Eu continuei fuzilando a cara falsificada dela, deixando o silêncio pesar no QG até o oxigênio da sala blindada ficar escasso, pesado de tanta neurose. A mente do matador aqui gira rápido, processando o cenário em milésimos de segundo. O tabuleiro tava desenhado na minha frente com requintes de crueldade pura. Essa víbora de luxo veio pra ser o veneno no meu copo d'água, achando que ia se infiltrar de fininho no meu castelo, usando a cara da minha mulher como escudo, pra destruir o meu império de dentro pra fora. Mas a desgraçada esqueceu o detalhe principal: quem dita as regras, quem dá as cartas e quem assina a sentença de morte no meu quintal, sou eu. E o meu proceder é na base da brutalidade. Desviei o olhar da patricinha ensaiada e virei o rosto pro meu braço direito, que continuava

