Meu nome é Solange.
Sou mãe de seis filhos e sou casada com Jorge, o pai dos meus filhos, há mais de vinte anos.
meus filhos são: Daniel, mateus, João, Renato, sofia e o mais novo Valentim o valentim vem depois da sofia mais pra frente todos entenderá, deixa eu te falar Nossa convivência:Eu e jorge nunca foi fácil. Pensamos diferente, discordamos em muitas coisas e, muitas vezes, caminhamos em direções opostas mesmo dividindo o mesmo teto. Mas essa não é história sobre o meu casamento. E uma história sobre fé, dor, escolhas e sobre o que Deus fez na vida do meu primeiro filho, Daniel.,esse livro e apenas alguns relatos importantes onde Deus agiu na vida do meu filho enquanto eu orava,nesse livro peço que você leitor,olha como Cristo mesmo sem merecemos tem um cuidado conosco, quero relatar um pouco dos milagres de Deus em nossas vidas não falo muito sobre a história dos outros filhos, mas somente porque nesse livro em questão e sobre o Daniel. peço que fique comigo e leia até o fim boa leitura.
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Fui mãe ainda na adolescência. Não me orgulho da forma como aconteceu, mas também não me arrependo nem por um segundo do meu filho. Ele é a única coisa da minha juventude da qual nunca me arrependi. Daniel foi um presente em meio ao caos, mesmo quando eu ainda não entendia isso.
Nasci em uma família grande. Éramos nove irmãos, e eu cheguei por último — a décima. Cresci em uma casa simples, marcada pela luta diária e por uma fé rígida. Minha mãe era crente de uma igreja muito severa. Tudo era pecado: maquiagem, televisão, perfume. Vaidade não era permitida. Ela usava apenas um antitranspirante sem cheiro, porque qualquer aroma que chamasse atenção era considerado errado.
Desde muito cedo, a igreja fazia parte da nossa rotina. Minha mãe era obreira. Chegava antes de todo mundo para limpar o templo. Como não havia água encanada — nem na igreja, nem no bairro — ela ia buscar água na casa da irmã Irene. Nós íamos junto. Sempre cedo. Sempre cansados. Sempre obedientes.
Minha mãe cuidava de dez filhos e ainda lavava roupa para fora em um tanque de concreto, no quintal de casa. Ela precisava fazer isso porque meu pai era alcoólatra. Muitas vezes ele sumia, passava dias nas ruas, e minha mãe ficava sozinha para sustentar o lar. Todos os dias, ao meio-dia, ela fazia uma campanha de oração. A igreja tinha um programa de rádio, e quando começava a oração, ela chamava todos nós. Parávamos tudo para orar. Era um clamor diário para que Deus libertasse meu pai do vício e desse forças a ela para continuar.
A vida era dura. Tomávamos café da manhã com o que tivesse. À tarde, a janta era a única refeição garantida. Éramos muitas bocas, pouco alimento e muita fé. Ainda assim, minha casa vivia cheia. Morávamos à beira da estrada, e sempre aparecia alguém pedindo café ou comida. O pouco que tínhamos, minha mãe dividia.
Foi ali, naquela casa simples e sempre cheia de gente, que conheci Jorge.
Eu era uma adolescente obediente, sempre ao lado da minha mãe. Tinha apenas quatorze anos quando Jorge começou a me procurar. Ele tinha vinte e dois. Ficava insistindo, dizendo que queria namorar comigo. Eu não queria. Não gostava dele. Dizia não todas as vezes.
Nesse mesmo período, minha mãe ficou muito doente. Pressão alta, diabetes, colesterol alto… era doença demais para uma mulher só. Ela tinha apenas quarenta e quatro anos, mas parecia ter mais de sessenta. Já não enxergava direito, os cabelos caíam, os dentes também. Para completar, minhas irmãs mais velhas, agora com filhos, voltaram a morar com ela. Quatro crianças a mais, e era minha mãe quem cuidava de todos.
Mesmo assim, ela não desistiu de orar.
E Deus ouviu.
Meu pai saiu do vício. Eu continuava indo para a escola. Tudo parecia, por fora, seguir um rumo normal. Mas Jorge continuava ali, observando, esperando. Até que um dia ele fez algo que mudaria minha história para sempre: foi falar com a minha mãe e pediu permissão para namorar comigo.
E você não vai acreditar no que aconteceu depois…