Capítulo 05

2310 Words
— Isso mesmo. — ela arrumou a filha em seu colo. — Eu sei que deveria ter perguntado antes, mas realmente não deu tempo, foi tudo muito em cima da hora. — Any, explica com calma. — Joshua pediu, coçando a nuca. — Você está querendo que a Alex fique aqui, é isso? — ela assentiu. — Mas ela é um bebê! — ele explicou obvio. — Eu sei disso. — Any o olhou. — Eu sei que não é fácil cuidar de um bebê, mas eu preciso realmente ir e não confio em mais ninguém para deixar minha filha. Por favor, garotos. — ela mordeu o lábio. Os três se entreolharam e em seguida olharam Any. — Tudo bem Any. — Noah disse com um sorriso. — Por mim não tem problema nenhum. — Valeu Noah. — ela o abraçou de lado. — E vocês? Joshua respirou fundo, é claro que ele não podia dizer não, afinal Any era muito generosa com ele, como era, e jamais se arriscaria de ficar sem os carinhos da gata por essa besteira, cuidar de um bebê nem deveria ser tão difícil. — Por mim também não tem problema nenhum! — abriu um sorrisão. — E por mim também está tranquilo, Alex é um bebê tão calminho. — Bailey suspirou. — Oh meninos... — ela pôs a mão no peito. — Não sabem como fico aliviada. — sorriu de leve. — Ah meu amor, até parece que não iriamos te ajudar com a sua filha. — Joshua se aproximou dela e lhe deu um selinho. — Não é bebezinha?  Alex o olhava com curiosidade, enquanto ele beijava sua mãe. Bailey e Noah negavam com a cabeça, Josh era muito cachorro. Depois de um tempo trocando beijos, Noah pigarreia e os dois param. Any limpou a boca com um sorriso de lado e Joshua rolou os olhos. — Larga de ser chato Noah. — ele disse. — E então amor? Quando é que você vem deixar a Alex aqui? — Como assim? — ela perguntou confusa. — Quando você vai deixar ela aqui pra gente olhar? — Agora mesmo. — ela respirou fundo. — Tenho que estar no aeroporto em uma hora. — ela deu um sorrisinho falso e os três arregalaram os olhos. — Não tem problema para vocês certo? — ela olhou os três. — É claro que não, a gente só achou que não era hoje. — Nossa gente, eu estou me sentindo muito m*l com isso, não gosto da ideia de perturbar vocês assim... — Que nada Any... — Bailey disse. — Você pode ir tranquila, Alex será muito bem cuidada. —prometeu e a garota sorriu. — E onde estão as coisinhas dela? — Joshua perguntou. — Estão lá fora... Você me puxou para entrar com tanta rapidez que sequer pude trazer pra dentro. Noah foi até lá e abriu a porta, tinha uma bolsinha branca e uma mala preta. Trouxe as duas para dentro. — A dela é essa malinha branca. — balançou a filha que olhava a mãe. Sentiu o celular vibrar e o puxou do bolso da calça. — Oi Sabina! — pausa. — Sim, eu já estou saindo... Sim, não se preocupe! Beijos. — desligou. — Garotos eu preciso ir. — ela olhou no relógio. — Noah, você é o mais ajuizado dos três, por favor, cuida bem da minha filhinha viu? — Não se preocupe Gabrielly. — ele sorriu. — Alex. — ela olhou a bebê. — Você também se comporte, sim? — disse atenciosa. — Não faça nada de errado, não quebre nada e não deixe os garotos de cabelo em pé. Tá? — Tá. — ela balançou a cabeça. Any sorriu e deu um beijinho na cabecinha dela, sentindo duas grossas lágrimas caindo pelo seu rosto. — A mamãe te ama muito! Muito viu? — deu um sorriso de lado e a pôs no chão. Deu mais um beijinho na mãozinha dela e se reergueu. — Meninos, muito obrigado mais uma vez... Assim que eu chegar lá eu ligo pra ver como estão as coisas. Botem ela na cama as nove e não deixem ela ficar muito tempo no banho, ela pode gripar... Ah! Ela tem alergia a poeira, quando isso acontecer ela vai ter uma crise de espirros e vai precisar fazer inalação, mas isso não é difícil. — meteu a mão na bolsa e tirou uma chave. — Aqui está a chave da minha casa, aparelho de inalação, banheira, o carrinho dela, tá tudo lá. — entregou a chave para Noah. — Bem, agora eu tenho mesmo que ir. — deu