O sol amanheceu preguiçoso, filtrando-se pelas cortinas como se também tivesse medo de entrar naquele quarto. O ar estava pesado, o lençol ainda amassado, o cheiro dele por toda parte. E eu… não sabia se odiava ou queria voltar pra aquela noite. Levantei devagar. O corpo doía de um jeito estranho — não só pela entrega, mas pelo peso das emoções que ela trouxe. O espelho refletia uma mulher diferente. Menos frágil. Mais confusa. Passei os dedos pelo pescoço e senti o arrepio de novo, como se ele ainda estivesse ali. Mas não estava. Leonardo havia saído cedo. Desci as escadas em silêncio, rezando pra que o destino não fosse c***l a ponto de colocá-lo no meu caminho tão cedo. Mas o destino, como sempre, não tem piedade. Ele estava na sala. Terno impecável, café na mão, jornal ab

