Capítulo 02

1395 Words
— Ai Sabi. — ela suspirou. — As coisas andam tão difíceis. — coçou a nuca e sentou-se na pontinha do sofá. — Não consigo um trabalho de jeito nenhum, eu estou com aluguel atrasado, desde que o seu Honório morreu e a vaca da mulher dele virou dona do apartamento ela não me deixa em paz, seu Honório tinha paciência e me dava prazos, ela não... Tirando que estou até o pescoço de contas para pagar e eu não vejo saída, eu não posso ficar lavando roupa alheia e cuidando dos filhos dos outros sempre, eu preciso trabalhar! — desabafou. Sabina ouvia tudo com um sorrisão. — Por que está sorrindo? — Any indagou. — Eu estou dizendo para você que eu estou em apuros e você aí rindo como se fosse algo bom. — Eu estou rindo por que tenho a solução para os seus problemas. — sentou ao lado dela. Any a encarou com curiosidade. — Como assim? — sorriu. — Você conseguiu um emprego pra mim Sabi? — Digamos que sim! Só basta você aceitar. — a morena piscou. — É claro, diz logo! — disse roendo as unhas. — Bem, sabe aquele meu empreguinho anual no leilão de joias? — a morena sorria. — Aquele que você vai todo ano, que acontece em Montana? — Sabina assentiu. — O que tem? — Bom... Tem uma vaga! — Any abriu um sorriso tão grande que quase tapava toda a sua cara. — Oh meu Deus! — Está certo que é temporário, mas dois mil dólares apenas para ficar servindo mesas e fazendo recepção por duas semanas ajuda muito não é? — E como! — Any sorriu. — Nossa, com dois mil dólares eu pago meu aluguel e posso ficar relaxada até encontrar um emprego! — Eu sabia que você ia querer, tinha certeza. — a morena disse entusiasmada, em seguida viu Any parar de sorrir. — O que foi? — perguntou confusa. — Eu vou poder levar a Alex, não é? — mordeu o lábio, um pouco nervosa. Sabina observou a bebê que sacudia sem dó uma tartaruguinha de pelúcia e a jogava por ali enquanto reclamava. — Oh Any... — a morena mordeu o lábio. — Acho que não viu? — Droga! — disse frustrada, não estava acreditando. — Tem certeza? — Tenho amiga, nós ficamos alojadas lá, não tem tempo e pior espaço para um bebê. — disse lamentada. — Mas Any, você precisa ir. — Eu não posso ir Sabina. — ela negou. — Não posso deixar a Alex aqui, eu não vou sem minha filha. Enquanto Sabina e Any conversavam, Alex viu a porta aberta e sorriu batendo palminha, foi até a porta engatinhando e saiu. ¨¨¨¨ — E as duas vadias, ficavam brigando e falando asneira durante o dia inteiro. — Joshua contava, enquanto tomava um gole da cerveja. — Sabe o que é duas cachorras latindo no seu ouvido toda santa hora? Ninguém merece cara. — Mas você não tem nada melhor para inventar e vai comer duas mulheres ao mesmo tempo irmãozinho? É isso que dá. — Noah gargalhou sem tirar os olhos da TV, pois jogava uma partida de videogame com Bailey. — E verdade, você tem razão cara, sabe o que eu quero? — o loiro perguntou, com um sorrisinho malicioso. — Carne nova. Todos riram e concordaram. — Amanhã tem uma festinha no Deluxe e você sabe como são as festinhas de lá não sabe? — Bailey deu um murro de leve no braço de Josh. — Deluxe, a casa das piranhas no cio? — Joshua perguntou. — Está brincando que ainda funciona, eu pensei que tinha falido cara. — Pois o antigo dono vendeu e o dono atual reergueu tudo inclusive é nosso amiguinho, entramos de graça. — Noah comemorou. — Era o que eu precisava. — Joshua disse mais parou de falar ao ouvir um barulho da porta. — Que é isso? — É a Alex. — Bailey disse. — Alex? — Joshua perguntou boiando. — Quem é essa? — os amigos iam responder, mas o loiro interrompeu. — Ah já sei, estão pegando uma gatinha e nem me falaram né? — levantou indo até a porta. — Não, seu louco... — Noah ia falar, mas Bailey o impediu, mostrando que Joshua estava indo em direção a porta.  