Capítulo 04

2412 Words
— Se irritou por eu ter tido um bebê? — ela perguntou sem olhá-lo, ainda com a cabeça no peito dele. — É claro que não. — ele negou com a cabeça. — Sua filha é linda, o problema é se o papai dela for ciumento. — ele virou a cabeça dela e lhe deu um selinho.  Ela sorriu. — O pai dela não sabe que ela existe. — Any disse e Joshua fechou o sorriso. — Como assim? — ele disse, dessa vez com uma expressão irritada. Quer dizer que o babaca tinha vazado e deixado Any sozinha? — Ele não sabe... Nunca soube. Any disse olhando para o nada, se sentia desconfortável em falar desse assunto com Josh, afinal ele era o pai de sua filha, mas ela não sentia preparada pra lhe contar isso. — Mas você precisa ir atrás dele, precisa contar para que ele possa vir assumir o que fez. — apontou. — Josh, vamos mudar de assunto? — ela pediu lhe dando um selinho. — Sim? — dando vários selinhos no pescoço dele, que rapidamente esqueceu o assunto e se pôs a beija-la. Se vestiram e ficaram vendo um filme e quando o mesmo acabou, Joshua se despediu dela. — Eu adorei ver você... — pôs o cabelo dela atrás da orelha. — Continua a mesma princesa de sempre. — ele deu um selinho na cacheada, que sorriu com os olhinhos brilhando. — Eu também fiquei muito feliz por ter te visto. — ela o abraçou pelo pescoço. — Mas agora precisa ir. — É uma pena que eu não possa ficar pra "dormir". — ele disse fazendo aspas. — Você é malvada Any. — ele reclamou. — Dormir... Sei. — disse contendo o sorriso. — Não achou suficiente o que rolou? — Foi gostoso, incrível e muito intenso... Mas se tivesse um segundo, terceiro ou quarto round ficaria melhor. — piscou e ela negou com a cabeça. — Seu i*****l. — mordeu o lábio. — Não posso deixar você dormir por que não é apropriado, mas a vontade é no corpo inteiro. — sussurrou safada. — Agora vai que amanhã meu dia vai ser longo. — o chamou com o dedinho para mais um beijo e logo se afastou. — Boa noite, amor. — soprou um beijinho e bateu a porta na cara dele. — Eu te vejo amanhã? — ele berrou do lado de fora. — Talvez. — ela respondeu do lado de dentro encostada na porta, com um sorriso enorme. Ele sorriu e se afastou todo animadinho. Ficar com Any deixava o seu humor estonteante. Era uma espécie de terapia e ele adorava. Any foi tomar banho toda saltitante e avoada. Joshua lhe deixava assim... No mundo da lua. Sorriu sozinha e ficou um tempo pensando no sexo maravilhoso que partilharam, se olhou no espelho do banheiro e se admirou se sentindo linda, quando transava se sentia a última bolacha do pacote. Riu de si mesma enquanto se enrolava em uma toalha e saia do banheiro, foi até a cozinha tomar um copo de leite, em seguida foi dormir. ¨¨¨¨ Joshua entrou no apartamento com um sorriso enorme. Noah o encarou de r**o de olho. — Que cara é essa hein Josh? — Nada. — ele deu de ombros. — Por um acaso não posso sorrir? — perguntou erguendo a sobrancelha. — Estava com a Any? Até agora? Por que demoraram tanto? — desconfiado. — É claro que eu estava com aquela bonequinha. Por que não me contou que a bebêzinha era filha dela? — ignorando as outras perguntas do irmão. — Eu mesmo ia deixa-la lá. — disse safado. — Toma vergonha Josh, ela é mãe. — disse o irmão, pasmo com a safadeza de Joshua. — E o que tem demais? — loiro deu de ombros, indo até a geladeira. — Any é linda e sempre fica comigo. — pegou uma cerveja. — Bom, que vocês ficavam toda hora antes eu já sabia... — Noah parou de falar. — Josh? — ele encarou o irmão que abria a garrafa de cerveja com um abridor. — Você... Chegou a t*****r com ela? — quis saber. Joshua sorriu de canto e suspirou. — Algumas vezes. — dando um gole na cerveja, Noah ficou branco. — Mas isso não é da sua conta. — piscou. — E... Será que você não é o pai da Alex? Joshua cuspiu a cerveja e em seguida teve um ataque de risos. — Está maluco é? — Josh negou com a cabeça. — A gente só faz com camisinha, não sou louco de comer mulher nenhuma sem proteção. E também a bebêzinha dela nem parece comigo, é claro que é filha de outro. — Às vezes as crianças puxam para os avós. — Noah disse perplexo, como não tinha pensado nisso antes? — Noah! — Josh rolou os olhos. — Já chega... Eu não sou o pai dessa criança! — tomou outro gole de cerveja. — Vou dormir. — saiu com a cerveja para o quarto. Noah ficou com a pulga atrás da orelha, nunca vira Any com outro cara, só com Josh. Era bem estranho, mas talvez se Joshua fosse o pai, Any tivesse lhe dito. Resolveu parar de pensar nisso e ir dormir. Estava exausto. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Any acorda com alguém batendo na sua porta. Estavam batendo tão forte que jurava que colocariam abaixo. Olhou para o bercinho de Alex e viu que a pequena ainda dormia. Foi até a sala e abriu a porta. Era dona Malvina, a dona do apartamento, Any engoliu o seco. — Olá. — a mulher lhe lançou um sorriso falso, exibindo seus dentes amarelos. — Dona Malvina. — Any murmurou. — Entre fazendo o favor. — deu espaço e a mulher apenas a encarou. — E então Any Gabrielly? — a mulher cruzou os braços, ignorando o convite. — Vai me pagar o aluguel ou não? — Eu vou lhe pagar sim dona Malvina, mas eu não tenho dinheiro agora. — disse desesperada. — Tenha paciência, por favor. — Olha aqui menininha. — a mulher disse respirando fundo. — A minha ideia era vir despejá-la daqui hoje mesmo... — disse duramente, fazendo Any gelar. — Mas para não dizer depois que sou uma mulher sem coração, eu vou lhe dar duas semanas... — fez dois com os dedos. — Para você me depositar esse dinheiro. Any assentiu, aliviada. — Se você não me depositar esse valor, eu vou voltar aqui com meus homens para botar você pra fora. — a mulher falava bem sério. Any engoliu o seco. — Você está entendendo? — Eu... Eu estou sim, eu juro que eu vou lhe pagar. — Eu acho muito bom. — a mulher a encarou. — Duas semanas! — disse antes de botar os óculos escuros e sair.  Any ficou olhando ela se afastar. — Bruxa mau comida! — xingou e deu língua, antes de bater a porta. — E agora? — ela suspirou. — O que eu vou fazer? Sentou no sofá e abaixou a cabeça. Lembrou-se da oferta de Sabina e suspirou, ela não queria ir, mas a situação estava muito difícil. Ela teria que aceitar, daria um jeito de deixar Alex com alguém. Pegou o celular e ligou para Sabina, a cobrar é claro, dinheiro para colocar créditos ela não tinha. Alguns segundos depois a morena lhe retornou. — Fala amiga! — Sabi... — Any encostou a cabeça no encosto do sofá fechando os olhos. — Aquela proposta de ontem ainda está de pé? — Eu sabia que você iria mudar de ideia. — a morena riu. — É claro que está minha rainha. — Eu aceito! — disse abrindo os olhos. — Ótimo, tem como você vir ao endereço que eu vou te passar? — Claro... Passa aí. — pegou uma caneta e um caderninho que lhe servia de agenda, resolveu anotar ali mesmo.  Sabina lhe passou o endereço e ela desligou. Acordou Alex, morrendo de pena e resolveu levá-la, não iria deixa-la na creche, pois ficava contra mão demais. Arrumou a filha, se arrumou e tomou café rapidamente. Em seguida saiu. ¨¨¨¨ No apartamento dos meninos. Noah e Josh tomavam café, com as caras amassadas. — Cadê o veado do Bailey? — Josh perguntou, botando café na xícara. — Já saiu. — Noah disse, lendo seu jornal. — Nossa, esse bagulho de faculdade é um saco. — Josh reclamou. — Não aguentei fazer esse troço nem um mês. — Nota-se... — Noah riu. — O seu negócio é sexo, álcool e diversão. — Que é isso? — Josh bufou, tomando um gole de café. — O meu negócio não é viver enfurnado dentro de um escritório. Eu gosto de fazer o que eu quero. — Ok, entendo. — Noah assentiu. — Falando nisso, o que você anda fazendo? — Estou atuando, como sempre. — deu de ombros. — Estava em cartaz com uma peça chamada mago do sexo. — ele disse, pensativo.  Noah espocou em uma gargalhada. — Porra... Que nome é esse? — Não ri. O nome pode ser engraçado, mas era um dramalhão daqueles. — Não imagino uma peça com esse nome ser um drama, mas se você diz.  Joshua lhe deu um pedala. — Mas isso não é o melhor. Estou sendo cotado como um dos nomes para participar de um filme de hollywood ! — todo alegre. — Wow... — Noah assoviou. — Sério? — Pois é. — Joshua sorriu. — Mas ainda não está certo. — Vou torcer por você. — disse dando uma dentada em seu misto.  Joshua sorriu e os dois ficaram conversando sobre a família. ¨¨¨¨ À noite por fim Any volta para casa, tinha ficado na casa de Sabina durante o dia inteiro, conversando sobre o emprego. No dia seguinte as duas viajariam, afinal no domingo começaria o tal leilão e teria que fazer uma espécie de treinamento antes de começarem o trabalho. — Hey bebê? — Any perguntou a Alex, que brincava em cima de sua cama. — O que vamos fazer hein? A mamãe precisa deixar você com alguém. A pequena arregalou os olhinhos azuis e deu um gritinho, em seguida sorriu mostrando seus únicos dois dentinhos, Any sorriu. — Acho que a mamãe já sabe com quem você vai ficar. — deu um sorrisinho. Alex encarou a mãe e começou a tagarelar algo que só ela entendia. Any ficou olhando a TV pensativa. Seus vizinhos jamais lhe negariam esse "pequeno" favor. ¨¨¨¨ No dia seguinte bem cedo. Os rapazes acordaram com a campainha tocando, estavam com a cabeça a ponto de explodir pela ressaca. A noite anterior fora longa. — Que merda... — Noah gemeu, sentindo a claridade em seus olhos. — Que tipo de motel barato é esse? — ele ouviu alguém reclamar. Era uma mulher de mais ou menos trinta anos. — Ah, oi? — ela sorriu. — Quem é você? — ele perguntou. — E esse "motel barato", é meu lar. — Foi m*l. — a mulher deu de ombros e voltou a dormir. Noah saiu até a sala e viu Joshua com uma "senhora" de uns quarenta e cinco anos, os dois se entreolhavam, enquanto ela tomava café. — O que é isso hein? — apontou a velha. — Comeu ela? — perguntou baixinho. Josh o encarou com cara de tacho. — Eu estava bêbado cara. — Josh lamentou, olhando a mulher devorar as torradas.  Noah negou com a cabeça, o que a bebida não era capaz de fazer. — E não está ouvindo a campainha tocar não? — apontou a porta. — A casa não é minha. — deu de ombros. — Ei, não come tudo! — ele disse indo até a velha e lhe tomando a última torrada. Noah abriu a porta e viu Any, com Alex no colo. — Any? — ele coçou o olho. Joshua ao ouvir o nome dela apareceu na porta com a boca cheia de torrada. Any sorriu de leve, acenando para eles. — Querido, eu acho que é melhor eu ir. — a velha apareceu na porta. Any a olhou com estranheza. — Ah titia, tão cedo? — ele fingiu tristeza, puxou Any para dentro e afastou a mulher para a porta. — Qualquer dia desses apareça para nos visitar mais... Tchau! — bateu a porta na cara dela e se encostou na mesma. — É nossa tia. — apontou. — Não sabia que você tinha uma tia na Califórnia. — Any indagou. — Pois é, não é nossa tia de verdade, mas nós consideramos, não é Noah? — encarou o irmão com um olhar suplicante. — Claro. — Noah concordou, morrendo de vontade de rir. — E então Any, algum problema? A cacheada mudou o semblante, deixando os dois irmãos preocupados. — Está tudo bem? — Josh perguntou. — Ontem eu fui te procurar na sua casa, mas você não estava lá. — É, ontem eu passei o dia fora, perdão. — ele deu de ombros. — Enfim, está tudo mais ou menos. — ela mordeu o lábio. Foram interrompidos por Bailey, que chegava coçando o olho. — O que está pegando aqui hein? — o moreno perguntou. — Ah, oi Bailey! — Any disse. Bailey sorriu pra ela e deu um beijinho em Alex, que estava com uma carinha de sono.  — Que bom que acordou, é bom que estejam todos juntos. — Any, você está me deixando preocupado, gatinha. — Noah disse. — Não, por favor, não tem motivo pra se preocupar... — Any disse prontamente. — O que eu vim pedir pra vocês é um favor e não é qualquer favor, é O favor. Os três se entreolharam e em seguida encararam Any. — Seja mais clara, por favor, Qualquer. — Bailey pediu, cruzando os braços. Any lhe deu o dedo do meio e riu. — Vocês sabem que eu estou procurando um emprego há um tempinho e que a situação não está muito fácil para mim. Então, eu encontrei um emprego temporário, que paga uma boa grana e no momento eu estou precisando muito desse emprego, mas... — Mas? — Joshua incentivou que ela continuasse. — Eu não posso levar a Alex. — ela mordeu o lábio. — Eu preciso que vocês cuidem dela por duas semanas. — O QUE? — os três berraram juntos.  Any deu um sorrisinho amarelo.
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