um abraço em Bailey e Noah. — Tchau Josh. — ela sorriu e ele lhe deu um beijinho. — Tchau gatinha. — cheirou o pescoço dela. — Até breve! — Não quer uma carona Any? — Noah perguntou. — Não Noah, Sabina vai passar aqui com o táxi. — ela olhou outra vez para Alex que estava entretida com o chinelo de Noah. — É melhor ela não me ver sair... — disse a eles. Os dois assentiram e Any deu tchauzinho e saiu às pressas, arrastando sua mala. Os três se entreolharam. — E agora? — Bailey perguntou. — Eu não sei nem trocar uma fralda. — Ah e você acha que eu sei? — Josh riu. — Ora, vamos com calma. — Noah disse, tranquilizando-os. — Não deve ser tão difícil assim. Foram interrompidos por uma das garotas, que tinha acordado. — Que casinha barulhenta hein? — ela reclamou indo até a geladeira. — Quem é você? — Bailey perguntou. — Dormiu comigo. — Noah levantou a mão e os outros riram. — Vem cá, vocês não se tocaram que hoje é sábado e ainda são nove e quinze da manhã? — ela indagou. — Oh meu Deus! — viu Alex no chão.  Os três olharam para a pequena, que sacodia o chinelo pra lá e pra cá.  — O que é isso? — ela perguntou. — Eu acho que é um bebê. — Joshua disse obvio. — Isso eu sei, mas quem é o pai? — disse curiosa, se agachando. — Não é nossa, é da nossa vizinha. — Bailey respondeu. — Any teve que deixa-la aqui. — Ain que coisinha mais linda! — a loira pegou a pequena do chão. — Como você se chama hein fofinha? — Alex riu e a mulher se derreteu. — Como é o nome dela? — indagou. — Alex. — Noah rolou os olhos. — Escuta Evelyn, já está bom de você capar o gato não é? — ele se sentou na mesa. — Meu nome não é Evelyn! — ela arregalou os olhos. — Mas é parecido não é? — tentou se justificar. — Meu nome é Monique! Seu ordinário! — deu um tapa na cara dele. — Pobre dessa criança que tem ficar aqui com três otários como vocês. — Ei, eu não sou otário... — Bailey reclamou, quando ela colocou Alex no sofá e voltou para o quarto para pegar suas coisas.  Algum tempo depois voltou já devidamente vestida e arrumada. — Até mais, seus galos! — disse superior e em seguida foi embora. — E você Bailey, cadê a v***a da vez, já foi embora? Por que só falta a sua. — Ainda não... — ele abaixou a cabeça. — Então vai acordar ela, aqui não é motel ou hotel! — Noah ironizou arrumando a cafeteira. — A deixe dormir. — o moreno deu de ombros. — Então pra onde nós vamos hoje? — Como assim pra onde a gente vai? — Noah disse obvio. — Estamos com um bebê aqui! — pegou Alex do sofá. — O que tem demais? — Joshua indagou mordendo uma maçã. — Ela pode ir também. — Você é retardado? — Noah pressionou o dedo na própria cabeça. — Não. — respondeu simples. — Mas ninguém merece passar o sábado em casa. — Sim, mas nós prometemos a Any que cuidaríamos dela, e é isso que nós vamos fazer! — Tudo bem, mas podemos ao menos chamar uns amigos para vir jogar baralho e tomar umas cervejas? — Tudo bem, podem chamar. — Noah assentiu. — Mas antes vamos fazer as regrinhas a respeito da Alex. — Como assim regrinhas? — Joshua fez careta. — Isso mesmo regrinhas! — ironizou Noah. — Vamos fazer um sorteio, o que tirar o número um fica com as fraldas sujas e o banho. O que tirar o número dois fica com a mamadeira e terá de lavar as roupas dela. E o que tirar o número três terá que bota-la pra dormir e cuidar dela se ela chorar a noite. — Que besteira, não precisa de regra, a gente divide tudo! — Joshua disse pegando Alex do colo dele. — Não é bebezinha? — mandou um beijinho para ela, que sorriu e começou a bater palmas, Joshua riu. — Viu? — apontou à pequena. — Ela concorda comigo. — Tudo bem! — Noah disse, vencido. — Não terá regras, mas nada de querer se escorar um no outro. Alex está sob NOSSA responsabilidade e Any confiou em nós três! Portanto temos que cuidar da Alex muito bem! — Ok, agora vamos tomar café, que meu estômago está chegando às costas. — Bailey reclamou. Joshua