Capitulo 37

1464 Words

O silêncio estalado no corredor principal da Fortaleza cortava o ar como o cano de uma arma recém-engatilhada. Eu já tava girando o calcanhar da bota militar de sola pesada pra cruzar a porta do quarto e começar a botar o morro pra girar, mandando a tropa inteira se mexer, quando senti os dedos finos da Sara apertarem o meu pulso com força. A mão dela era pequena, não tinha um décimo da força da minha carcaça de gorila, mas o toque daquela guria tem o poder magnético de parar um trator desgovernado a toda velocidade. Parei no ato, o músculo das costas retesando debaixo da pele, e olhei por cima do ombro. A Sara tava de pé, o edredom escuro enrolado desajeitado no corpo pálido, os olhos azuis brilhando com aquela teimosia infernal que ao mesmo tempo me enlouquece e me fascina na mesma prop

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD