Tentando afogar a culpa em um bom copo de whisky, Dante decidiu ir a um bar. Era o último lugar que desejava estar naquele momento, mas já não via saída. Voltar para casa não era uma opção, não enquanto Helena estivesse lá. A simples ideia de cruzar o olhar dela e sentir aquele gelo, aquela indiferença cortante, era o suficiente para o coração dele vacilar. Preferia se esconder atrás de um copo e da solidão que o álcool prometia do que encarar o peso do que tinha feito. O ambiente era abafado, a música tocava baixa, misturada com risadas dispersas e o tilintar de copos. As luzes amareladas criavam sombras sobre os rostos, e Dante parecia fazer parte daquelas sombras, um vulto carregado de arrependimento. Pediu outro whisky e ficou observando o líquido âmbar girando no copo, como se naq

