Enquanto estava sozinha na mansão, Helena percebeu que o silêncio que antes lhe parecia suportável agora se tornava insuportável. A ausência de Dante fazia o ar pesar, e cada canto da casa parecia exalar solidão, como se o próprio lugar sentisse falta dele. Era uma mansão grande demais, fria demais, silenciosa demais. Ela se perguntava como Dante conseguia viver ali por tantos anos sem enlouquecer. Talvez, pensou, ele já tivesse enlouquecido há muito tempo. Nos primeiros dias, Helena tentou preencher o vazio com pequenas tarefas. Lia um livro, arrumava o quarto, caminhava pelos corredores longos e vazios, observava os retratos antigos pendurados nas paredes. Mas nada parecia suficiente. Cada passo ecoava alto demais, cada sombra parecia observá-la. Esperou por uma ligação, uma mensagem,

