O lugar era distante e isolado. Tão sombrio quanto a mansão onde vivia, e ali Helena percebeu que não se tratava de um lugar qualquer. Havia algo naquela construção que fazia cada centímetro de seu corpo recuar, como se sua alma reconhecesse um perigo que sua mente ainda não conseguia decifrar. Antes mesmo de alcançar as portas de entrada, ela sentiu o cheiro forte que pairava no ar. Era sangue. E talvez… carne podre. Recusou-se a imaginar de quem, ou do quê, poderia ser aquele odor tão nauseante. O estômago se revirou imediatamente, como se tentasse expulsar aquela descoberta antes mesmo de processar o que significava. Seus pés a traíram naquele instante. Helena ficou parada, ofegante, como se respirar de repente tivesse se tornado doloroso. Suas pernas tremiam tanto que por um instante

