A chuva que caía lá fora era como se denunciasse que algo de muito r**m estava prestes a acontecer. O som das gotas se chocando contra o vidro parecia um lamento constante, um aviso que ecoava em cada canto daquela mansão fria e silenciosa. O mundo parecia desabar do lado de fora, e Helena continuava impassível dentro do próprio quarto, imóvel, como se tentasse ignorar o caos que se aproximava. O olhar de Dante não saía da sua mente. Talvez estivesse imaginando coisa, mas tinha quase certeza de que viu desejo contido ali, algo que queimava sob a superfície do autocontrole dele. Era um olhar que falava muito mais do que deveria, que a deixava inquieta. Talvez as palavras de Savana estivessem contaminando sua mente, talvez fosse apenas isso. Já não sabia mais se o que sentia era real ou fru

