— Parece um bebê chorando. — o outro disse, confuso.
— Droga! — Bailey berrou. — A Alex está chorando! — levantou-se. — Vou lá pegar ela.
— Que Alex? — o outro perguntou.
— Cala a boca Steve, o jogo está quase no final. — Joshua disse apontando a TV.
Bailey voltou com Alex, que estava com o rostinho vermelho e a carinha de sono.
— De quem é essa menina? — Steve perguntou.
— Minha. — Joshua riu.
O amigo arregalou os olhos.
— É brincadeira, inútil. — aos risos. — É da Any.
— Quem é Any?
— Nossa vizinha. — Noah disse, pegando a pequena do colo de Bailey, que ainda chorava.
— E o que ela está fazendo aqui?
— A mãe dela teve que fazer uma viagem e precisou deixa-la aqui conosco. — Bailey explicou.
— Mamã... — coçou o olhinho, olhando para os lados em busca da mãe. — Mamã! — fez um biquinho.
— Ai que linda! — ouviram o gritinho de Lili, que deixou a bandeja de tira-gostos na mesa de centro. — Que bebêzinha linda! — pediu para que Noah lhe entregasse. — De quem é? — dando um beijinho na bochechinha dela.
— Da Any, nossa vizinha, ela teve que ir viajar e deixou-a aqui. — Bailey rolou os olhos, cansado de explicar. — Seu nome é Alexia, mas pode chama-la de Alex. — bufou. — Ela fala quatro palavras: tá, nom, mamã e tuta. Alguma outra dúvida?
— Que grosso Bailey. — ela pôs a mão no peito com um bico, depois voltou a observar Alex. — Que linda você! Não chora lindinha.
A pequena chorava intensamente, o que estava preocupando os meninos.
— Mamã... — soluçando.
— Ela está chamando a mamãe. — Lili deduziu.
— E agora? — Noah suspirou a pegando no colo outra vez. — Ei Alex? A sua mãe não está aqui agora, mas logo ela vai voltar. Quer deixar recado?
Levou um pedala, quando se virou para ver quem tinha lhe agredido, viu Beauchamp.
— Não seja palhaço. — rolou os olhos. — Me dá ela aqui! — a pegou no colo. — Vem com o tio Joshua princesinha. Você quer mamar?
— Mamã. — Alex disse o encarando, aos soluços.
— Ela precisa banhar. — Emy, outra garota que estava ali se pronunciou. — Se quiserem eu posso dar banho nela enquanto preparam algo para que ela coma.
— Não tem noção de como nos ajudaria. — Noah disse aliviado.
A menina sorriu e pegou a pequena, Noah a instruiu de onde ficavam as coisinhas da pequena e a banheira, que tinham pegado na casa de Any mais cedo. Ela saiu com Alex e com Lili em seu encalço.
— Acabou o jogo. — o outro disse, se levantando. — Nós levamos! — deu um gritinho e todos comemoraram.
— Chora Steve! — Joshua gargalhou enquanto pegava os ingredientes da mamadeira de Alex.
— Vão se f***r. — o outro reclamava olhando o relógio. — Quer saber, eu preciso ir embora.
— Claro, como sempre fazendo a grande retirada. — Bailey zoou.
— Dane-se! — ele riu. — Estou indo, por que pelo visto vocês vão ficar trabalhando de babá durante o resto do mês.
— Pois é, nós somos babás, mas pelo menos nosso time não foi rebaixado. — Joshua sorriu botando leite em uma panelinha.
— Vou com você. — o outro levantou. — Vamos pegar umas gatas por que ninguém merece passar o sábado cuidando de bebês. — os dois deram tchau e saíram.
Os três se entreolharam.
— Cara deve estar rolando a maior p*****a no Deluxe. — Bailey disse pensativo.
— Não vamos sair. — Noah disse sem animação.
— Tá, eu já sei. — ele rolou os olhos. — Mas vamos ficar fazendo o que aqui? As garotas estão cuidando da Alex.
— Alex está em nossa responsabilidade e vamos cuidar dela por que nós prometemos para Any. — ele enfatizou.
— Mas a Alex vai se comportar.
— Bailey, você pirou? — Noah riu incrédulo. — Nem pense nisso.
— Se bem que não seria má ideia. — Joshua falava, porém foi interrompido por Noah.
— NÃO! — bufou.
— Está bem estressado, não está mais aqui quem falou. — Josh levantou as mãos.
Alguns minutos depois as garotas apareceram com Alex, que vinha fazendo um biquinho e coçando o olho.
