— Olá! — Noah ia dizendo. — Gostaria de saber como se troca uma fralda de uma menina de nove meses! ME AJUDEM! — digitando.
Os outros gargalharam e Noah deu de ombros. Alguns segundos depois recebeu uma resposta.
Big Mother: Sua filha tem nove meses e ainda não sabe trocar a fralda dela, que espécie de mãe é você?
— A espécie de mãe que não é da sua conta, dá pra ajudar ou não? — Noah reclamou enquanto digitava, e sim, ele digitava isso mesmo.
Alex começou a chorar com dengo e Noah fez uma carinha desesperada enquanto esperava a resposta da tal big mother. Depois de alguns minutos de espera, eis que surge a resposta.
Big Mother: Que grosseria sua descabaçada! Tenho pena da sua filha por ter uma mãe tão escrota, mas como eu, diferente de você, sou uma super mãe, eu vou ensina-la. Primeiramente tire a fralda, depois dê um banho, ou se o bebê estiver limpo passe um lencinho umedecido até tirar todo o cocô da pele dele, depois de ter limpado tudo, passe a pomada nas dobrinhas e depois da pomada, o talco! (sabe o que é talco? Ah tá, só pra saber mesmo) Depois é só botar a fralda, levanta a b***a do bebe e coloca a fralda, sabe?! Pronto! Agora vá para a merda.
— Essa mulher só pode ser louca. — Noah ria enquanto lia a resposta. — Certo, vamos lá, pelo menos para algo ela serviu. — se levantou. — Vamos começar! Primeiro limpe o cocô. — ele observou a bundinha de Alex, toda suja de merda e fez careta. — Muito bem... Vamos tirar a sorte. Zero ou um.
Os outros assentiram e jogaram, Bailey perdeu.
— Está zoando comigo? — o moreno gemeu.
— Tire o cocô! — Noah entregou o lencinho e o moreno forçou um sorrisinho para Alex.
— Droga. — ele resmungou com um sorrisinho falso e pegou os pezinhos de Alex, que não paravam quietos e os levantou.
— Eca Bailey. — Josh começou a zoar. — Imagina se sua mão encosta? Vai ficar fedendo a merda o dia inteiro.
— Cala a boca seu prego! — Bailey rolou os olhos, e passou o paninho no bumbum da pequena. — Que nojo, que nojo, respira Bailey... — ele dizia pra si mesmo.
— Dá pra cuidar logo? — Noah reclamou e Josh estava morrendo de rir.
— Manda ele parar de rir Noah. — apontou. — Eu quero ver quando for a sua vez de limpar a merda, seu cuzão.
— Eu sou ótimo no zero ou um. — Joshua zombou e Alex voltou a chorar. — Viu só o que a sua lerdeza está fazendo? A menina já deve estar impaciente.
— Se acalma Alex, eu já estou terminando tá? — Bailey mandou um beijinho pra ela e voltou a fazer o que estava fazendo. Depois de cinco minutos terminou. — Pronto, terminei! — disse com um sorriso enorme.
— Enfim! — Noah sorriu. — Agora vamos passar uma pomadinha na Alex, não é lindinha? — disse espremendo a pomada e passando nas dobrinhas dela desajeitadamente. — E você hein? Não vai fazer nada? — encarou Joshua.
— Vou, eu posso fechar a fralda. — sorriu abertamente.
— Passa o talco nela e larga mão de ser folgado!
— Que mau humor Noah, você precisa dar uma f**a bem gostosa pra ver se relaxa... — é interrompido pelo irmão.
— Cala a boca!
— Tá bom! Tudo isso é por causa de um talco? Eu passo o talco! — pegou o talco e o salpicou em cima de Alex, a pequena começou a chorar outra vez, pois tinha caindo um pouquinho em seu olhinho. — Opa. — deu um sorrisinho falso.
— Seu i*****l! — Noah pegou a pequena no colo e começou a soprar no olhinho dela.
— Foi sem querer viu? — Joshua disse. — Me dá ela aqui.
— Pronto Alex, pronto. — Noah dizia, sem ligar para Joshua.
Depois de poucos minutos, Alex para de chorar, parecia que tinha parado de arder seu o olho.
— Eu termino a fralda e você se aquieta ai. — Noah disse ao irmão, enquanto deitava Alex.
— Tá bom, que mau humor. — Joshua resmungou.
Noah terminou de trocar a fralda com muita luta, pois travou uma batalha com o pequeno adesivo que não queria abrir, no total gastaram trinta e cinco minutos para trocar a fralda da criança.
