Decidida a não mais se magoar com as atitudes de Dante, Helena decidiu que se arrumar e se sentir feliz por um momento seria a melhor opção para superar a fase caótica de sua vida. As últimas noites haviam sido longas, feitas de pensamentos quebrados, perguntas que não tinham resposta e lembranças que ardiam como álcool em corte aberto. Ela estava cansada. Exausta de tentar decifrar os silêncios de Dante, exausta de tentar encontrar justificativas para não odiá-lo. Porque, no final, tudo nele era motivo o bastante para que o odiasse. A dureza. O controle. O jeito frio de afastá-la quando ela mais precisava de qualquer migalha de afeto. No entanto, ela não conseguia odiá-lo. E esse era o problema que mais doía. Não conseguir odiar Dante de maneira alguma. Helena se esforçou o máximo que p

