A madrugada tinha sido longa. O corpo cansado, a alma exausta. Mas o coração… o coração ainda batia forte, sustentado pela teimosia de quem aprendeu a sobreviver. O som das máquinas ao meu redor era constante. Cada bip era um lembrete de que eu ainda estava ali. De que ele ainda estava ali. O bebê dormia tranquilo dentro de mim — ou pelo menos era o que diziam. Mas algo no meu corpo parecia inquieto, como se a calma fosse apenas o intervalo antes da tempestade. Quando o relógio marcou seis da manhã, senti a primeira pontada. Fina. Profunda. Diferente da noite anterior. Apertei os lençóis. Respirei fundo, tentando ignorar. Mas segundos depois, outra veio. Mais forte. O coração disparou. — Não… por favor, não agora. — murmurei. As lágrimas vieram sem permissão. Eu sabia o q