Os dois prenderam o riso. Joshua abriu a porta e não viu ninguém. Até que escutou um pequeno gemidinho e olhou pra baixo dando de cara com uma bebêzinha linda. A pequena reclamou um pouquinho e entrou pra dentro do apartamento. — Noah, tem um bebê aqui. — apontando a pequena, engatinhando. — Sim, não é uma gracinha? — Noah disse com um sorrisão. — Ei Alex? Ela sorriu e ficou alvoroçada ao ver Noah, sacudiu os bracinhos e foi até lá, pois ele estava chamando-a. — Vem aqui com o tio Noah. — ele pegou a pequena no colo e encheu as bochechinhas dela de beijos. — Noah, o que é isso hein? Você virou papai e se esqueceu de me avisar? — Ela é filha da... — Bailey foi interrompido pelo celular. — Hunf, me deixa ver quem me incomoda. — jogando salgadinho em Joshua e saindo atrás do celular. — Sempre ela escapa da mãe dela e vem pra cá. — Noah disse. — A mamãe sabe que você está aqui Alex? — perguntou. — Nom. — ela disse com um biquinho. — Ela falou? — Joshua perguntou espantado. — Claro que falou, ela sabe falar quatro palavrinhas. — disse orgulhoso. — E quais são essas palavrinhas? — Joshua perguntou curioso. — Nom, tá, mamã, e tuta. — disse imitando-a. — Quer dizer, não, sim, mamãe e tuta é o... Mamar dela. — E vocês fazem parte do fã clube oficial ou o que? — disse divertido olhando a pequena, era bem lindinha, tinha os olhinhos azuis e os cabelinhos cacheados e parecia ser bem espertinha. — Que nada Josh. — Noah deu de ombros beijando a mãozinha dela. — Vamos lá com a mamãe Alex? Ela assentiu entretida com o pingente do cordão de Noah, que saiu com ela. — Bem cara, eu vou tomar banho... — Bailey disse animado. — Amanhã, é o ultimo dia de aula antes das férias, eu preciso acordar cedo. — Vai lá, estudante. — Joshua indagou enquanto pegava o controle e arrumava o jogo. Ficou entretido enquanto jogava, mas parou de jogar ao ver uma foto, era Bailey, Noah, Any e uma loira que ele não conhecia, mas a loira não interessava, o que interessava era Any. Any! A bonequinha do apartamento 37! Será que ela ainda morava ali? Lembrava que ela sempre lhe deu o maior mole e ficavam quando ele foi embora, e como ficavam. — Ah moleque! — deu um sorrisinho cheio de más intenções. ¨¨¨¨ No apartamento de Any, a cacheada ainda conversava com Sabina, que tentava lhe convencer a aceitar o tal emprego no leilão. — Sem chances Sabina. — ela dizia pela vigésima vez. — Não vou largar minha criança aqui, eu não sou louca, eu não tenho ninguém no mundo, eu só tenho a minha filha e ela só tem a mim. — Eu sei... — Sabina assentiu. — Eu entendo Any. — De qualquer forma, eu te agradeço imensamente por ter se lembrado de mim. — disse sentindo um nó na garganta. Estava com vontade de chorar, vontade de pôr pra fora tudo o que estava sentindo. — Any. — Sabina apertou a mão dela. — Eu vou guardar sua vaga, caso você mude de ideia. — Eu não vou mudar. — disse baixinho. — Mas obrigado mesmo. — Eu vou guardar. — Sabina disse firme. — Agora eu preciso ir embora, por que o i****a do meu pai está em casa e eu ainda tenho que buscar a Suzy na casa da minha prima. Any assentiu e acompanhou Sabina até a porta, quando estavam no corredor viu Noah chegar, com Alex no colo. — Oh Noah. — ela sorriu sem jeito. — De novo? Me desculpe mesmo, eu não vi quando ela saiu. — pegando a filha no colo. — Imagine. — ele disse descontraído. — Ela não atrapalha. — ele observou a morena. — Oi Sabina, não cumprimenta mais seus amigos não?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD