Seu sorriso debochado me acompanha pelo que me parecem minutos. Estou no sentido literal, desesperada. Como assim meus poderes estão anulados por essa criatura? Eu não morro se não respirar embaixo da água? - Para de se debater – ela grunhe entredentes. - Como você... – testo, e sim, eu também consigo falar. – Por que você está fazendo isso? Você não disse que eu podia confiar em você? Meu tom de voz é acusatório, e levemente magoado. Não gostei de ser traída. Embora eu soubesse de sua fama, preferi acreditar. - Você pode – ela fala simplesmente. Paramos descer, estamos flutuando no meio da água. Ela ainda está agarrando meus ombros. - E qual a necessidade disso? – aponto para a água a nossa volta. Ela suspira. - O que vou lhe dizer vai doer em seu coração, ma

