A mansão estava silenciosa, como se respirasse devagar, tentando não perturbar o breve intervalo de paz que pairava sobre seus corredores longos. As janelas altas filtravam a luz da manhã, permitindo que ela se estendesse pelo chão de mármore como um tapete dourado. A atmosfera parecia imóvel, segura. Mas tanto Dante quanto Matt sabiam que aquela quietude era frágil, como vidro fino diante da possibilidade de uma visita indesejada. Dante estava em seu escritório, afundado em papéis e na própria inquietação, quando Matt surgiu na porta. O soldado sempre carregava aquele semblante rígido, mas naquele momento havia algo mais ali. Algo que parecia preocupação. — Senhor... Lucas está aqui. O nome atingiu Dante como um vento gelado. — Mande-o embora, Matt. Posso falar com ele outro dia. — El

