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O pecado do meu sogro.

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Blurb

Helena acreditava que conhecia o amor… até ser traída pela própria irmã. Ferida e perdida, ela jamais imaginou que encontraria abrigo justamente nos braços de Dante, o homem que deveria odiar, seu ex-sogro. Ele é o tipo de homem que não pede, toma. Frio, poderoso, envolto em segredos e negócios que ninguém ousa questionar.Ela é a pureza que ele jurou não tocar… mas o proibido sempre teve um sabor que Dante nunca soube recusar. Entre olhares que queimam e silêncios que dizem mais do que palavras, Helena descobre que o perigo não está nas ruas, e sim naquele homem que a observa como se ela fosse sua nova maldição. Mas até onde ela está disposta a ir para provar que o pecado pode ser o único caminho até o prazer?Desejo, culpa e redenção se entrelaçam em uma história onde amar é o erro mais delicioso que alguém pode cometer.

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O dia em que o amor morreu.
A mansão Ferraz tinha o tipo de silêncio que gritava. Os corredores eram longos demais, frios demais, como se a casa inteira observasse cada respiração de Helena com indiferença. A noite anterior ao casamento parecia um sonho distante. Tudo nela tremia, menos a esperança. Eu estava em um dos quartos da grande mansão onde Lucas vivia. O casamento seria em algumas horas e, pela primeira vez na vida, eu sentia que estava sendo escolhida. Que alguém, enfim, me amava. Mas o amor era uma palavra bonita demais para o que ela conhecia. Helena tinha sido adotada aos cinco anos — idade suficiente para entender o que é ser rejeitada. A família que a acolheu jamais quis uma filha; quiseram uma boa ação para mostrar ao mundo. Nunca entendi por que me quiseram. Eu era apenas o fardo que eles tentavam esconder atrás das aparências. Um peso morto que respirava entre eles. Bianca, a filha perfeita, era o espelho da mãe: linda, arrogante, intocável. Lauren, a mulher que a criou, era a doçura envenenada que sorria enquanto a despedaçava. E o pai? Um homem apagado, sempre em silêncio, que preferia fingir que não via as pequenas crueldades que alimentavam a casa. Cresci ouvindo que eu devia ser mais como Bianca. Ela era o orgulho. Eu era o erro. Sempre nas sombras dela, sempre lembrada de que eu não era sangue deles. Mas agora tudo mudaria. Agora eu seria a noiva, não ela. Helena acreditava que casar-se com Lucas Ferraz era a chance de finalmente ter um lugar no mundo. Ele era o herdeiro do poderoso Dante Ferraz, dono de um império tão vasto que o nome “Ferraz Group” parecia um continente próprio. O sogro era uma figura cercada de mistério — tão distante que parecia uma lenda. Nunca o vi pessoalmente. Lucas dizia que o pai era um velho rabugento, que preferia o isolamento. Eu acreditava. Queria acreditar em tudo que ele dizia, porque amar, pra mim, sempre foi o mesmo que se agarrar a uma mentira bonita. A porta se abriu e Lauren entrou. O sorriso dela era doce demais para ser real. — Feliz, filhinha? Vai finalmente se casar com o herdeiro da Ferraz Group. — Sabe que não estou me casando pelo dinheiro dele. — Espero que não. Seria uma pena te ver perder sua única chance de luxo. A mulher saiu, deixando atrás de si o perfume e o veneno que sempre carregava. Helena suspirou. Ela só veio pra soltar o veneno, como sempre. Mas não vou deixar que isso me atinja hoje. Não hoje. Sozinha, ela se arrumou diante do espelho. Não havia maquiadora, nem cabeleireira. Lucas tinha dito que ela ficaria linda de qualquer jeito — e ela acreditou. Enquanto passava o batom, o reflexo no espelho parecia uma estranha. Uma mulher tentando ser feliz com as sobras que a vida lhe dava. Às vezes eu sentia que ele era distante, que talvez não me amasse de verdade. Mas eu me esquecia disso quando lembrava de onde vim. Eu sempre aceitei migalhas como se fossem amor. Quando terminou, desceu as escadas e entrou no carro que a esperava. Lá fora, o céu de Chicago estava cinzento, pesado. A chuva ameaçava cair, como se até o tempo soubesse que algo estava errado. A igreja era linda. Branca, silenciosa e fria. Ela esperou por Lucas. Um minuto. Dez. Trinta. A música não tocava. O altar parecia zombar dela. Os sussurros começaram: risadas baixas, olhares de pena, de diversão. Eu me sentia uma palhaça em exposição. Cada olhar parecia um golpe. Até que o vi. Dante Ferraz. Alto, imponente, olhar firme e presença que dominava o ar. Mesmo parado, ele emanava poder — o tipo de homem que carrega a sala sem dizer uma palavra. E, naquele instante, Helena percebeu que tudo o que Lucas dissera sobre ele talvez fosse mentira. Dante não parecia rabugento. Parecia perigoso. As portas da igreja se abriram. E então o mundo de Helena desabou. Bianca entrou de braços dados com Lucas, vestida de noiva. Os dois sorriam como se o amor deles fosse o mais puro do mundo. O murmúrio coletivo ecoou como uma sentença. Meu corpo congelou. Eu não conseguia respirar. O chão pareceu sumir. Bianca ergueu o queixo, triunfante. — Pessoal, houve um engano. Eu me casarei com Lucas. Sempre nos amamos e decidimos isso hoje mesmo. O som das câmeras começou. Flashes, risadas, choque. Jornalistas registrando o exato momento em que a irmã adotiva era trocada pela filha legítima. Lauren sorria. O pai desviava o olhar. E Dante… observava. Seu olhar não tinha pena, mas algo ali parecia se partir, como se reconhecesse o gosto da dor. Eu queria desaparecer. Correr, gritar, morrer. Qualquer coisa seria melhor do que estar ali. E ela correu. Sem pensar, sem olhar pra trás. Rasgou o vestido, deixou os saltos para trás, fugiu da vergonha e da humilhação. A chuva a alcançou antes que ela alcançasse qualquer lugar. Em segundos, o vestido pesado grudava no corpo. Ela tropeçou, caiu, se sujou, e por fim… chorou. Dia de merda. As lágrimas se misturaram à chuva. Ela gritou. Urrou. O som que saiu de sua garganta não era de raiva — era o som de quem perdeu tudo o que fingia ter. Um carro preto parou ao lado. Os faróis iluminaram a figura pequena, caída no asfalto. O vidro desceu lentamente, revelando o rosto que ela tinha visto apenas uma vez. Dante Ferraz. O olhar dele era frio, mas havia algo mais — algo profundo, quase perigoso. — Entre no carro, Helena. — Não vou entrar no seu carro. — Não vou discutir com você aqui. É melhor entrar… ou vai ser arrastada. Ela hesitou. O vento frio cortava a pele, a chuva já era quase uma lâmina. Não havia mais lar, nem amigos, nem esperança. Tinha milhões de formas do meu dia piorar, mas entrar no carro do meu ex-sogro não parecia ser uma delas. Ela entrou. O banco era quente, o cheiro era dele — amadeirado, dominante, envolvente. O carro seguiu pelas ruas escuras, e o silêncio entre eles parecia vivo. Eu não sabia o que esperar. Só sabia que, por alguma razão, ele não me deixaria sozinha. Do lado de fora, o mundo seguia, indiferente. Dentro daquele carro, duas vidas quebradas começavam a se tocar — e nenhuma das duas estava pronta para o que viria. Dante desviou o olhar dela por um instante e disse, baixo, quase para si mesmo: — Alguns amores nascem da ruína, Helena. Os mais perigosos, sempre começam assim. E foi assim que o inferno se abriu — com chuva, vergonha e um convite que ela não podia recusar.

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