Joshua também fez o mesmo. Pegou Alex no colo e jogou os brinquedinhos dela dentro do carrinho.
— Ain, eu posso segurar ela no colo? — Anabel pediu, observando Alex. — Ela é tão linda. — estendeu os braços.
— Claro. — disse colocando a pequena no colo dela e arrastando o carrinho.
— Dean! — Lívia chamou e o menino veio correndo. — Vamos embora pirralho!
O garotinho encarou Bailey.
— Quem são eles? — perguntou curioso, olhando Bailey.
— São uns amigos. — disse enquanto caminhavam. — E é para andar rápido.
— Não quero ir embora. — ele cruzou os braços, emburrado.
— Vamos comer. — ela explicou, rolando os olhos.
— Pensando bem, eu quero ir embora! — abriu um sorriso e seguiu as primas.
— Espertinho. — Bailey sussurrou para Lívia, que sorriu. — Vamos andar rápido que eu estou com fome.
— Somos dois. — ela sorriu. — Quero comer uma linguiça recheada daquelas.
Bailey sorriu, entusiasmado. Recheada ele não tinha, mas se ela quisesse sem recheio, ele tinha e das grandes. Pensou malicioso.
— Seu primo é um pouco alterado não? — Joshua indagou, vendo o ruivinho o encarando com careta.
— Ele é um pouco ciumento. — disse observando Alex, que estava em seu colo. — Nossa sua filha é muito linda! — ela disse maravilhada. — Parece que saiu da TV.
— Er... Pois é, ela é linda não é? — ele sorriu amarelo.
— A mãe dela deve ser uma morena muito bonita. — disse cheirando a mãozinha de Alex, que olhava curiosamente.
— Any é linda mesmo. — ele disse avoado. A garota o encarou. — Mas nós não temos nada... — a garota se virou outra vez para Alex. — Que seja sério. — ele concluiu baixinho.
De repente Alex gorfou em cima da loira, enchendo sua roupa e boa parte do seu decote de vômito.
— Ahh. — ela disse, com careta, olhando pra si mesma. — Ela me gorfou! — perplexa.
— Ai Alex! — Joshua fez uma caretinha de nojo e pegou uma fraldinha do bebê. — Me dá ela. — ele pegou a pequena e limpou a boquinha dela que estava melecada. — Me desculpe! — ele pediu, enquanto tentava limpar o vômito de Alex da blusa da moça, sem muito sucesso.
— Não tem problema. — ela sorriu, tomando a fralda e por fim terminando de tirar o vômito. — Ela é só um bebezinho. — analisando a roupa. — Ain, o r**m é que ficou a mancha. — suspirou.
— Não tem problema, é só você dizer que é água. — ele opinou e ela assentiu.
— Tem razão. — respirou. — Me dá ela outra vez. — estendeu os braços. — Mas com a fralda junto, por favor. — enfatizou e ele riu, lhe entregando a pequena.
Chegaram a uma lanchonete e se sentaram.
— Eu quero sorvete! — Dean insistia.
Bailey e Joshua não aguentavam mais aquele pirralho chato. As garotas estavam embaraçadas perante a má criação do primo.
— Não tem problema, pode pedir o que ele quiser. — Joshua disse, sorrindo despreocupado.
O garçom se aproximou e fizeram os pedidos, Dean pediu o maior sorvete que tinha no lugar, tirando o hambúrguer com fritas.
— Você é pai dela? — o menino perguntou pela decima vez a Joshua.
— Sou o pai dela. — ele sorriu, forçadamente. — Por quê?
— Por que ela é bonita e você é feio! — ele deu língua para Joshua e saiu correndo.
— Não dê ouvidos para ele gatinho. — Anabel disse no ouvido dele. — Está com ciúmes da gente. — piscou.
— Não se preocupe, eu não ligo pra essas besteiras de criança. — ele deu de ombros. — Mas poxa, bem que eu mereço um beijo não é?
— O que você acha? — ergueu a sobrancelha.
— Eu acho que sim. — sorriu e ela lhe beijou de leve, não foi um beijo escandaloso.
Alex via a cena e fez um biquinho de choro, não entendia nada, mas não estava gostando, depois de alguns segundos os olhando, ela começou a chorar. Eles separaram o beijo e a encararam.
— O que foi Alex? — ele perguntou confuso.
Ela estendeu os bracinhos e ele a pegou no colo, assim que ele a pegou ela parou de chorar e encarou a loira com um biquinho.
— Que gracinha. — a loira sorriu. — Você está com ciúmes do seu papai é? — apertou a mãozinha dela. — Ela é muito gostosa! — apertando a bochechinha de Alex.
Alguns minutos depois o garçom chega com os pedidos.
— Alex, fica no seu carrinho, porque eu preciso comer está bem? — Joshua a colocou outra vez no carrinho, ou melhor, tentou coloca-la.
— AAAA! — ela gritou e depois voltou a chorar.
— Alex. — ele disse choroso. — Eu estou com fome poxa. — encarou Bailey e viu que ele estava tendo que aturar o priminho encapetado das garotas. Certo, Bailey ainda estava pior que ele. — Olha aqui o seu pirulitinho, Alex! — pegou um pirulito e mostrou pra ela que olhou o doce com os olhinhos vermelhos. — Você quer?
Ela estendeu os bracinhos para pegar o pirulito. Joshua sorriu convencido e a colocou de volta no carrinho, ela estava tão hipnotizada pela cor chamativa do pirulito que nem ligou. Joshua abriu e deu a ela, que ficou quietinha.
— Prontinho. — ele disse sorrindo.
— EU QUERO CALDA DE MORANGO! — Dean berrou.
— Você disse que queria calda de chocolate, seu moleque bipolar! — Livia indagou, com raiva.
— MAS EU QUERO CALDA DE MORANGO TAMBÉM!
Joshua olhou Bailey disfarçadamente e ambos rolaram os olhos, aquele pirralho estava estragando tudo. Tinham vontade de jogá-lo no lixo para que a coleta o recolhesse e o levasse para bem longe dali. O garçom se aproximou com a calda de morango e despejou no sorvete dele, fazendo-o calar a boca por hora.
— E então? — Bailey retomou o assunto. — Vocês não são daqui, certo? — ele perguntou as duas.
— Não, só viemos para o casamento de uma das nossas primas, vai ser amanhã sabe? — ela sorriu. — Somos de Chicago.
— Interessante, eu já morei em Chicago quando tinha nove anos. — Joshua disse, tomando um gole do seu refrigerante. — Eu gostava de lá, mas minha mãe se separou do cara que ela namorava e tivemos que nos mudar. — rolou os olhos de leve.
— Chicago é bem acolhedora. — Lívia sorriu. — Escutem, o encontro de hoje não está indo tão bem como a gente esperava. — ela olhou disfarçadamente para Dean, que comia seu sorvete.
Joshua e Bailey concordaram com a cabeça. Aquele garotinho era terrivelmente chato. Tirando que estava atrapalhando todo o lance deles com aquelas gostosas.
— Pois é, e o que vocês sugerem? — ele sorriu, com a possibilidade de marcarem de novo mais tarde, de preferência em um motel.
— Bom, vocês podem ir ao casamento, o que acham? — Anabel sugeriu animada.
Os dois se entreolharam e sorriram falsamente. Casamento? Pensaram completamente broxados. Odiavam casamentos.
— E então? — Lívia falou, com um sorrisinho malicioso.
— E a sua família não vai achar r**m o fato de ter dois estranhos na festa? — Joshua indagou, querendo se livrar.
— Que nada, minha família não liga pra isso. — elas deram de ombros.
— Sabe o que é? — Joshua suspirou. — Temos um amigo e não seria legal deixar ele sozinho em casa e... — ela o interrompeu.
— Mas pode levar seu amigo também, temos muitos convites. — ela sorriu, lhe dando um selinho.
Joshua teve vontade de chorar, o que diabos iam fazer em um casamento? Se ali com apenas um primo encapetado já estava sendo um tormento, imagina com vários?
— Eu não sei. — Bailey disse, mas outra vez é interrompido.
— Ora gatinhos, não sejam malvados. — mordeu o lábio. — Sabe, lá na casa da minha avó, que é onde vai ser o casamento, tem uma casa de árvore enorme, com divisórias e tudo. — piscou para a prima. — Cada uma de nós tem um quarto. — ela passou a língua nos lábios.
— E nós podíamos levar os dois, ou melhor, os três para conhecê-la. — Anabel disse e Joshua abriu um sorrisão. — Sem ninguém, só nós. Posso chamar outra priminha para o seu amiguinho não ficar se sentindo só. — disse no ouvido dele e os dois se entreolharam satisfeitos. — E então?
— Bem... — Joshua disse já animado com a história do casamento. — Só precisamos do endereço! — encarando Bailey, todo alegre.
— Não tem noção de como gostamos de casamentos. — Bailey mentiu na cara de p*u. — Já fomos a uma porção não é Josh?
— Mas é claro. — ele sorriu, observando-a anotar o endereço em um guardanapo. — Mas de cem casamentos e sempre choramos na cerimonia. — enfatizou.
— Bem, vamos esperar vocês! — ela piscou.
— Podem esperar. — piscou e foram interrompidos por Dean.
— Eu quero um pirulito igual o dela. — apontando Alex, que estava tentando morder o pirulito, sem sucesso.
— Dean, já chega de pedir! Tenha modos! — Anabel repreendeu.
— Pois eu quero! — ele bateu o pé e foi até Alex, lhe tomando o pirulito. — AGORA É MEU! HAHAHA!
A pequena estendeu a mãozinha tentando pegar de volta, mas ele não devolveu, Alex abriu o berreiro e Josh bufou sem paciência, por que ele tomou o pirulito dela?
— Seu primo é louco? — ele grunhiu, pegando a pequena no colo, que chorava alto agora. — Está tudo bem, amorzinho. — ele disse olhando o moleque infeliz.
Quem ele pensava que era para fazer a criança chorar? Já tinha uns oito anos e parecia ter a mentalidade de uma criança de três. Pediu outro pirulito a garota do caixa e ela entregou.
— Olha aqui cachinhos. — ele disse abrindo o pirulito e lhe mostrando. — É seu! — ele sorriu vendo-a sorrir com os olhinhos molhados e pegar o pirulito. — Pronto meu amor, ninguém vai te tomar. — beijou a cabecinha dela e voltou para a mesa com ela no colo.
— Aff desculpa gato! — Anabel pediu completamente sem graça. — Eu acho melhor a gente ir, o Dean tá um saco hoje! — levantando. — Porém, estamos esperando vocês amanhã no casamento! — disse alegre.
— Não faltem hein? — Lívia piscou. — Ah e leva a sua filha, ela é linda demais!
— Mas... — ele perguntou confuso. Levar Alex?
— É para levar a sua filha! Não seja egoísta, se não leva-la vou ficar chateada. — Anabel disse, dando um beijo na bochechinha de Alex que estava toda preguenta devido ao pirulito. — Tchau gato, adorei te conhecer. — deu um beijo nele.
— Eu também. — ele sorriu de canto.
Lívia se despediu de Bailey e as duas foram embora, arrastando o pirralho pela orelha.
— Que coisa, para que elas querem que eu leve a Alex? — Joshua coçou a nuca.
— Por que estão apaixonadas pela sua "filhinha". — fez aspas com os dedos. — Cara elas acham mesmo que a Alex é sua. — riu.
— Ela é a minha cara, não acha? — riu com ironia. — Mas esse priminho dela é um caminhão carregado de bosta. Pense em um moleque insuportável. Viu o que ele fez com a Alex? — disse revoltado. — Ela estava quietinha com o pirulitinho dela cara. — disse observando a pequena. — Fiquei puto. — bebendo um gole de sua coca.
— Um i****a. Vai ficar virgem até os trinta. — Bailey disse, rogando a praga com convicção.
O celular de Joshua começou a tocar e o loiro atendeu.
— Alô!
— Onde diabos vocês estão? — ouviu a voz de Noah.
— Ah é você? — Joshua rolou os olhos. — Pensei que só voltaria a noite. — olhando as horas, ainda eram quatro da tarde.
— Não precisei ficar lá, era coisa rápida. Mas me responde logo onde vocês se meteram com a Alex?
— Estamos em uma lanchonete aqui perto daquele parque que trouxemos a Alex naquele dia. Nós fomos lá leva-la pra brincar. — explicou coçando a nuca.
— O que vocês andaram aprontando com essa menina, Joshua? — Noah perguntou, com certa curiosidade. Coisa boa não era. — Você levando a Alex ao parque só para vê-la brincar? — riu. — Não acredito mesmo.
— Tá bom, nós fomos dar uma paquerada nas mamães gostosas, o que tem demais? — rolou os olhos. — Vem pra cá, temos algo que te interessa. — ele sorriu.
— Conseguiram alguma mamãe peituda? — Noah perguntou pegando as chaves do carro.
— Vem logo! — gargalhou. — É a única lanchonete do quarteirão e tem um hambúrguer enorme na frente, não tem erro.
— Estou chegando. — ele desligou e saiu.
Meia hora depois Noah chega e pede um lanche enquanto Joshua lhe explicava toda a história com as garotas.
— Um casamento? — ele perguntou com careta, depois que Joshua terminou de contar. — Eu odeio casamentos. — bufou, com careta.
— É cara, mas elas disseram que vão nos mostrar uma casinha da árvore e eu acho que vai ter hein... — deu um sorrisinho safado.
— Eita p***a! — Noah riu. — E nós vamos?
— É claro que vamos. — Joshua disse. — O negócio é que elas querem que eu leve a Alex, não sei por que, ela se apaixonou pela Alex cara. — coçou a nuca.
— Mas não tem problema, a gente a leva. Não vamos fazer tudo de uma vez mesmo. — disse malicioso. — Podemos nos revezar para cuidar dela.
— Ótimo! — Bailey sorriu com malícia.