9-Inteligente e bonita - 2

1123 Words
"Os demônios estão todos dormindo na sua cama. Você já terminou aí embaixo? Você trabalha demais", Prue era direta. "Terminei. Estarei lá em breve", ela lançou um olhar para o homem, que estava abertamente bisbilhotando sua conversa, de onde ele pegou sua garrafa de água. Bobbie a pegou dele furiosamente. "Ou você pode ocupar o seu tempo, encontrar um homem sexy e t*****r. Você é muito reprimida. O que Max disse hoje? Coloque o pênis na v****a como os macacos." "Oh, meu Deus", ela gemeu e colocou a mão na bochecha, envergonhada, "Ele é incorrigível e eu sei de onde ele tira isso, Nana", ela acusou a mulher descaradamente, "Pare de dar munição ao menino para nos envergonhar." "Você é muito reprimida. Transe logo." "Estou aqui para trabalhar", Bobbie fez uma careta enquanto olhava para o chão. "Então pelo menos fique bêbada e faça algo e******o. Você tem vinte e nove anos, não cinquenta e nove. Eu tenho sessenta e sete e transo mais do que você." "Você é terrível. Logo estarei no quarto. Meu trabalho está feito. Só estou arrumando a bagunça que fiz no escritório." "Puritana." "Bruxa." Uma voz ao fundo fez Bobbie se contorcer. "Quem está acordado?" "Lark. Ela precisa fazer xixi." "Tudo bem, vou deixar você cuidar dela. Logo estarei lá em cima." Ela desligou a ligação e suspirou profundamente. Aquela mulher era tão difícil quanto as crianças em alguns dias. "Ela parece ser um punhado", Olivier ria da conversa, "Quem é ela?" "A mãe do meu chefe", balançou a cabeça, "Ela é um saco." "Ela acha que você é reprimida e precisa t*****r. Precisa de ajuda?", ele sorriu com a oferta. Por que seu corpo implorava para concordar?  "Não", ela o empurrou quando ele alcançou e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, "Não me toque." "Nana Prue acha que você precisa ser tocada." "Se ela soubesse que estou aqui com você, ela desceria aqui para me arrastar para fora, depois de te dar uma surra." "Por quê?" "Porque minha família sabe o que você é." "O que eu sou?" "Meu c*****o. Meu traficante." Ele gemeu de frustração. "Eu não sou um maldito traficante de pessoas e você nunca foi uma prostituta." "Como você chamaria nosso acordo?" "Eu queria ter você à minha disposição. Isso significava que você tinha que largar seu emprego. Eu simplesmente cobria suas despesas enquanto você estava disponível para mim." Ela revirou os olhos.  "E a parte em que seu amigo assumiu o contrato e disse que eu tinha que t*****r com ele ou perder meus ganhos?" "Ele mentiu. Voltei para o quarto no domingo e encontrei o lugar destruído e você havia ido embora. Encontrei o isqueiro dele no sofá e fui visitá-lo. Ele me disse que foi me ver para me oferecer um emprego e, quando chegou lá, te encontrou na cama com o Darian. Ele disse que sabia que eu não teria qualquer garota nos meus quartos de hotel, então deduziu que você era minha namorada e os expulsou por me trair. Ele disse que o Darian ficou furioso por ter sido descoberto e, consequentemente, perder um grande pagamento e bagunçou o lugar." "Nunca aconteceu." "Devo simplesmente acreditar em você?", ele a encarou com firmeza. "Sim!" "Por quê?" "Porque você não é um homem e******o, Olivier. Um bastardo arrogante. Sim. Egoísta e interesseiro, com certeza. Exigente e insistente. Com certeza absoluta. e******o? Não. Você não perde nada. Se eu tivesse me envolvido com o Darian, você teria sabido. Você não deixa passar nada." "No entanto, eu perdi isso." "Eu não dormi com ele!" "Não é bom não acreditarem em nós, não é?" Ao ouvir suas palavras, ela soltou um grito impaciente. "Por que você não me contou sobre sua irmã?" Diante de sua pergunta, ela pausou e engoliu em seco.  "Não havia nada para contar." "Você pegou o dinheiro para pagar pelo tratamento médico dela. Você deveria ter me contado. Poderíamos ter tentado encontrar um tratamento melhor para ela." "Já era tarde demais. Mesmo que ela tivesse feito um transplante no dia em que nos conhecemos, era improvável que ela sobrevivesse. Eu precisava mantê-la confortável. Só isso." "Você deveria ter me contado." "Nós não estávamos exatamente compartilhando emoções e histórias familiares, Olivier. Eu era uma p********a. Não era como se eu fosse a Julia Roberts vivendo o sonho de Uma Linda Mulher. Eu estava trabalhando. Quando acabasse, eu seguiria meu caminho. Como você disse, eu sabia como funcionava. Eu sabia que, quando você voltava aos domingos, na melhor das hipóteses, era para uma última noite; na pior, eu iria embora." "O que te faz dizer isso?", ele se apoiou na mesa do quarto, cruzando os braços sobre o peito. "Você estendeu o contrato pela primeira vez, depois de duas semanas. Faltavam cinco dias, você não o estendeu e só voltaria no dia em que expirasse. Eu sabia que tinha acabado." Ele suspirou.  "Você está certa. Não era minha intenção estender o contrato." "Não, apenas me passar para o seu amigo." "Bernard não é meu amigo e, não, pela centésima vez, eu não estava te passando para ele." "É o que você diz." "Assim como você diz que não estava transando com o Darian." "Retiro o que disse", ela deu de ombros, "Estava, sim. Tivemos um caso bem quente. Se você acredita nisso, posso ir embora?" Ele levantou as mãos no ar.  "Ótimo. Se essa é a narrativa que você quer manter, tudo bem. Te vi chegar no hotel hoje e pensei que fosse o destino. Qual seria a chance de, no mesmo dia em que descubro a verdade e você não ter fugido com o Darian, te ver novamente? Pensei que fosse um sinal para poder te contar que descobri o que Bernard fez, e que eu estava investigando a situação, e faria ele pagar por te machucar." "Fazer ele pagar?", ela jogou a cabeça para trás e riu, "O quê? Você é algum tipo de chefe da máfia?" Ele se inclinou para frente e beijou suavemente a bochecha dela.  "Roberta, foi um prazer te ver novamente. Espero que esteja bem e que sua vida seja exatamente como você esperava. Não vou mais incomodar você. Cuide-se, minha querida." Ela fechou os olhos, sentindo a dor que as palavras dele causaram em seu peito. Não deveria doer ouvi-lo dizer adeus. Não depois de nove anos. Não depois de saber o que ele tinha feito. Mas ele negou. Jurou que nunca aconteceu da forma como Bernard afirmou. Ela puxou uma cadeira e sentou-se nela, seus dedos tremendo. E se ele estivesse dizendo a verdade? E se ele nunca tivesse negociado com ela? Sua bochecha queimava com a sensação do beijo dele e seu nariz estava cheio do cheiro de sua colônia.
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