Capítulo 11 — O Passo Sem Volta

1086 Words
Vittorio saiu de casa dominado por um ódio silencioso. Não era grito. Não era descontrole. Era a frieza de um homem que já tinha decidido o fim de alguém. Ligou para o soldado em quem mais confiava. — Luca. Agora. O nome bastou. Quando Luca entrou no carro e viu o rosto dele, não fez perguntas. Só dirigiu. A aliança entre as famílias acabaria naquela noite. E Vittorio aceitou isso sem hesitar. Chegaram até Eduardo rápido demais. O homem ainda teve tempo de sorrir, achando que era um visita comum. O sorriso morreu quando viu a arma. Não o matariam ali. Nem na frente da esposa dele. Nem na frente da casa. Levaram-no para o lugar afastado onde assuntos daquele tipo eram resolvidos. Sem testemunhas. Sem retorno. Eduardo foi jogado de joelhos no chão. Vittorio se aproximou devagar. — Eduardo… — a voz saiu baixa, rouca, carregada de ódio. — Eu espero que tenha tido uma boa noite. Porque hoje você vai pagar pelo que disse à minha mulher. Eduardo riu, nervoso. — Vamos resolver isso como homens. Não vai ser uma mulherzinha que vai acabar com nossa aliança, vai? A palavra ecoou. Mulherzinha. O primeiro soco veio tão forte que o som seco cortou o ar. Eduardo caiu para o lado, cuspindo sangue. — Eu devia ter arrancado sua língua quando tive a chance — Vittorio disse, antes de acertar outro soco no nariz. O sangue desceu. Eduardo riu com sarcasmo. A luta virou corpo contra corpo. Desespero contra fúria. Eduardo tentou reagir, mas estava lutando contra algo maior do que força. Estava lutando contra um homem defendendo a honra da esposa. Quando caiu no chão, derrotado, ofegante, o medo finalmente apareceu. Vittorio e Luca puxaram a arma. Eduardo tentou argumentar - Meu pai vai atrás de você... - disse desesperado. - Seu pai é tão correto quanto eu, sabe como funciona uma cobrança de honra! Não hesitaram, Descarregaram os pentes nele. Os tiros quebraram o silêncio da noite. Fim. Luca foi quem segurou o braço dele depois, garantindo que Vittorio entrasse no carro antes que a raiva pedisse mais sangue. Levou-o para casa pessoalmente. Queria ter certeza de que ninguém mais morreria naquela noite. As luzes estavam acesas. Siena esperava acordada. Quando viu o sangue na roupa dele, correu. — Vittorio! As mãos tremiam no rosto dele. — Você se machucou? — Parte desse sangue não é meu. O alívio veio junto com a compreensão. Ela soube. E mesmo assim não recuou. Ele segurou o rosto dela. — Eu honrei você. — a voz dele era baixa, intensa. — Eu faria de novo mil vezes. Porque eu sou apaixonado por você. Apaixonado. A palavra atravessou Siena inteira. — Vou tomar um banho. E depois vamos pra cama, preciso esfriar a cabeça. Ele subiu para o banho. E ela ficou parada. O coração batendo tão forte que doía. Apaixonado. Não era desejo. Não era posse. Era amor. E naquele momento ela decidiu. Eles mereciam mais. Ele merecia mais. Ela merecia vencer o medo. Subiu. Entrou no banheiro sem pensar duas vezes. O vapor quente envolvia o corpo de Vittorio sob a água. As costas largas tensas, como se ainda carregasse a violência da noite. Siena tirou a roupa. Entrou no box. E o abraçou por trás. O corpo dele reagiu instantaneamente. Ela sentiu. Rígido. Pesado. Grande. Inconfundível contra a pele dela. Ele virou devagar, os olhos escurecendo ao entender o que aquilo significava. — Siena… O beijo veio faminto. As mãos dele seguraram o rosto dela com necessidade. — Eu preciso demais de você… — ele murmurou contra a boca dela. — Você não faz ideia do quanto, me deixa te provar. O corpo dela tremeu, mas não recuou. — Confia em mim? — ele perguntou, a testa encostada na dela. O coração dela batia tão alto que parecia ecoar no banheiro. — Se eu pedir pra parar… você para? — Eu paro — ele respondeu sem hesitar. — Sempre. Ela assentiu. E foi a entrega mais corajosa que já fez. Então ele a beijo, o beijo mais feroz que ja tinha dado, um beijo que sentia medo de perde-la e nunca ter a confiança dela. Sua mão foram do rosto descendo até o seu s3io, segurando-os com muito vontade, eles eram pequenos, mas eram perfeitos, cabiam perfeitamente em sua boca. Ele os sugou, chupou os seus mamil@s que estavam duros de prazer, e os colocou na boca, como quem esperou anos por isso, e ele de fato esperou Siena soltou um gemido tímido, mas o prazer estava tanto que não conseguiria se conter por tanto tempo. Quando Vittorio ajoelhou diante dela, não havia pressa. Havia reverência, como quem se ajoelha para sua rainha Os lábios dele percorreram a pele dela devagar, como se estivesse aprendendo cada reação. Siena se agarrou nos ombros dele, surpresa com a intensidade do que sentia. Quando sua lingua encontrou seu clitór!s, ela delirou, nunca tinha sentido nada parecido, a sensação de prazer esta consumindo ela... Ela estava sem saber onde se segurar, e agarrou seus cabelos, o puxando cada vez mais perto dela. Ele a chupava e a cada gemido de prazer, ele se sentia mais satisfeito, seu piccina, era maravilhosa, o gosto dela, o cheiro, o toque, tudo o que havia nela, o deixava com mais vontade de possui-la, mas ele sabia que aquele dia não pode, não ainda. Quando um de seus dedos estavam na sua entrada, e sua lingua brincando com o seu clitór!s, o prazer veio em ondas. Crescente. Quente. Inevitável. O nome dele escapou da boca dela como um pedido e uma confissão ao mesmo tempo. E ele não parou. Fez questão de sentir cada movimento dela, e de limpa-la com a lingua, tinha esperado tempo demais para deixar qualquer sensação passar. Segurou-a firme quando as pernas cederam, sustentando o corpo dela enquanto a água continuava caindo quente. Segurou seu rosto, e deu um beijo tão apaixonado quanto das outras vezes, ele sabia, ele estava ganhando ela aos poucos. Depois não houve pressa. Ele a lavou com cuidado. As mãos agora suaves. Carinhosas. Como se quisesse apagar qualquer traço de medo que ainda existisse. Beijou o ombro. O pescoço. A testa. Depois a carregou até a cama, queria que ela se sentisse uma deusa, como ela a via Na cama, a deitou nua contra o peito dele. E a abraçou. Não para possuir. Para proteger. Siena adormeceu sentindo algo novo. Não era só desejo. Era confiança. E aquilo… era o começo de tudo.
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