Eu estava terminando de fechar as marmitas do dia seguinte quando bateram na porta. Não foi batida de vizinho, nem batida apressada. Foi firme e curta, do jeito que parece ter dono. Meu coração fez aquele salto i****a que eu odeio admitir. Abri a porta e Edgar estava ali, parado no degrau, com uma sacola pequena numa mão e a expressão de sempre. Só que o olhar dele foi direto pra dentro, procurando o que realmente importava. — Ela tá melhor? — perguntou. — Tá sim. Dormiu cedo hoje — respondi, abrindo espaço pra ele entrar. Ele entrou devagar, como da outra vez, como se respeitasse o tamanho da minha casa e o tamanho do meu limite. Colocou a sacola na mesa. — Trouxe umas coisas. Iogurte, bolacha, essas paradas de criança. — Edgar, você não precisa ficar fazendo isso — eu disse, mas m

