Em casa, Dante estacionou o carro em frente à mansão. Desceu em silêncio, sem ao menos olhar para Helena. A tensão entre eles era quase palpável, o ar parecia pesado demais para ser respirado. Ela ficou por alguns segundos dentro do carro, observando a figura dele caminhar até a entrada principal com passos firmes e impacientes, a raiva parecia o consumir a cada segundo. Helena, confusa e aflita, desceu logo em seguida, mas não conseguiu alcançá-lo. Quando atravessou a porta, Dante já estava na sala, parado em frente à lareira acesa, com o olhar perdido nas chamas. Aquele fogo refletia o mesmo que queimava por dentro dele, raiva, desejo, culpa. Ela respirou fundo antes de falar, mas não teve tempo de formular uma única frase. A voz dele cortou o silêncio como um trovão. — O que foi fa

