Cap15

2021 Words
Hans deixou Christoff dormindo e Eva ficou descansando, ele foi até a mansão Hoffman e durante o trajeto ele respirava aliviado ao saber que mesmo que tentassem incriminar os Golden, ele já tinham o álibi, ele pensava em Vans, ele ficaria aliviado também. Flashback da noite anterior "Hans encontrou um pequeno chalé, recém construído á alguns quilômetros da mansão, 10 minutos a pé, ele bateu na porta e logo uma senhora sorridente e um perfume delicioso de uma refeição o receberam, Hans tinha problemas sérios alimentares, se ele ousasse fazer uma refeição digna por dia era muito. -Boa noite, meu nome é...- antes dele terminar a Senhora o interrompeu -Hans Becker não? o detetive famoso, ou estou errada? -Eu não sei a parte do famoso, senhora Golden, mas sim, sou eu...- ela respirou fundo, deixou de sorrir por alguns segundos e voltou a sorrir -Imagino porque esteja aqui, entre, já ia servir o jantar, é bom termos visita de vez em quando...- Hans sem hesitar entrou e reparou no conforto da moradia- Joseph, venha querido, temos visita...- um senhor sorridente entra na sala e o cumprimenta  -Opa sinhô Hans, é uma honra conhece-lo, ouvimos muito falar de ocê....- seu jeito caipira de falar fez Hans sorrir -Espero que tenham sido coisas boas- ele tira o chapéu e se senta na mesa com Joseph- com licença... -Fique a vontade, qualquer fio do sinhô Vans é nosso fio também- Joseph comenta fazendo Hans refletir -Sabe senhor Hans, eu e meu marido perdemos tudo para coroa, há alguns anos, passávamos muita fome e necessidade, nossos dois filhos Peter e Romeo morreram na guerra...- seus olhos ficam tristes- eu e meu marido temos problemas de saúde e as coisas ficaram piores após a morte deles...- ela coloca um farto prato com legumes, frango e purê de batatas na frente de Hans, parecia delicioso e certamente estava- Fique a vontade...- ela sorri- Certo dia estávamos pedindo esmola na feira quando o carro caro do general passou por nós, vimos complacência em seu olhar, ele disse que teve um amigo que era mais irmão que amigo, eles brigaram e ele o rejeitou e morreu pobre deixando dois filhos a ver navios, ele nunca encontrou os filhos desse irmão e se culpava disso, então ajudava pessoas em nome desse amigo, ele nos deu essa casinha, senhor Hans..- ela admirava sua linda casinha- com escritura e tudo, é nossa, ninguém pode tirar de nós, nos deu um emprego que somos capazes de fazer e amamos cuidar de plantas...e hoje vivemos felizes, e vamos viver aqui até o final dos nossos dias -O general vinha aqui toda sexta a noite janta com nois, ele falava do sinhô....dizia que ocê era o filho que ele queria ter tido, era o único que o amava sem segundas intenções...- ele ficou triste ao lembrar do bom amigo- Nenhuma sexta é igual sem ele, sentimos muita a farta dele, seu Hans, muita farta.... -Deve estranhar o motivo de nem ter perguntado e a gente sair falando não é?- Hans concordou enquanto comia a deliciosa refeição de Carmem  -Vans nos falou um dia, que se ele viesse a faltar Joceline não deixaria faltar comida em nossa mesa e que se alguém quisesse nos fazer m*l você iria chegar antes, e que era para dizer tudo sobre nossa relação -Ele estava certo, Senhores, eu estou investigando a morte dele, e infelizmente alguém quer incriminar o senhor, Joseph, todos viram vocês indo embora 1 hora antes do jantar, o céu ainda estava claro, viram o Haron lhe entregando um envelope e viram vocês partindo, só que mais tarde Christine e outras pessoas viram o jardineiro mexendo no campo de não me esqueças do general, durante e depois do jantar, sendo que vocês já tinham ido embora.. -MEXERAM NO MEU CANTEIRO NOVO?- Joseph se alterou -E o que o Senhor quer que façamos? -Encontraram alguém depois que saíram de lá? qualquer pessoa -Fomos direto para a igreja do Padre Filipo, ficamos até a alta madrugada, jantamos com ele aqui depois...