Já em seu escritório, Dante afastou brevemente a lembrança do momento intenso que havia dividido com Helena. Aquilo ainda latejava dentro dele como uma ferida recém-aberta, pulsante, quente demais, difícil de ignorar. Mas precisava. Tinha problemas a resolver e não conseguiria pensar com clareza se continuasse permitindo que a lembrança da excitação o consumisse. Sentou-se em sua cadeira, inclinou o corpo para trás e respirou fundo, tentando restaurar a ordem em seus pensamentos, mas nada parecia colaborar. Cada imagem de Helena sobre a mesa, seu sorriso provocante, sua respiração entrecortada, retornava como uma faísca incendiando tudo outra vez. Precisava tirar Lauren de circulação. Precisava fazê-la entender, profundamente, que não tocaria mais em Helena, nem com palavras, nem com ges