colocou o bebê no chão. Alex ficou engatinhando e viu o controle da TV em cima do sofá, estendeu o bracinho e viu que não alcançava, então se pendurou no sofá e ficou em pé. — Cara! Olha isso! — Bailey berrou. — É, ela quer andar! — Noah disse animado se abaixando. — Vem Alex! Vem com o tio Noah! A pequena negou com a cabeça e pôs a mãozinha na boca, depois voltou a tentar alcançar o controle. — Ih Noah, como isca você não está com nada hein? — Joshua riu enquanto ligava a TV e dava o controle para Alex brincar. — Vai à bosta! — deu o dedo do meio. — Vamos logo tomar café. Os três assentiram e foram tomar café. Enquanto tomavam café, Alex ficou vendo desenho vidrada na TV. — Ela é tão bonitinha. — Noah sorriu olhando pra ela. — Que frase gay. — Joshua disse, dando uma dentada em seu sanduíche. — Se poupe! — Noah rolou os olhos. — Outra frase gay. — repetiu com um sorrisinho. — Aqui o gay! — se levantou e apertou os ovos. — Noah! — Bailey berrou. — Temos uma mocinha aqui! — Ela não sabe nem falar. — ele rolou os olhos, rindo e sentando outra vez. — Claro que sabe! — Bailey disse. — Ela sabe falar nom, tá... — Tá Bailey, já chega, nós já sabemos! — Joshua interrompeu. Bailey deu de ombros e Alex começou a choramingar, a pequena engatinhou até eles e se pôs a chorar. — O que foi meu bombonzinho? — Joshua a pegou no colo. Nunca tinha lhe visto chorando e era uma gracinha. Seu biquinho era uma fofura. — Onw... — os três fizeram um biquinho engraçado. A pequena parou de chorar e em seguida olhou os três com curiosidade. Pôs a mão na boca e voltou a chorar. — O que ela tem hein? — Noah estendeu o braço e Josh lhe entregou a neném. — Será que fez cocô? — perguntou confuso.  Os outros dois deram de ombros, pois também não sabiam.  — Você tá caca tá? — ele perguntou a ela. — Tá caquinha? — Tá. — ela fez biquinho e coçou o olho.  Os três arregalaram os olhos. — Ok, agora fudeu, eu não sei trocar fraldas. — Josh disse logo. — Idem! — Bailey riu. — Nem venham! — Noah enfatizou. — Nós três fizemos um trato! — Noah, por favor, quebra essa. — Joshua piscou. — Não! — bufou. — Os três vão me ajudar! Vamos! — se levantou com Alex. — Trás a bolsinha dela Bailey! Bailey fez o que o amigo pediu e foram todos em direção ao quarto de Noah. Colocaram Alex deitadinha na cama e os três se entreolharam se perguntando pra onde ia o talco, pomada, e afins. A pequena os olhava com os olhinhos brilhando e sorria olhando a cara dos três. — E você ri não é bebezinha? Ela riu e os três se derreteram, com cuidado Noah tirou a fraldinha dela. — Prontinho... NOSSA! — abanou o nariz. — c*****o! — Joshua fez careta. — Você ter certeza que isso é cocô de bebê? — Como se a merda de vocês cheirasse a lavanda né? — Noah ironizou sorrindo para Alex, que olhava os três com um sorrisinho. — O que? E agora? A gente coloca o que? — Eu não faço ideia! — Bailey disse. — E o que vamos fazer? Eu não sei como faz depois que tira a fralda suja. — Eu também não sei. — Joshua disse. — Ah, já sei, podem me agradecer! — disse com um sorrisão. — O que? — Vamos pesquisar na internet! Todos olharam pra ele com um olhar iluminado. Noah não contou nem até três pra pegar o notebook que estava por ali e liga-lo, depois de esperar a iniciação do sistema operacional, por fim conseguiu se conectar. Alex voltou a choramingar, pois estava ficando estressada com tanta demora. — Alex, se você ajudar os seus tios a gente te dá um pirulitinho. — Joshua disse. — Ok fofinha? — Tuta... — ela pediu coçando o olhinho. — Tu o que? — ele perguntou sem entender. — Fodeu Noah, ela quer mamadeira! — Bailey disse choroso. — Espera aí que eu estou entrando em um bate papo de jovens mães. — Noah respondeu. — Agora vou perguntar como se troca uma fralda. Bailey sentou ao lado de Alex, a pequena já estava bocejando com tanta lerdeza.
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