Foram para a sala e Noah a coloca no chão para que ficasse engatinhando, já que ela não parava quieta.
— Tuta! — ela disse olhando pra cima, com os olhinhos azuis arregalados.
— Ela está com fome. — Bailey disse a pegando no colo. — Você está com fome Alex?
— Tá!
— Cara, às vezes não dá de acreditar que essa menina responda tudo o que vocês perguntam. — Joshua disse embasbacado.
— Depende da pergunta. — Noah disse. — Espera aí... — ele parou. — Onde está o meu quadro do Thomas Kinkade?! — olhando a parede vazia.
— Não sei! — Joshua deu de ombros.
Bailey arregalou os olhos.
— Gisela! — Bailey pôs a mão na testa e correu até seu quarto, estava vazio. — Droga!
— Sua pegue-te roubou meu quadro do Kinkade! — Noah acusou.
— Relaxa! Não tá vendo que ela também roubou minhas ceroulas e meu smartphone?! — Bailey se lamentou enquanto procurava. — Ah não, maldita Gisela! Ela tinha dito que estava curada da cleptomania!
— Você colocou uma cleptomaníaca na minha casa?! — Noah disse aos berros.
— Ela tinha dito que tinha parado. — Bailey defendeu-se. — E ela é super gostosa!
— Tuta! — Alex pediu outra vez, batendo palmas.
— E você não sabe onde ela mora? — Bailey negou. — Ótimo! Logo o meu quadro que custou uma nota!
— Mentira, você descontou da dívida que o Fefê estava devendo, não te custou nem um tostão!
— E os dois mil dólares da divida? — deu um pedala no moreno. — Foram para o lixo!
— Tuta! — Alex fez biquinho de choro.
— Ei duas bichinhas afetadas, dá pra parar? — Joshua rolou os olhos, já de saco cheio. — Você Noah, acha mesmo que um quadro vai mudar a sua vida? E você Bailey, podia comer quem quiser, mas tinha que ser uma ladra? p**a que pariu.
E a confusão estava formada, Bailey reclamava, Noah se lamentava e Joshua botava lenha na fogueira. A pequena Alex observava tudo sentadinha no chão, pôs a mãozinha na boca e se pôs a chorar, deixando a bagunça ainda pior. Os três pararam e a viram chorando.
— Estão vendo? — Joshua sentiu pena. — Estão assustando essa pobre criança! Já Alex! — pegou ela no colo. — Está com fome princesinha?
— Tá. — ainda chorando.
— Tudo bem, o tio Joshua vai fazer um leitinho bem gostoso pra você. — sorriu.
Bailey e Noah se entreolharam.
— Aposta quanto como ele vai queimar o leite? — Bailey sussurrou.
— Dois mil dólares. — disse sarcástico e Bailey rolou os olhos.
Os três foram até a cozinha e por incrível que pareça, Joshua fez tudo certo e com uma só mão, já que seu outro braço estava segurando a pequena.
— Como você conseguiu fazer a tuta? — Bailey perguntou, lambendo a panelinha.
— Eu faço isso direto, não é tão difícil, é farinha láctea com leite. — ele deu de ombros e sentou no sofá com ela, arrumou a pequena e deu a mamadeira a ela.
— Ótimo, você vai ficar encarregado do mingau. — Noah disse.
— Por que eu?
— Por que Bailey e eu não sabemos fazer. — disse óbvio.
Joshua encarou Alex que mamava olhando pra ele fixamente. Não pode evitar um sorriso, aquela criança era perfeita.
— Ok, eu cuido da sua tuta. — beijou a mãozinha dela.
Quando terminou a mamadeira ela já estava dormindo profundamente. Os garotos a puseram na cama para que ela dormisse quietinha e arrumaram vários travesseiros ao redor, para que não corresse o risco de ela cair.
¨¨¨¨
Any e Sabina desembarcaram em Montana, por volta das cinco da tarde. Ambas exaustas e atrasadas, já estavam em cima da hora.
— Enfim. — Sabina suspirou. — Pensei que não chegaríamos a tempo. — encarou Any, que estava ao seu lado, pensativa. — Any? — chamou a amiga, que a encarou. — Poxa, você tá tão calada.
— Ah Sabi, não é nada. — sorriu de canto. — Estou pensando na Alex. — abraçou a jaqueta, que estava em seu braço. — Não está sendo nada fácil para eu ficar longe da minha filha.
— Ela vai ficar bem amiga. Sua vizinha vai tomar conta dela muito bem.
— Vizinha? — Any indagou.
— Sim, você não disse que iria deixá-la com os vizinhos?
— Ah sim, mas não tem vizinha nenhuma, deixei com o Noah e os meninos. — Any suspirou.
Sabina arregalou os olhos.
— O palerma do Noah? — a morena disse perplexa.
— É, algum problema? — recolocando a jaqueta, aquele estado era bem mais frio que a Califórnia.
— E aquilo sabe cuidar de criança? — Sabina danou-se a rir.
— Bom, Bailey e Joshua também vão ajudar. — Any disse pensativa. — Não tinha mais ninguém que eu confiasse pra deixa-la. Alex não estranha eles.
— Joshua? — ela perguntou e Any assentiu. — Ele voltou quando?
— Anteontem. — suspirou. — Estou um pouco preocupada quanto a isso.
— Você contou que a Alex é filha dele?
— É claro que não Sabina. — enfatizou. — Como vou contar isso assim? — mordeu o lábio. — Joshua não tem nem ideia.
— Mas por que você não conta?
— Por que ele não se lembra da última vez que transou comigo na festa de despedida. Onde concebemos a Alex. Para ele, a última vez que transamos antes de ele ir foi na noite do aniversário do Bailey, as datas não batem.
— Como assim antes de ele ir? — Sabina a olhou com safadeza.
Any sorriu fazendo uma bola de chiclete.
— Transamos anteontem. — ela suspirou com certa saudade.
— Oh meu Deus, como você é safada Any, no mesmo dia que ele voltou?!
Any assentiu, rindo.
— Não me culpe Sabina... Joshua é muito gato e você sabe que eu gosto dele não é? É difícil resistir quando ele está beijando o meu pescoço e falando as coisas no meu ouvido. Me arrepia e me deixa molhada.
— Que excitante. — Sabina riu.
Any lhe deu um tapa de leve no braço.
— Mas enfim, voltando ao assunto da bebê, eu não quero que ele pense que eu estou mentindo, até por que a Alex não parece com ele.
— Mas você disse que ela puxou pra mãe dele sua tapada! — Sabina lhe deu um pedala.
— Eu sei que foi para a velha! — rolou os olhos. — Mas sei lá, eu não sei o que fazer. O melhor é deixar as coisas como estão.
— Bem, você sabe que em um futuro próximo a Alex vai querer saber de que saco saiu. E você querendo ou não, vai ter que contar. — a abraçou pelos ombros.
Any deu um sorriso de lado, achando graça do comentário.
— O que me consola é saber que vai demorar muito. — ela ergueu a sobrancelha.
— Boba! — Sabina riu. — Vamos logo, temos muito trabalho pela frente.
Any concordou e as duas seguiram para o endereço do tal de alojamento.
¨¨¨¨
— GOOOL! — berraram assim que o time de futebol americano fez um gol, o segundo daquela noite.
— Vamos ganhar! — Bailey comemorou, bebendo um gole de cerveja. — Só faltam onze minutos pra acabar a partida.
— Eu sabia que o Seahawks era ruim... — Joshua negou com a cabeça, enchendo a boca de batata frita. — Mas não sabia que era tanto.
— Chargers surrou sem dó e nem piedade. — outro disse, a gargalhadas.
— Ora, por favor, tenham um pouco de senso, o técnico do Seahawks é um merda! Tem que levar em conta também.
— Não vem defender seu timezinho não viu? São ruins sim! — Noah zombou. — Lili, meu amor, trás mais uns petisquinhos sim? — pediu à garota que estava fofocando com outra no canto da sala.
— Qual é, está me achando com cara de empregada ou o que?
— Não seja perversa. — Noah fez biquinho e a garota rolou os olhos. — Josh, joga um charminho pra Lili, seu infeliz. — sussurrou para o irmão.
— Eu não, não sou eu quem quer petisquinho. — zombou.
— Ela arrasta um bonde por você, vai logo! — irritou-se.
Joshua rolou os olhos e se virou.
— Lili, princesa... Pega uns tira-gostos pra mim? — deu um sorrisinho de canto, a garota sorriu derretida. — Juro para você que depois nós conversamos daquele jeito. — piscou.
— Bom, já que está pedindo assim com tanto carinho. — ela se levantou. — Vem Emy! — chamou a amiga que a acompanhou.
— Me deve dez dólares. — Joshua sussurrou para o irmão, que rolou os olhos.
— Que barulho é esse? — um dos amigos perguntou, enquanto tomava cerveja.