A gente saiu do salão com aquele ar de "pronta pro mundo". Nanda já queria parar pra tomar um açaí, eu disse que a gente tinha que buscar a Alice. No caminho, ela foi me contando fofoca leve, coisa de gente, e eu fui rindo. Eu percebi que fazia tempo que eu não ria assim, sem olhar por cima do ombro. Quando chegamos na casa da Tereza, a porta tava aberta e o cheiro de comida vinha de dentro. Alice apareceu primeiro, correndo. — MAMÃE! Olha meu desenho! — ela gritou, me entregando um papel amassado. Eu peguei e beijei a cabeça dela. — Que lindo, meu amor. Ela olhou pro meu cabelo e abriu a boca. — Mamãe, você tá chique! Eu ri. — Tô? — Tá! — ela confirmou, segurando minha mão e me puxando pra dentro. — Vovó, olha a mamãe! Tereza apareceu na cozinha, olhou pra mim de cima a baixo co