- Hans respirou -Fico feliz que tenham testemunhas, Vans gostava muito de vocês...- eles se entreolharam sorrindo -E ele de você, incrusive....- Joseph se levantou e foi até uma mesa que tinha uma gaveta e pegou um envelope- ele falô pra dá pra ocê isso, se algo acontecesse com ele...você era o único que ele confiava.- Hans pega o envelope e guarda em seu bolso -Muito obrigada Carmem, Joseph, não poderia ter tido um jantar tão saboroso quanto esse, foi um prazer conhece-los... -Volte mais vezes, Hans...nós ficaríamos muito felizes....- Hans não negou, como poderia negar um pedido tão nobre -Em breve voltarei, cuidem-se e sabem onde me encontrar...- ele entrou em seu carro e acenou em quanto ele se distanciava, ele abriu o envelope e tinha um pequeno cartão: "Não há homem que confiaria o meu maior bem se não a você, meu filho, não a tesouro maior em minha vida que a neta que meu filho amado me deixou, e agora a deixou com você, faça a feliz, como se fosse sua." Atenciosamente e com muita admiração de seu grande amigo General Vans Arthur Hoffman. -Ele me deixou como o tutor da Evangeline?- Hans ainda não acreditava e logo refletiu - Se Hans pressentiu a morte, logo deveria ter algum motivo, e se ele estivesse recebendo ameaças? ele deve ter deixado algo para mim em seu escritório....a mansão Hoffman é chave de tudo, e se ele soubesse algo de Edgar?- quando eu guardar novamente o cartão viu que havia uma pequena chave dentro dele- Vans, Vans o que você andou aprontando meu amigo?" Hans chegou na mansão Hoffman e foi recebido por Joceline -Sem a elite hoje, Joy ?- ela se manteve séria -Sem i********e, por favor, me acompanhe - eles foram até a entrada em silêncio- Catarina, David, Priscila e Jonas estão aqui, faça  que tem que fazer e vá...- ela não estava em um dia bom aparentemente -Gostaria de ir na Adega depois, com a sua permissão, Christoff analisou a cena e pediu para que eu desse uma olhada- Ela pensou e respirou fundo -Se é necessário, está bem -E outra coisa, estarei fora da cidade nos próximos dias, e Christoff e Ava ficaram na frente do caso até que eu volte, eles terão que inspecionar alguns cômodos em busca de pistas -Tem alguma informação que pode me dar? -Até poderia, mas prefiro manter a total descrição para não criar expectativa de algo que pode não estar confirmado, até a leitura do testamento o caso será exposto, fique tranquila -O testamento será lido daqui 15 dias, Becker, espero que encontre o assassino do meu pai e o faça pagar, mesmo que seja um de nós, quero justiça...- Hans concordou e foi direto para a sala  -Eu tenho um compromisso, então se puder...- David já começou atacando Hans que fez um sinal com a mão -Pode ir se quiser, você não é meu foco hoje, se precisar de algo pode ir.- David se esquivou e sua cara de decepção ao ser despachado e ignorado por seu rival foi consideravelmente humilhante, ele se virou e saiu bufando- Jonas e Catarina espere-me aqui, Priscila se puder me acompanhar ao escritório...- Priscila se levanta com movimentos ridiculamente treinados, ela parecia um robô,  estava com os cabelos presos num coque e com o a cintura tão apertada que Hans não sabia ao certo que ela estava realmente respirando enquanto andava Ela foi na frente e quando Hans fechou a porta ela fala -Olhe aqui Hansal, se tentar qualquer tipo de baixaria, eu juro que grito e meu marido te mata...- ela fala como se lesse em um papel -Gracinha? Que tipo de homem acha que eu sou Priscila?- Hans tentou não rir, só de imaginar que ela achava que ele poderia ter algum tipo de interesse nela lhe causava náuseas -Tem muitos boatos e fofocas sobre você, o mais paquerador da cidade, mas me diga Hans não tem interesse em ninguém?- ela cruza as pernas -Quem faz as perguntas aqui ou eu, Priscila, e não quero estender muito, me diga, o que fez depois que o jantar naquela noite acabou -Nunca se apaixonou Hans?- ela olhava para ele com um olhar intrigante, ela queria despistar Hans, isso era nítido -E você Priscila? nunca se apaixonou? Quer dizer antes do seu pai vender você para o Haron?- ela o olhou incrédula- O que? acha que eu não sei do passado do seu marido?- ela olhou para o chão e piscou algumas vezes -Nem eu sei, eu e Haron somos só...- ela ia falar algo mas pensou, era visível que ela queria chorar e contar tudo - Já tivemos dias melhores... -Teve mesmo? Já que é o seu terceiro casamento....- Priscila arregalou os olhos -Ele me disse que.... -Vou te contar a história trágica de Emily e Clarice, seu marido se apaixonou por Emily e Clarice, elas eram irmãs, e ele namorou por muito tempo as duas em segredo, elas mesmo não sabiam. Mas Haron amava mais Emily, e a pediu em casamento, a forçou a pedir a herança ao pai, ainda com ele em vida e o pai lhe deu. Ele estava brigado com a família, então gastou todo dinheiro dela, e quando o dinheiro acabou...bom o amor foi junto, maltratou, pisou, e destruiu a vida de Emily e ele continuava tendo um caso com a irmã, resultado Clarice matou Emily e se casou com Haron, Haron a convenceu de fazer o mesmo e pediu sua parte na Herança, e a história se repediu, só que Clarice morreu misteriosamente, só encontraram a cabeça dela no lago. Logo depois ele se casou com você, quero dizer 5 anos depois, quando voltou para as barbas do general e tentou cultivar uma boa imagem. Ele nunca tinha te contado? Sinto muito, imagino que sua família não tenha permitido o casamento com comunhão de bens certo?- Priscila parecia estar apavorada e nem respondeu- O que aconteceu naquela noite depois do jantar? -Eu fui para o meu quarto, fiquei vendo Haron pela janela conversando com um rapaz, nunca tinha o visto, logo depois eu o vi sumindo na escuridão, ele me falou pra dizer que estava comigo, então ele estava comigo... -Se você não disser o que ele quer...o que acontece?- seus olhos ainda fixos no chão ficam cheio d'água -ele mandou eu seduzi-lo...e se eu não obedecer...- ela passa as mãos em suas pernas e treme um pouco -Ele abusa de você, ´Priscila?- Hans se agacha preocupado e ela concorda nervosa- ele bate em você...- ela não conseguia responder, aquela aparência dura e fria que ela expressava se desfez e Hans conseguiu ver uma mulher sozinha e apavorada -Me ajuda por favor....- ela sussurra- Eu não posso falar mais, ele pode...- ela fica inquieta -Priscila eu não posso afasta-lo de você sem um motivo, eu preciso que me diga algo...- ela pensou -Eu não posso sair daqui sem ter conseguido algo em troca, Hans....- ela tremia -Um acordo, você diz para ele que eu a correspondi e que manteremos contato, teremos mais dois encontros fora daqui, no primeiro você me fala algo que eu posso usar para liberta-la, e no segundo algo que satisfaça seu marido, e não se preocupe comigo, tudo está conforme o plano.... -Ele vai gostar de saber que seu plano deu certo, farei de tudo para sumir daqui, eu não aguento mais....- seus olhos estavam fundos e de repente ela conseguiu expressar cansaço no olhar -Priscila me responda, Haron que matou Edgar?- ela se levantou rapidamente e limpa as lágrimas -Foi um prazer ajuda-lo, senhor Hans, acho que "Todos"- ela enfatizou- estão envolvidos nesse caso e acredito que vão fazer de tudo para saber quem matou o pai deles...- Hans a olhou confuso e ela fez uma pequena seta com o indicador mostrando que havia um olhar enfurecido os encarando, Haron havia chegado e os observava, ele beijou sua mão e ela sorriu  -Muito obrigada pela cooperação, Priscila...- ela sai e Hans anda de um lado para o outro pensando em suas palavras "Todos estão envolvidos...todos?"- TODOS? Foi um complô?
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