Com o passar dos dias Dante percebia que a aproximação entre Helena e Matt só aumentava. Não era algo gritante, nem descarado, mas cada pequeno gesto dos dois parecia um ataque direto ao seu controle emocional. A cada vez que via os dois na sala, no corredor ou até mesmo no quarto dela conversando baixo, sorrindo como se fossem muito próximos, isso acabava com seu coração de um jeito que ele não admitiria nem sob tortura. Era como se alguém cravasse lentamente uma faca em sua costela e girasse só para ver quanto ele aguentaria antes de desmoronar. Seu ciúmes por Helena era mais doentio do que imaginava. Aquilo que começou como uma preocupação com a segurança dela agora queimava como um veneno no peito, corroendo tudo com uma intensidade que o deixava inquieto, irritadiço, mais explosivo d

