O nome dele precisava vir do coração. Não de um impulso, não de uma escolha bonita no papel. Precisava ser um nome que tivesse sobrevivido comigo. E, de alguma forma, também com ele. Havia tantos significados pulsando ao meu redor desde o parto… Dor. Perdão. Renascimento. Força. E eu queria que aquela pequena vida carregasse algo disso. Algo que lembrasse que ele nasceu no meio da tempestade — e mesmo assim, venceu. O quarto do hospital estava silencioso naquela tarde. Eu ainda permanecia na cama, me recuperando, enquanto observava o berçário através da janela de vidro. Ele estava lá. Pequeno. Conectado a tubos, mas respirando com mais firmeza a cada dia. As mãos minúsculas descansavam sobre o peito, como se guardassem um segredo que o mundo ainda não estava pronto pra ouvi

