A volta para casa foi silenciosa.
Siena manteve o olhar na janela o trajeto inteiro. A cidade passando rápida, cinza, distante. No banco da frente, Luca e Beatrice conversavam baixo. Vittorio estava ao lado dela, a perna encostada na sua, o calor conhecido… e ainda assim parecia haver um oceano entre eles.
Ele sentia.
Cada segundo.
Mas não podia perguntar.
Não ali.
Quando o carro parou na casa, Siena saiu antes que ele abrisse a porta. Subiu as escadas quase correndo. Vittorio ficou parado por meio segundo, observando as costas dela desaparecerem.
Algo estava errado.
E ele não fazia ideia do quê.
Ela fingiu dormir.
Quando ele entrou no quarto, a respiração dela já estava ritmada demais. Vittorio ficou parado na porta, olhando. O instinto dizia para puxá-la, obrigá-la a falar. Mas ele só suspirou, tirou o paletó… e deitou ao lado.
Sem tocar.
O espaço entre eles naquela noite parecia uma sentença.
⸻
Os dias viraram semanas.
As semanas viraram meses.
E o silêncio virou rotina.
Siena continuava educada.
Gentil.
Presente.
Mas não era inteira.
Ela sorria, mas não se jogava mais nos abraços.
Não beijava mais.
Dormia virada para o outro lado.
Vittorio tentou.
Perguntou.
Provocou.
Insistiu.
— O que foi?
— Nada.
Sempre nada.
O “nada” virou a coisa mais pesada dentro da casa.
Oito meses.
Oito meses sentindo a própria mulher escapar por entre os dedos sem entender o motivo.
Até a noite em que ele quebrou.
A discussão começou pequena.
Um comentário atravessado.
Um olhar que ela desviou.
Outro “nada”.
E algo dentro dele estourou.
— Chega, Siena. A voz foi alta.
Foi pior.
Foi cansada.
Ela congelou.
— Eu não sei o que eu fiz — ele continuou — mas você está me punindo há meses. E eu estou cansado de viver dentro de um erro que eu não conheço.
O silêncio dela foi a resposta.
E aquilo doeu mais que qualquer grito.
— Olha pra mim — ele pediu.
Ela não conseguiu.
As lágrimas vieram antes.
— Foi em Londres — ela sussurrou.
O peito dele travou.
— O que foi em Londres?
Siena respirou fundo. As palavras saíam quebradas.
— A mulher… no banheiro… Clara.
O nome não significou nada para ele.
— Quem?
— Uma mulher que disse que foi sua… que você sempre volta… que eu era só uma fase…
A voz morreu.
A vergonha ficou.
Vittorio ficou parado.
Imóvel.
Processando.
E então ele riu.
Não de deboche.
De incredulidade.
— Você está longe… há oito meses… por causa disso?
Siena recuou como se tivesse levado um t**a.
— Não ria de mim!
— Eu não estou rindo de você — ele respondeu rápido — estou rindo da situação. Porque você acha que uma mulher do meu passado tem mais peso do que a minha palavra?
Ela tremeu.
— Eu achei que… você ia cansar de esperar.
O rosto dele mudou.
Raiva, não dela.
Da ideia.
— Desde o dia em que eu soube que ia casar com você — ele disse, cada palavra medida — eu não toquei em mais ninguém.
O quarto ficou silencioso.
— Nem antes do casamento — ele continuou — nem depois.
Ela levantou os olhos devagar.
— Eu deixei você fugir — ele murmurou — porque queria te conhecer sem me aproximar. Eu te observei por anos. Cada riso. Cada medo. Cada mania. Foi assim que eu me apaixonei.
A respiração dela falhou.
— Você acha que eu esperei tudo isso… pra te trocar por uma mulher que já nem me lembrava o nome? Eu te escolhi Siena, você é minha, mas eu também sou seu.
— Eu te amo, Siena.
Simples.
Cru.
Irrevogável.
Ela atravessou o espaço entre eles sem pensar. As mãos agarraram a camisa dele.
— Eu te amo também…
A confissão saiu como um desmoronamento.
O abraço que veio depois não era delicado.
Era necessidade.
Era retorno.
Meses de distância queimando de uma vez.
Vittorio segurou o rosto dela, a testa colada na dela.
— Nunca duvide disso de novo.
Ela assentiu, chorando, rindo, respirando ele como se tivesse voltado pra casa depois de uma guerra.
O beijo começou tremido.
Virou urgente.
E o mundo desapareceu no instante seguinte.
— Siena... murmurou. — Eu preciso de você, me deixa te provar de novo.
Siena não se afastou, também precisava dele. Aquilo era a confirmação que ele precisava
Ele estava devorando ela com os beijos, mas não eram suficientes.
Os beijos foram descendo pelo pescoço, ele estava embriagado por ela, aquele cheiro o fazia delirar.
Ele a deitou ali no chão do quarto mesmo, sabia que ela relaxava mais fora da cama.
Sua boca do pescoço foi direto para seu c**t@ris.
E o gemido veio, guardado a meses, esperando ser tocada por ele.
A sua lingua percorria por toda sua i********e, ela não conseguia nem respirar de tanta intensidade.
Ele chupava e lambia, brincava com o dedo em c**t@ris, ela estava no ápice, e gritou seu nome, como nunca havia gritado antes.
Mas dessa vez não iria parar nela, ele estava a meses esperando por ela, era sua vez de se satisfazer.
— Siena, meu amor — disse com voz tomada pela desejo. — Vamos fazer uma coisa diferente hoje, se não gostar pode me dizer.
Siena estava tomada pelo prazer, pela saudade e vontade de ser dele.
Ele a colocou de joelhos na sua frente, era a vez dela de reverencia-lo.
— Minha piccina, me chupa — pediu sem delicadeza.
O seu m****o era tão grande, rígido, e duro, Siena não sabia como fazer, e como agrada-lo
— Você precisa me dizer o que fazer — disse num tom de voz baixo, um pouco envergonhada.
— Abra a boca minha piccina, coloque o aguentar dentro, chupe o quanto der, só não use os dentes, você pode fazer o que quiser!
Então Siena obedeceu, abriu sua boca pequena, e colocou seu m****o em sua boca, não cabia tanto, mas ela queria agrada-lo.
Passou a lingua pela extensão de seu m****o, e ali ele perdeu o controle, segurou os seus cabelo sem delicadeza.
Facilitando o movimento de vai e vem, quando ela pegou o ritmo, ele relaxou e gemeu, um uivo que estava esperando pra sair a meses, ali ela soube que estava certa, e não parou de c****r, e chupava a cada minuto com mais vontade de fazer ele chegar no ápice também.
E quando ele ia g@z@ar.
— Pequena, precisar me deixar sair da sua boca — ele estava completamente tomado pelo prazer.
Ela feliz em ve-lo delirando ignorou, e continuou, a lingua enrolava em meu m****o, o deixando complemente babado.
— Pequena, eu não vou aguent...
Ele explodiu na boca dela, involuntariamente, a sensação de prazer nunca sentida antes, ele estava completamente entregue a ela.
Siena sem que ele pedisse, engoliu, ele delirou mais uma vez, e a beijou, o gosto deles se fundiram em um só.
Mais um passo dado, mais um laço de confiança construído.