— Prontinho, essa mocinha já está com a fraldinha trocada e tomada banho. — Emy sorriu. — Ué, onde está meu namorado? — perguntando por Marcus.
— Ele já foi embora tem um tempinho. — Bailey respondeu.
— Como assim ele foi embora? — ela arregalou os olhos. — E eu?
— Indo, ele levantou e foi embora com Steve. — Noah explicou com a voz mansa.
— Ah merda. — entregando Alex para Noah. — Eu preciso alcançá-lo, senão ele vai para o Deluxe sem mim, vamos Lili?! — perguntou a amiga.
— Claro. — a garota sorriu e encarou Joshua, que estava sentando no balcão, esperando a mamadeira de Alex esfriar. — Te encontro lá, certo Josh?
— Não, eu não vou poder ir gatinha. — ele sorriu, agradecendo por um breve momento por ter que ficar em casa, Lili era terrivelmente chata.
— Ah, por quê? — ela fez um biquinho, chateada.
— Tenho que cuidar do bebê. — ele apontou Alex, no colo de Noah.
— Mas então, quando vai poder cuidar de mim? Hein? — ela mordeu o lábio se oferecendo.
Joshua a analisou, ela era muito gostosa, mas ele não estava nem um pouco afim.
— Em breve. — piscou. — Agora é melhor irem senão não alcançam o Marcus. — incentivou.
— Tudo bem, eu vou cobrar. — ela sorriu abertamente e logo saiu acompanhando a amiga.
— Ufa. — ele pulou do balcão trazendo a mamadeira consigo. — Dá pra ela cara. — entregou a mamadeira para Noah.
— Ei Alex? — ele mostrou a mamadeira. — Você quer? — ela estendeu os bracinhos com um biquinho. Noah sorriu e tirou a tampa. — Toma. — entregou pra ela.
— Espero que ela durma. — Bailey disse, olhando a pequena. — Acho que ela vai estranhar dormir aqui.
— Ela não vai estranhar. — Noah disse sorrindo, enquanto a olhava. — Ela me lembra muito alguém. — murmurou.
— Quem?
— Não sei, o formato da boca, os olhos... — analisou.
— Não viaja Noah. — Joshua rolou os olhos botando um CD no microsistem.
Noah o encarou.
— Cara, eu acho que você é o pai da Alex. — ele soltou.
Bailey que estava com a boca cheia de cerveja cuspiu tudo, Joshua olhou o irmão com cara de poucos amigos.
— COMO É? — Bailey perguntou, já recuperado.
— Não ligue pra ele. — Joshua disse negando com a cabeça. — Está viajando.
— Você já andou comendo a Any, e é bem provável que... — é interrompido pelo irmão.
— É provável que você esteja doido. — Joshua concluiu.
— Você comeu a Any, cara? — Bailey perguntou.
— Como se você não soubesse. — Joshua rolou os olhos, roubando a cerveja dele.
— Eu não pensei que tivesse chegando a tanto com ela, pensei que tinha dado só uns beijinhos, e pronto.
Joshua gargalhou.
— Até parece. — ele rolou os olhos. — Any foi difícil, muito difícil. Mas rolou e não foi só uma vez. — admitiu.
Bailey estava perplexo.
— Eu não me imagino comendo a Any. — ele disse, mais para ele mesmo do que para os outros. — Ela é muito minha amiga pra eu levá-la para a cama.
— E é bom continuar sem se imaginar, Any já é minha. — Joshua disse, dessa vez sem humor. — Quando ela voltar dessa viajem, nós vamos nos divertir muito. — ele sorriu, entusiasmado.
— Any é mãe! — Bailey apontou Alex. — Os s***s dela estão cheio de leite materno, você vai apertar e chupar e vai sair leite. — ele disse pensativo.
Noah e Joshua não evitaram rir.
— É bom, pelo menos eu não passarei fome... — ele riu e em seguida começou a ficar sério. — Será que pode sair leite mesmo? — coçou a nuca, pensativo.
Noah riu.
— Depende do que você quer fazer. — murmurou. — Está vendo Alex? Seu pai quer roubar seu leitinho.
— Para de falar que eu sou pai dela! — Joshua bufou.
— E por que você tem tanta certeza que não é?
— Olha para ela, ela não se parece comigo! — apontou. — E se eu fosse o pai, Any me falaria.
— Ela parece um pouco com você sim! — Noah arregalou os olhos. — E Any pode muito bem ter um motivo para não ter falado.
— Noah você já está enchendo a linguiça com essa história. — bufou. — Dá pra parar? — perguntou cansado.
— Ok. — ele suspirou. — Mas que você é o pai isso você é. — reclamou baixinho.
Alex soltou a mamadeira e se contorceu fazendo um biquinho de choro.
— Ah não. — os três suspiraram ao vê-la começar a chorar outra vez.
A pequena coçava o olhinho e fazia um beiço, Noah se levantou com ela e ficou andando, pra lá e pra cá.
— Mamã! — chorando.
Os três estavam aperreados. E agora?
¨¨¨¨
— Any? — Sabina chegou à varanda, onde Any estava olhando a singela vista da cidade em Montana. — Quer um chá? — ofereceu.
— Vou aceitar sim. — sorriu.
— Já botei a água para ferver. — suspirou abraçando o próprio corpo. — O que está fazendo aqui sozinha?
— Estou pensando. — coçou a nuca. — Lá dentro as meninas fazem muito barulho, não consigo refletir. — mordeu o lábio.
— Está pensando no seu anjinho certo? — Any assentiu.
— Na verdade eu estou muito desesperada. — gemeu. — Não sei como ela está e eu me sinto uma inútil aqui.
— Por que não liga para ela?
— Tenho medo de ligar e não aguentar ficar aqui. Estou sentindo muita falta dela Sabina. Minha vontade é de pegar um avião e me mandar de volta.
— Você precisa desse trabalho, vai por mim amiga, vai acabar rapidinho. — pôs a mão no ombro dela.
— Eu sei. — sorriu de leve. — Você é um anjo Sabi. — abraçou a amiga. — Te amo.
— Eu sei disso. — se achou. — Eu também te amo, boboca. — soltaram do abraço. — Vai ligar?
— Vou sim. — assentiu, pegou o celular e discou os números de Noah.
¨¨¨¨
Enquanto isso, em Los Angeles. Alex continuava chorando, já eram uma da manhã e os garotos não aguentavam mais tanto berro. Já estavam a ponto de uma síncope.
— Alex, já chega. — Joshua disse choroso. — Vamos brincar de calar a boca, você começa. — sugeriu e o telefone tocou.
— Quem será que está ligando a essa hora? — Noah perguntou enquanto Bailey ia atender ao telefone.
— Alô? — Bailey atendeu.
— Bailey? — ela disse e Bailey sorriu abertamente ao ouvir sua voz. — É a Any.
— Any! — ele disse alto, para que os amigos ouvissem. — Que bom que ligou. — botou o telefone no viva voz e a garota pode ouvir o choro de Alex.
— Oh céus! — ela disse. — O que está acontecendo aí?
— Any, ela está chorando muito. — Noah disse.
— É meu amor, você precisa nos ajudar sim? — Beauchamp disse.
— Josh? — ela disse. — O que houve com ela, por que está chorando assim?
— Eu acho que ela está sentindo sua falta. — ele olhou para Alex, que estava sentadinha no tapete, meio desconfiada. — Calem a boca aí, deixa ela escutar a voz da mãe dela! — pegando Alex e a colocando em seu colo. — Fala com ela Any.
— Alex? — Any sorriu.
A pequena parou de chorar e olhou para os lados, em busca de Any.
— Mamã? — pôs a mãozinha na boca, parando de chorar.
— Onw amor da mamãe... A mamãe está com muita, muita, muita saudade de você!
— Any, não para de falar. — Noah disse animado, ao ver Alex bocejar.
— Noah, me desculpa outra vez. — ela pediu sem graça.
— Não, não me peça desculpas. — ele suspirou. — Alex é um anjinho e estamos gostando muito de cuidar dela. — assentiu olhando os outros, que deram um sorrisinho falso.
— Mas eu me sinto muito sem graça com vocês, Alex está incomodando, eu sei que está. Mas eu juro que eu vou ser grata eternamente a vocês por isso. — ela falava pelos cotovelos.
— Meu amor, não precisa você ficar assim. — Joshua disse. — Estamos dando conta dela. — observou Alex que já estava quietinha no colo de Bailey. Com certeza só estava calma pelo fato de estar ouvindo a voz de Any. — Só me diz como podemos fazer para ela não chorar?
— Entreguem uma tartaruguinha pra ela, eu coloquei na bolsinha. Aquela tartaruguinha tem meu cheiro.
Noah se levantou na mesma hora para buscar a tal tartaruga.
— O Noah foi buscar amor... — Joshua suspirou. — E como você chegou?
— Muito bem, obrigada. — sorriu um pouco corada.