Helena já se acostumara ao momento em que alguém decidia que ela era jovem demais para saber do que estava falando. Normalmente acontecia antes de uma reunião, às vezes durante e raramente uma segunda vez. Com Arthur era diferente. Helena conhecia bem o olhar de quem a considerava jovem demais para estar naquela cadeira, e não era aquilo que via nele. Arthur parecia estar reunindo informações. — A dívida não está mais com o credor original — disse ele. — A Mirante Ativos adquiriu o crédito e as garantias associadas. O valor devido hoje é de setecentos e oitenta mil reais, e o apartamento continua vinculado à operação. Helena levou um instante para encaixar a informação. Sabia que a dívida tinha sido cedida e conseguira seguir o rastro até uma empresa ligada ao Grupo Montenegro, o que explicava por que tinha insistido naquela reunião, mas não tinha descoberto qual das empresas controlava efetivamente o crédito. Então era a Mirante Ativos que estava com a dívida, e a transferência não tinha alterado o que mais importava: o apartamento continuava preso à garantia. Era por isso que agora estava na sede da Montenegro Participações, em plena Faria Lima, diante do homem que comandava um grupo grande demais para que setecentos e oitenta mil reais merecessem quinze minutos da agenda dele. Lá fora, São Paulo continuava se movendo, indiferente ao que quer que fosse decidido naquela sala. Helena já estava ali havia quase meia hora, e esse detalhe começava a incomodá-la. — Então é a Mirante que está com a dívida. — É. — E a garantia continua exatamente como estava. — Continua. Ela assentiu, refazendo mentalmente os cálculos com o nome da Mirante no lugar certo. — Meu plano continua válido. — Imagino. Seu material é bastante completo. — Isso foi um elogio? — Uma constatação. Helena inclinou ligeiramente a cabeça. — Deve ser exaustivo conversar com você. Houve uma pausa curta antes de ele responder: — Nem todos acham. — Imagino que muita gente tenha interesse em fingir que não acha. O canto da boca dele se moveu, quase um sorriso, mas desapareceu antes de se formar. Arthur fechou a pasta, e Helena acompanhou o gesto antes de voltar ao ponto que realmente lhe interessava. — Se a Mirante não aceita os trinta e seis meses, eu posso rever o prazo. Mas preciso saber qual é a margem real antes de continuar apresentando propostas para uma parede. — Você sempre negocia assim? — Só quando a outra parte tem informação que eu não tenho e acha que isso é uma vantagem elegante. Ele continuou olhando para ela. — Administração de Empresas. Bolsa de mérito. Trabalhou na Vértice antes de seguir por conta própria. Estratégia, posicionamento, análise competitiva e reputação. Helena não se mexeu. — Agora chegamos à parte em que eu pergunto por que você sabe isso. — Informação pública. — Parte dela. — A suficiente. Aquilo explicava por que um CEO não tinha delegado uma dívida de setecentos e oitenta mil reais a alguém cinco níveis abaixo dele, e Helena recostou-se na cadeira antes de perguntar: — Esta reunião não é sobre o meu plano de pagamento. — Começou sendo. — E em que momento deixou de ser? Arthur manteve a pasta fechada diante de si. — Estou conduzindo uma operação que exige um grau de estabilidade que, neste momento, seria útil reforçar. Helena esperou que ele continuasse. — Operação Atlas. É uma aquisição relevante para o grupo. Conselho, financiadores e investidores estão acompanhando mais do que os números. — E isso tem alguma coisa a ver comigo por quê? — Ainda não tem. — Ótimo. Então podemos voltar aos setecentos e oitenta mil. Arthur não desviou o olhar. — Preciso de uma esposa. Helena ficou olhando para ele enquanto tentava decidir se tinha ouvido corretamente. Arthur, por outro lado, continuava sentado do outro lado da mesa com a mesma expressão controlada de quem acabara de discutir um prazo de pagamento. — Desculpe? — Preciso me casar. — Eu ouvi essa parte. Estava esperando o restante da explicação em que isso começava a fazer sentido. — O conselho não está exigindo um casamento. Nem os financiadores. O que existe é uma questão de percepção de estabilidade em torno da operação e da pessoa que está concentrando a condução