Capítulo 14 — O que o silêncio constrói

1163 Words
A volta para casa foi silenciosa. Siena manteve o olhar na janela o trajeto inteiro. A cidade passando rápida, cinza, distante. No banco da frente, Luca e Beatrice conversavam baixo. Vittorio estava ao lado dela, a perna encostada na sua, o calor conhecido… e ainda assim parecia haver um oceano entre eles. Ele sentia. Cada segundo. Mas não podia perguntar. Não ali. Quando o carro parou na casa, Siena saiu antes que ele abrisse a porta. Subiu as escadas quase correndo. Vittorio ficou parado por meio segundo, observando as costas dela desaparecerem. Algo estava errado. E ele não fazia ideia do quê. Ela fingiu dormir. Quando ele entrou no quarto, a respiração dela já estava ritmada demais. Vittorio ficou parado na porta, olhando. O instinto dizia para puxá-la, obrigá-la a falar. Mas ele só suspirou, tirou o paletó… e deitou ao lado. Sem tocar. O espaço entre eles naquela noite parecia uma sentença. ⸻ Os dias viraram semanas. As semanas viraram meses. E o silêncio virou rotina. Siena continuava educada. Gentil. Presente. Mas não era inteira. Ela sorria, mas não se jogava mais nos abraços. Não beijava mais. Dormia virada para o outro lado. Vittorio tentou. Perguntou. Provocou. Insistiu. — O que foi? — Nada. Sempre nada. O “nada” virou a coisa mais pesada dentro da casa. Oito meses. Oito meses sentindo a própria mulher escapar por entre os dedos sem entender o motivo. Até a noite em que ele quebrou. A discussão começou pequena. Um comentário atravessado. Um olhar que ela desviou. Outro “nada”. E algo dentro dele estourou. — Chega, Siena. A voz foi alta. Foi pior. Foi cansada. Ela congelou. — Eu não sei o que eu fiz — ele continuou — mas você está me punindo há meses. E eu estou cansado de viver dentro de um erro que eu não conheço. O silêncio dela foi a resposta. E aquilo doeu mais que qualquer grito. — Olha pra mim — ele pediu. Ela não conseguiu. As lágrimas vieram antes. — Foi em Londres — ela sussurrou. O peito dele travou. — O que foi em Londres? Siena respirou fundo. As palavras saíam quebradas. — A mulher… no banheiro… Clara. O nome não significou nada para ele. — Quem? — Uma mulher que disse que foi sua… que você sempre volta… que eu era só uma fase… A voz morreu. A vergonha ficou. Vittorio ficou parado. Imóvel. Processando. E então ele riu. Não de deboche. De incredulidade. — Você está longe… há oito meses… por causa disso? Siena recuou como se tivesse levado um t**a. — Não ria de mim! — Eu não estou rindo de você — ele respondeu rápido — estou rindo da situação. Porque você acha que uma mulher do meu passado tem mais peso do que a minha palavra? Ela tremeu. — Eu achei que… você ia cansar de esperar. O rosto dele mudou. Raiva, não dela. Da ideia. — Desde o dia em que eu soube que ia casar com você — ele disse, cada palavra medida — eu não toquei em mais ninguém. O quarto ficou silencioso. — Nem antes do casamento — ele continuou — nem depois. Ela levantou os olhos devagar. — Eu deixei você fugir — ele murmurou — porque queria te conhecer sem me aproximar. Eu te observei por anos. Cada riso. Cada medo. Cada mania. Foi assim que eu me apaixonei. A respiração dela falhou. — Você acha que eu esperei tudo isso… pra te trocar por uma mulher que já nem me lembrava o nome? Eu te escolhi Siena, você é minha, mas eu também sou seu. — Eu te amo, Siena. Simples. Cru. Irrevogável. Ela atravessou o espaço entre eles sem pensar. As mãos agarraram a camisa dele. — Eu te amo também… A confissão saiu como um desmoronamento. O abraço que veio depois não era delicado. Era necessidade. Era retorno. Meses de distância queimando de uma vez. Vittorio segurou o rosto dela, a testa colada na dela. — Nunca duvide disso de novo. Ela assentiu, chorando, rindo, respirando ele como se tivesse voltado pra casa depois de uma guerra. O beijo começou tremido. Virou urgente. E o mundo desapareceu no instante seguinte. — Siena... murmurou. — Eu preciso de você, me deixa te provar de novo. Siena não se afastou, também precisava dele. Aquilo era a confirmação que ele precisava Ele estava devorando ela com os beijos, mas não eram suficientes. Os beijos foram descendo pelo pescoço, ele estava embriagado por ela, aquele cheiro o fazia delirar. Ele a deitou ali no chão do quarto mesmo, sabia que ela relaxava mais fora da cama. Sua boca do pescoço foi direto para seu c**t@ris. E o gemido veio, guardado a meses, esperando ser tocada por ele. A sua lingua percorria por toda sua i********e, ela não conseguia nem respirar de tanta intensidade. Ele chupava e lambia, brincava com o dedo em c**t@ris, ela estava no ápice, e gritou seu nome, como nunca havia gritado antes. Mas dessa vez não iria parar nela, ele estava a meses esperando por ela, era sua vez de se satisfazer. — Siena, meu amor — disse com voz tomada pela desejo. — Vamos fazer uma coisa diferente hoje, se não gostar pode me dizer. Siena estava tomada pelo prazer, pela saudade e vontade de ser dele. Ele a colocou de joelhos na sua frente, era a vez dela de reverencia-lo. — Minha piccina, me chupa — pediu sem delicadeza. O seu m****o era tão grande, rígido, e duro, Siena não sabia como fazer, e como agrada-lo — Você precisa me dizer o que fazer — disse num tom de voz baixo, um pouco envergonhada. — Abra a boca minha piccina, coloque o aguentar dentro, chupe o quanto der, só não use os dentes, você pode fazer o que quiser! Então Siena obedeceu, abriu sua boca pequena, e colocou seu m****o em sua boca, não cabia tanto, mas ela queria agrada-lo. Passou a lingua pela extensão de seu m****o, e ali ele perdeu o controle, segurou os seus cabelo sem delicadeza. Facilitando o movimento de vai e vem, quando ela pegou o ritmo, ele relaxou e gemeu, um uivo que estava esperando pra sair a meses, ali ela soube que estava certa, e não parou de c****r, e chupava a cada minuto com mais vontade de fazer ele chegar no ápice também. E quando ele ia g@z@ar. — Pequena, precisar me deixar sair da sua boca — ele estava completamente tomado pelo prazer. Ela feliz em ve-lo delirando ignorou, e continuou, a lingua enrolava em meu m****o, o deixando complemente babado. — Pequena, eu não vou aguent... Ele explodiu na boca dela, involuntariamente, a sensação de prazer nunca sentida antes, ele estava completamente entregue a ela. Siena sem que ele pedisse, engoliu, ele delirou mais uma vez, e a beijou, o gosto deles se fundiram em um só. Mais um passo dado, mais um laço de confiança construído.
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