Cap17

1775 Words
-Assim que Hans voltou a se sentar após sua conversa com Priscila, ele estava atordoado, e se tudo aquilo tivesse sido uma atuação? Muito boa por sinal, mas acredito que sendo atuação ou não, Priscila não suportava mais viver com Haron, e ele não tinha nada a perder, se ela lhe desse alguma informação seria lucro e ele conseguiria usa-la para atingir seu objetivo. Catarina entrou sem bater e ficou em sua frente, Hans viu a semelhança com sua mãe, ele se lembrava muito de Antonella, ela era mestiça encantadora, olhos esmeralda e pele rosada, cabelos longos e escuros. -Você é bem parecida com sua mãe....- ela abaixou a guarda, ele sabia que ela não iria servir para muita coisa, Vans lhe dizia que ela só prestava atenção em coisas que lhe davam eram convenientes  -Você conheceu minha mãe?- Pobre menina, acreditava que sua mãe havia morrido, m*l sabia da verdadeira história.... Quando Charles ainda havia cabelo e era magro, apesar de ter pouca altura era muito disputado, ele se apaixonou apenas por uma mulher em sua vida, Antonella Cameron, ela era uma prostituta, ela fingiu não ser por muito tempo, quando Haron descobriu contou tudo a Charles e ele estava disposto a se casar com ela, mas o que realmente aconteceu era que ela via Charles como seu bichinho de estimação, ela não queria sair daquela vida, ela era a mais bonita e mais procurada mulher do bordel, Charles insistiu que ela só ficasse com ele, durante dois meses ele pagou altas quantias para que ela não se envolvesse com mais nenhum homem sem ser ele, ela aceitou...mas não parou de ver outros homens. Charles estava cego de amor por ela, até que ela revelou a gravidez, ele estava radiante, ela teve o melhor durante a gestação, mas assim que pariu, deixou a menina com uma carta "Sinto muito queridinho, mas não nasci para ser mãe e esposa, queira entender, obrigada pelo dinheiro, será de bom uso. Cuide da menina.". Ela sumiu, evaporou, e nunca foi vista, para que a menina não soubesse da rejeição inventou essa mentira que ela é filha de uma marquesa sla. -De longe, enfim Catarina, me diga o que se lembra daquela noite?- Enfim foi o que Hans suspeitava, ela falou o básico, todos estavam na mesa, disse a direção que cada um foi e ela foi até a sala ler revistas e depois seu pai se juntou a ela- Você viu seu tio Haron no jardim?- ela pensou -Sim, ele estava conversando com Sebastian...- ela sorriu e olhou para a janela, ela nem se deu conta no que disse -Catarina?- Ela voltou a si -O que eu falei?- Hans viu uma pista -Nada, só disse que viu seu tio conversando com Jonas certo?- ela pensou e sorriu aliviada -Isso...isso, precisa mais de algo? -Não, não, qualquer coisa eu te chamo, obrigada, mande Jonas entrar por favor... ela não sabia quem era sua mãe, mas o sangue batia forte, haviam boatos de que Catarina seguia os passos da mãe nas sombras.  -Ah Catarina precisarei saber mais sobre você...- ele pensava e Jonas entrou -Olá senhor Becker como vai? -Vou bem Jonas, sente-se- Ele se sentou -Me diga então... o que aconteceu naquela noite?- Jonas fez algo parecido com Catarina, como um roteiro lido descaradamente -Fui com meu tio Haron até o jardim e ficamos lá por alguns minutos até que ele saiu e eu entrei...foi isso- Hans se levantou -Diga-me Jonas, não tem medo de mentir para um oficial?- Hans viu Jonas engolindo seco -Mas eu não menti...- Hans virou sua cadeira com tudo e os dois ficaram frente a frente -Você não foi para o jardim direto, foi estava com Evangeline no quarto dela, depois que seu avô a deixou lá, vai negar? tenho testemunhas de que isso aconteceu, eu quero saber a verdade- Jonas fechou o rosto e olhou para o chão -A verdade Senhor Hans é que eu e Evangeline....- Hans não podia acreditar no que ele estava fazendo- estávamos vivendo um romance, conversamos um pouco como seria nossa vida se um dia nos cassássemos, filhos, uma casa no campo, eu a beijei e...meu tio Haron viu, eu sai correndo para tentar explicar a situação...foi isso -Ah então você e a Evangeline estão tendo um casinho? Entendo...mas se ela não fosse dona de quase metade da herança do seu avô, você também gostaria dela né?- O semblante de Jonas mudou -Ouça Hansal, eu amo Evangeline, mesmo que pareça uma loucura, é reciproco e mesmo que ela não tivesse nada eu ainda iria querer me casar com ela, aliais...- Hans o interrompe -Primeiro garoto, não te dei autonomia de me chamar pelo meu primeiro nome, segundo eu sei de tudo, não adianta mentir, ou fugir, um leve gaguejo, uma tremedeira na ponta do dedo, um olha, uma gota de suor, eu sei exatamente o que significa, e você pode ama-la mesmo, mas ela continua desaparecida e tenho a leve sensação que você sabe onde ela está, não sabe?- ele o olhou assustado- Tem segredos em seus olhos e eu amo segredos, tome cuidado Jonas, que isso pode levar a você á ruína ...- ele se afasta- Obrigada pela sua cooperação, tenha um bom dia.- Jonas se levantou e foi até a porta, mas assim que pegou a maçaneta parou e olhou para Hans -Pode até achar que sabe de tudo, pode me achar igual a minha família, mas eu nunca machucaria ela, e mesmo que não acredite, ela é o único motivo pelo qual eu permaneço aqui, eu quero tira-la daqui, pensa que eu não sei que meu avô lhe fez prometer coisas a ele? Pois bem, eu também fiz algumas promessas, e mesmo que eu morra, eu quero ver Evangeline, segura e bem....Longe daqui. é um fardo imenso ter o sobrenome Hoffman e você nunca entenderá, eu não sou como os demais. Creio eu que se equivocou sobre mim, senhor Becker- Hans ficou imóvel com as mãos entrelaçadas na frente de seu rosto -Não Jonas, tudo está conforme o imaginado...- ele se levanta e coloca o chapéu - Vou até a Adega, buscar algumas evidencias breves, em 15 minutos irei me retirar -Quer que eu o acompanhe? -Não, eu sei o caminho- ele saiu da presença de Jonas, e ele ficou pensando se seus argumentos foram bons o bastante para fazer Hans retira-lo da lista de suspeitos. Hans olhou para os lados para ver se não estava sendo seguido e entrou na adega, ele observou e tudo e aparentemente Christoff e Ava não haviam deixado nada despercebido, Hans passou por entre a cena sem encostar em nada, ele parou de frente com a estante de livros de Vans e fechou os olhos tentando se lembrar de alguma pista que seu amado amigo poderia ter lhe dado. Entre tantos pensamentos e conversas expostas na i********e deles, Hans só se lembrou de uma frase que nunca entendeu de Vans... "-Sonhar o sonho impossível, Sofrer a angústia implacável, Pisar onde os bravos não ousam, Reparar o m*l irreparável, Amar um amor casto à distância, Enfrentar o inimigo invencível, Tentar quando as forças se esvaem, Alcançar a estrela inatingível: Essa é a minha busca. - ele repetia -De que livro é este poema? -Um livro sobre um homem que se parecia com você sabia? -Acredito que seja um homem extraordinário, então?- Vans riu -Louco é a palavra- ele olhou com carinho para Hans- Lembre-se sempre dessa conversa, acredito que um dia, o ajudará quando precisar de mim -Não ouse morrer Vans Arthur Hoffman, ou eu terei que mata-lo- Vans se inclinou para trás e riu até tossir -Não sou eterno, Hansal -Eu não tive muitos amigos na vida, e ainda tenho muito o que aprender, então não ouse. - Porque teme a minha morte? Afinal não é a sua de que estamos falando. -Não sou tão egoísta assim, Hoffman -O medo é que faz que não vejas, nem ouças porque um dos efeitos do medo é turvar os sentidos, e fazer que pareçam as coisas outras do que são! -Eu preciso saber que livro é esse para compreender o sentido de suas palavras. -Um dia você saberá..." -Velho caduco, que livro é esse?- Hans pensava -Pensei que já tinha ido embora....- Joceline aparece de repente -Olá Joceline, já estava indo- ele volta a olhar para estante  -O que procura?- ele olha para ela -Eu sei que parece insignificante, mas...eu tinha grande afeição por seu pai, e queria ficar com algo de lembrança...- ela sorriu triste -O que gostaria de ficar? Eu sei de sua amizade, acho justo que pegue algo -Eu queria um livro.. -Não vejo motivo de negar seu pedido, só escolher... -Mas eu queria um especifico, ele recitava sempre um, mas ele nunca me disse o nome, tem algum livro que ele era muito chegado?- Joceline pensou -Seus favoritos estão em seu quarto, venha comigo...- Joceline levou Hans até o quarto do pai, ele era gigante, dava quase dois apartamentos de Hans, ele era digno de um rei, Joceline o levou em uma pequena mesa onde ainda havia um xícara suja de café, ninguém tinha tirado nada da li desde o terrível dia- Esses eram os livros que sempre estavam com ele, espero que encontre o que deseja -Vou procurar, em 10 minutos eu vou embora- ela concorda e antes de sair da uma última olhada no quarto do pai com pesar, assim que ela saiu ele começou a folhear os livros descontroladamente -Vai Vans, me da uma ajuda parceiro...- Assim que ele olha para lareira ele observa uma coleção de versões de um livro em cima da lareira.- ele se aproxima para ler mais perto - Dom Quixote....-ele pega um livro aleatório e assim que pega uma folha cai  "Hans, em baixo do meu colchão. Aqui na lareira, queime todas as folhas iguais essa dentro deles, não sabia qual você iria pegar, então...Corra." -Ah seu velho maluco...- Hans com rapidez queimou as 10 folhas dentro dos livros e colocou tudo em seu devido lugar, foi até a cama e encontrou uma versão de Dom Quixote toda riscada- ele sorriu- Ela era maior que todas, parecia uma bíblia de tão grossa, mas assim que ele abriu havia outro bilhete "A caixa em baixo da mesinha."- ele se agachou e encontrou uma pequena caixa que tinha um cadeado -Você é mais inteligente do que eu imaginava...- ele pegou a caixa e enfiou em seu bolso interno de seus casaco de plumas, o casaco era tão grande que ninguém perceberia que havia uma caixa ali, ele pegou o livro e sorriu  -Encontrou o que procurava? -Sim, Joceline...eu encontrei....- ele sorriu 
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