dela. — Você. — Sim. — E sua conclusão foi arrumar uma esposa. — Minha conclusão foi reduzir uma variável desnecessária. Helena soltou uma pequena risada sem humor. — Claro. Muito mais normal. Arthur não reagiu, e ela voltou os olhos para a pasta fechada diante dele antes de perguntar: — E eu entrei nessa equação em que momento? — Durante esta reunião. Helena arqueou as sobrancelhas. — Que romântico. — Não estou tentando ser romântico. — Graças a Deus. Eu ficaria preocupada se isso fosse você tentando. Pela primeira vez, Arthur recostou-se na cadeira e passou a observá-la com uma atenção que não tinha demonstrado enquanto discutiam os números. — Você é profissionalmente independente, tem formação adequada, sabe se comportar neste ambiente e não possui exposição pública que crie um problema adicional. Além disso, a sua situação atual significa que existe algo que eu posso oferecer em troca. Helena olhou para ele por mais um instante. — Você fez uma análise de risco sobre mim. — Fiz uma avaliação. — Não vejo a diferença. — A avaliação inclui vantagens. — Fico aliviada. Ele ignorou o sarcasmo. — Se aceitar, a dívida de sua mãe é extinta. O apartamento da Vila Clementino fica definitivamente livre da garantia. Você se casa comigo e permanece minha esposa durante o período necessário à Atlas. A tranquilidade com que disse aquilo fez Helena ter vontade de perguntar se o Grupo Montenegro também adquiria pessoas problemáticas por meio da Mirante. Em vez disso, cruzou as pernas e apoiou as mãos sobre o colo, recusando-se a oferecer a Arthur uma reação grande o bastante para ele interpretar como perda de controle. — Você costuma fazer propostas de casamento na primeira reunião? — Não. — Que bom. Por um momento achei que fosse um problema de governança. Os olhos escuros dele desceram brevemente até a boca dela antes de voltarem ao rosto. Helena notou. Também já tinha notado que ele era bonito; nenhuma das duas informações melhorava a proposta. — E se eu disser não? — Você diz não. Helena estreitou os olhos. — Só isso? — O crédito continua na Mirante e segue o curso normal. — Você não vai piorar as condições. — Não. — Nem acelerar nada porque eu recusei. A impaciência apareceu pela primeira vez na expressão dele. — Não preciso ameaçar você para obter uma resposta, Helena. Ela reparou no uso do primeiro nome, mas havia questões bem mais urgentes naquela conversa. — Não. Você só precisa colocar setecentos e oitenta mil reais de um lado da mesa e a casa da minha mãe do outro. — Essa situação existia antes de você entrar aqui. Eu não a criei. — Mas foi bastante rápido em descobrir como poderia aproveitá-la. Ele sustentou o olhar dela. — Sim. A resposta irritou Helena mais do que uma justificativa teria irritado. Ela fechou a própria pasta. — Minha resposta é não. — Sua resposta agora é não. — Existe uma diferença? — Você preparou três cenários para uma dívida que não é sua e chegou até o CEO do grupo que controla o crédito. Não me parece o tipo de pessoa que toma uma decisão definitiva antes de testar todas as alternativas. Helena se levantou e começou a guardar os documentos na bolsa. — Quanto tempo eu tenho? A pergunta saiu antes que ela decidisse se queria fazê-la. Arthur levantou-se então. Era alto, consideravelmente mais do que tinha parecido enquanto estavam sentados, mas continuou do outro lado da mesa. — Até amanhã. Helena soltou o ar pelo nariz. — Generoso. — A Atlas não espera. — Nem a Mirante, aparentemente. Ela se virou antes que ele pudesse responder. O celular vibrou dentro da bolsa quando Helena alcançou o corredor, e ela o puxou ao mesmo tempo que retomava o passo. O nome de Sônia apareceu na tela. Helena não atendeu. Antes de falar com a mãe, encontraria outra saída, porque casar com Arthur Montenegro não podia ser a melhor solução disponível. Só precisava provar isso até amanhã.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

De natal um vizinho

read
14.1K
bc

Amor Proibido

read
5.6K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
5.0K
bc

Primeira da Classe

read
14.2K
bc

O Lobo Quebrado

read
130.5K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.4K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook