Dante passou a noite em claro. Fez tudo exatamente como Adrian havia instruído, ainda assim a febre de Helena insistia em permanecer. Na madrugada ela teve delírios constantes, a respiração acelerada como se algo estivesse a afligindo por dentro. Gemidos doloridos que o deixava desesperado. Movia-se inquieta, chamando o nome dele repetidas vezes, quase como um pedido desesperado para que não a deixasse sozinha. E por isso ele não saiu de perto. Não pregou os olhos por um único segundo. A ideia de dormir por um segundo e a situação dela piorar era mais apavorange que qualquer outra coisa. Sentado na poltrona que havia arrastado para junto da cama dela, Dante passou horas apenas observando sua respiração instável, o rosto inquieto, a fragilidade gritante. Cada tremor dela era como uma f

