Helena estava no jardim da mansão, e o cheiro da terra úmida misturava-se com o perfume suave das flores recém-plantadas. Depois do m******e das rosas que outrora haviam preenchido aquele espaço, ela decidiu transformar o jardim novamente, reconstruí-lo do jeito que imaginava ser bonito. Era quase um símbolo: o desejo de recriar coisas que um dia foram destruídas. Dante, da janela ampla de seu escritório, a observava. Não havia sequer um traço de impaciência em seu rosto, algo raro, considerando o homem que sempre fora. Via Helena com as mãos enterradas na terra, mexendo, adubando, ajeitando cada muda com carinho, sem permitir que nenhum funcionário a ajudasse. Dante havia oferecido jardineiros, mas Helena recusou. Ela queria fazer aquilo sozinha. Ele não entendia o motivo, mas respeitava

