7-s**o de macaco - 2

1332 Words
"Você e o papai têm que trabalhar amanhã?", Lark perguntou fazendo bico. "É por isso que estamos aqui, Lark", Max revirou os olhos, "Eles estão aqui para trabalhar. Nós estamos de férias. A Nana nos explicou hoje." "Só quero que ele venha conosco ao aquário", ela franziu os lábios e Bobbie os conduziu para fora do elevador sem olhar para cima enquanto Olivier segurava as portas abertas para eles. "No fim de semana, faremos algo especial juntos, eu prometo", ela sentiu o olhar dele observando-os até a suíte, "Se vocês quiserem, podemos assistir filmes na minha cama grande essa noite." "Oba!", as crianças pularam de alegria, "Pijama!" Ela os deixou entrar em seu quarto e encostou-se à porta, fechando os olhos sob o peso das emoções. Agora sabia que não tinha sido o fantasma do Natal passado que havia passado por ela pela manhã. Olivier Villeneuve estava no mesmo hotel que ela. Sua melhor opção era manter seu espaço, sua distância e rezar para Deus que ele não tivesse feito uma conexão com duas das três crianças pulando na cama king-size do quarto e com ela mesma. Ele não tinha engordado, nem estava careca. Usava a mesma colônia de antes, e ainda estava em suas narinas. Seus olhos eram tão castanhos quanto antes. Seu cabelo era tão loiro quanto antes. Olivier não tinha desenvolvido uma corcunda e mantinha sua altura de mais de seis pés.  Por que ele não poderia ter desenvolvido uma corcunda?  Ela bateu o salto contra a porta, frustrada, e então percebeu que os gritos alegres pararam com sua ação. Por isso, abriu os olhos. "Mamãe, você está bem?", Max perguntou seriamente. "Com fome", ela respondeu, sabendo que as crianças aceitariam a explicação sem questionar. "Eu também!", Ollie disse com um sorriso. "Eu também!", Lark gritou animada. As crianças ficaram felizes em se vestir, Lark estava empolgada por usar um par de shorts e camisetas de Ollie. Os guarda-roupas das meninas eram frequentemente trocados entre si.  Durante todo o tempo em que ela os arrumava, seu estômago estava embrulhado. O pai dos gêmeos estava no hotel, e Bobbie havia fingido que as crianças não eram suas na presença dele, tinha rezado para que nenhum deles a chamasse de mãe e se afastado como se não soubesse quem ele era. Com sorte, ele simplesmente pensou que ela não passava de uma babá glorificada ou funcionária dos Hoffmans. Ele era um hóspede aqui ou estava visitando alguém? Tudo o que ela precisava fazer era evitá-lo. Ela estava penteando os cabelos de Lark, quando uma batida na porta a fez pular. Certamente, ele não tinha vindo até sua porta. Passou a escova para Lark e levantou-se nervosamente, indo até a porta e olhando pelo olho mágico. Abriu a porta e sorriu para Nana.  "Olá, Nana. Você vai se juntar a nós para jantar no Chuck-E-Cheese?" "Eu poderia comer uma pizza de pepperoni", concordou com um sorriso largo, segurando um par de sandálias para Lark. "A mamãe está com fome", Max dedurou do banheiro, onde penteava os cabelos em um moicano espinhoso, seu estilo característico. Ele sorriu, exibindo suas covinhas. "Então devemos ir", Nana apontou na direção das suítes no final do corredor, "Eles vão se juntar a nós em alguns minutos. Uma bebida e ela já está se sentindo amorosa", fez uma careta para Bobbie e sussurrou com nojo: "Como mãe, há coisas que eu nunca preciso saber, e eles pedindo tempo sozinhos para ficarem íntimos, é uma delas." Bobbie puxou os lábios para trás com nojo, igualando a expressão da Nana Prue. As crianças colocaram seus sapatos rapidamente e correram pelo corredor em direção ao elevador, Max apertou os botões com força. "Apertar mais de uma vez não faz o elevador chegar mais rápido", disse Nana Prue, balançando a cabeça. "Eu sei, é só divertido", sorriu Max animado. O estômago de Bobbie estava contraído, quando o elevador abriu, ela sentiu alívio ao vê-lo vazio. Ela entrou com as crianças e relaxou lentamente enquanto desciam para o saguão. As crianças correram gritando pelo saguão com o típico deslumbre da idade. Ela viu o homem encostado no balcão do saguão olhar para ela e os olhos dele se estreitarem ao perceber que ela o ignorava intencionalmente. "Juro por Deus, se vocês três saírem do saguão sem mim, voltamos para o quarto", ela chamou a atenção deles e balançou a cabeça quando eles pararam abruptamente. "Nana!", Ollie chamou, "Você vai jogar nos fliperamas comigo?" "Sim, mas só se você prometer não chorar quando eu te derrotar!", Nana provocou e bagunçou carinhosamente os cachos loiros dele. Ao saírem, Prue cutucou Bobbie.  "Você viu aquele gostosão te encarando no saguão?" "Não", ela negou, fazendo sua melhor cara de desentendida, "Quem?" "Seus atributos femininos estão mortos?", Prue resmungou para ela, "Alto, loiro e bonito, parado no balcão do check-in, te olhando como se quisesse te ver nua sob aquela saia justa agora mesmo. Aliás, você deveria ter trocado de roupa." "Eu nem pensei em trocar de roupa. Tudo o que eu conseguia pensar, era em pizza r**m e refrigerante gelado." "Você deveria estar pensando em t*****r com aquele homem maravilhoso", sussurrou para ela enquanto as crianças corriam pela calçada. "Oh, meu Deus, Nana!", ela lançou olhares significativos para as crianças, fora do alcance da audição, "Você não pode falar coisas assim na frente deles. Eles ouvem tudo." "Você deveria ter ouvido as perguntas no zoológico. Ollie e Lark não paravam de falar sobre os pênis pequenos dos macacos. Max tinha perguntas sobre como a mamãe amamentava o bebê. Depois, dois macacos começaram a se pegar como coelhos. Aí, eles perguntaram se era assim que os humanos faziam bebês e depois perguntaram para a Everly se ela e o Grady acasalaram para fazer a Lark." "Não!", ela colocou as mãos nas bochechas, horrorizada, "Eles não fizeram isso. Não é à toa que ela queria uma bebida." As crianças esperavam impacientemente, apertando o botão da faixa de pedestres por vez. Era uma noite linda e Bobbie e Prue seguravam a mão de uma criança cada, enquanto atravessavam a rua. "Mamãe", Max perguntou de repente, "Se os macacos hoje estavam fazendo bebês e precisaram de uma mamãe macaco e um papai macaco, nós tivemos um papai para nos fazer?" Ela olhou para Prue e inspirou profundamente.  "Você se lembra do livro que lemos, amigão? Algumas famílias têm uma mãe, outras têm uma mãe e um pai, algumas têm dois pais e algumas têm duas mães, e outras têm um pai e nenhuma mãe, e existem todos os tipos diferentes por aí." "Eu sei. Não temos um pai, mas você precisou de um para nos fazer?", Max persistiu. "Podemos falar sobre a biologia de fazer bebês outro dia. O importante é lembrar que nossa família está completa como está." "Mas o macaco menino tinha um pênis e a Everly disse que para fazer bebês era por isso que ele subia nela para colocar na v****a da macaca menina. Você teve que fazer isso?", Max insistiu. "Maximillian", seus olhos arregalaram com sua pergunta. Ela olhou para Prue, que segurava uma das crianças, tentando andar ereta enquanto ria alto, "Não vamos discutir isso." Ele fez uma careta para ela e depois correu para alcançar as meninas. "c*****o! Ele vai ser minha morte." "Entre as perguntas dele e o comportamento destemido do Ollie, estou surpresa que você não esteja em terapia semanal", Prue comentou com um sorriso enquanto enxugava as lágrimas das bochechas. "Quem disse que não estou?", ela suspirou alto quando chegaram ao restaurante e abriram as portas, "Meu terapeuta se chama j**k Daniels. Ele e eu temos uma consulta mais tarde, esta noite." Prue deu um t**a nas costas dela pela piada e assentiu apreciativamente.  "Eu talvez participe da sua sessão. Foi um dia infernal." Ambas fizeram uma careta ao observar o local com crianças correndo descontroladamente, jogos de fliperama apitando alto e o cheiro de comida gordurosa enchendo o ar. "Pode ser uma sessão dupla", Bobbie admitiu. Seria uma noite longa.
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